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Estudantes que competem nos Jogos Militares destacam como o esporte transforma rotina física, emocional e educacional

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Lucas do Rio Verde é palco, até o próximo domingo (241), da quarta edição dos Jogos dos Estudantes Militares da Rede Estadual de Ensino, que reúne mais de mil participantes em competições esportivas, provas da rotina militar e atividades inclusivas. Além das disputas, o evento tem revelado o impacto positivo do esporte na formação dos jovens, que enxergam nas atividades muito mais do que uma competição.

O estudante Filipe Ribeiro, 16 anos, do 2º ano da Escola Militar Tiradentes de Várzea Grande, participa pela segunda vez dos Jogos Estudantis Militares. Neste ano, ele e a equipe estão desenvolvendo um projeto de robótica que consiste em um sensor térmico para tomadas, já que não possuem sensor de voltagem. A ideia surgiu após a casa de um amigo, que iria competir na natação, pegar fogo por um curto-circuito poucos dias antes do evento. O dispositivo tem como objetivo identificar alterações de temperatura nos fios e enviar alerta para evitar acidentes. Filipe destaca que o maior desafio é o tempo reduzido para concluir o trabalho. Até o momento, eles tiveram apenas cinco hora para avançar no desenvolvimento.

Victor Ronaldo, de 15 anos, estudante do 9º ano da Escola Militar Tiradentes de Sorriso, participa pela primeira vez dos Jogos Estudantis Militares. Ele conta que não conseguiu competir no ano passado, mas agora vive a experiência com entusiasmo. Na natação, sua principal modalidade, afirma que começou bem e espera chegar até a final. Victor é atleta federado e já competiu em campeonatos brasileiros e outras competições importantes. Para ele, os jogos são uma oportunidade de colocar em prática o que vem treinando. Com confiança, acredita que pode conquistar bons resultados nesta edição.

Para Arthur Henrique, de 14 anos, 9º da Escola Estadual Militar Tiradentes de Rondonópolis, que participa da prova de xadrez, o esporte e as atividades intelectuais caminham lado a lado.

“Treinar para os jogos me mostrou que o esforço e a dedicação fazem diferença em todas as áreas. A robótica exige raciocínio, por exemplo, mas também espírito de equipe. Já o xadrez ajuda na concentração, que levo para os estudos. Aqui a gente aprende que corpo e mente precisam estar em sintonia”.

Segundo o secretário de Estado de Educação (Seduc), Alan Porto, o objetivo do evento é exatamente esse: estimular o rendimento esportivo aliado à integração, à formação de hábitos saudáveis e ao fortalecimento de valores como disciplina, respeito e trabalho em equipe.

O secretário de Educação, destaca que os jogos simbolizam pertencimento e orgulho, além de reforçarem a importância de preparar cidadãos ativos e responsáveis. “

Com esses jogos, a Seduc traz ao debate não apenas o esporte como competição, mas também como ferramenta de transformação pessoal e educacional para os estudantes da rede militar”.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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