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Desenvolve MT consolida liderança no fomento e divulga dados do primeiro semestre nos municípios

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A Desenvolve MT, Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso, traçou um panorama dos municípios que mais contrataram crédito por meio da instituição, com base no número de operações e nos valores liberados, organizados por faixa populacional. A análise ganha ainda mais relevância quando cruzada com os dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que mostram que oito dos dez municípios que mais geraram emprego e renda em Mato Grosso também estão entre os que mais acessaram crédito pela agência.

Divididos em três faixas populacionais, os dados revelam que a capital Cuiabá lidera com folga entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, com 165 liberações e mais de R$23,3 milhões em créditos contratados. Em seguida estão Várzea Grande com 33 liberações e Rondonópolis com 31 concessões. Juntas neste ranking, todas as cidades desta faixa movimentaram mais de R$ 33,9 milhões em crédito por meio da Desenvolve MT.

Na faixa entre 50 mil e 100 mil habitantes, o destaque vai para Lucas do Rio Verde, com 14 liberações e mais de R$884 mil em valores contratados, Alta Floresta com 9 liberações e Nova Mutum com 7 completam as primeiras posições. O total movimentado por esse grupo ultrapassa R$ 5,4 milhões.

Já entre os municípios com até 50 mil habitantes, Alto Araguaia se destaca com 13 liberações e R$393 mil em crédito concedido. Campo Verde aparece em seguida com 10 liberações e Juara com 6 contratações. Ao todo, os municípios dessa faixa populacional somaram mais de R$ 8,8 milhões de créditos liberados.

Para a presidente da Desenvolve MT, Mayran Beckman, os números demonstram a capilaridade da agência e a importância das parcerias com as prefeituras e agentes locais. “Temos avançado não apenas nos grandes centros, mas principalmente no interior do estado, com crédito chegando a empreendedores que historicamente tinham pouco acesso ao sistema financeiro tradicional”, avalia.

Os dados do levantamento refletem não apenas a demanda por crédito, mas também o fortalecimento das parcerias firmadas com os municípios. A presença da Desenvolve MT nas prefeituras, por meio de salas descentralizadas e agentes de crédito locais, tem sido fundamental para ampliar o acesso dos empreendedores aos financiamentos.

Alto Araguaia é um exemplo claro de como a parceria entre o Estado e os municípios pode impulsionar o desenvolvimento local. No sudeste de Mato Grosso, o município se destaca como o que mais contratou crédito na faixa de até 50 mil habitantes.


As histórias por trás dos números reforçam o impacto direto das linhas de crédito no fortalecimento dos pequenos negócios e da economia local. Esse é o caso de Odair Araújo, proprietário da Super Gás em Alto Araguaia, ele destaca que o crédito foi essencial para tirar o negócio do papel. “Comecei do zero, sem nenhum recurso, e foi com o financiamento da Desenvolve MT que consegui construir meu comércio do início ao fim. Com o valor liberado, comprei materiais de construção, levantei a estrutura e finalizei a obra. A orientação do agente de crédito foi fundamental em todo o processo”, relata.

Atendido na sala da Desenvolve MT dentro da prefeitura municipal, Odair buscou apoio após participar de uma reunião na Câmara Municipal, onde conheceu a atuação da agência. “Fui muito bem atendido pelo Carlos Eduardo, que me explicou tudo, passo a passo. O programa me deu oportunidade e motivação para abrir meu próprio negócio. Agora, a expectativa é inaugurar, gerar empregos e, no futuro, buscar novos investimentos”, afirma o empreendedor.


Para o agente de crédito Carlos Eduardo, o atendimento direto nos municípios é essencial para levar desenvolvimento a todas as regiões do estado. “Estamos na ponta para oferecer o melhor atendimento possível, com agilidade e orientação. Mais do que liberar crédito, nosso papel é mostrar que o Estado está, sim, comprometido com o desenvolvimento socioeconômico dos municípios”, afirma.

O impacto das contratações realizadas nos municípios reforça o compromisso da Desenvolve MT com o desenvolvimento. Ao levar crédito com orientação técnica e parcerias locais, a agência fortalece o empreendedorismo, movimenta a economia regional e contribui para a geração de emprego e renda em Mato Grosso.

*Com supervisão de Livia Rabani

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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