Mato Grosso

Governo retoma obras entre Ponte de Ferro e o Coxipó do Ouro

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Mato Grosso

O Governo de Mato Grosso retomou as obras de pavimentação da MT-402, rodovia que liga a comunidade da Ponte de Ferro até o distrito do Coxipó do Ouro. No total, serão asfaltados 10,3 quilômetros em um investimento de R$ 13,2 milhões.

A obra havia sido paralisada, porque o contrato com a empresa vencedora do processo licitatório precisou ser rescindido. Agora, com a retomada, a previsão é que o asfalto novo seja entregue em 2026.

As obras realizadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística vão garantir um novo acesso por asfalto até o distrito do Coxipó do Ouro. A atual gestão também foi a responsável por garantir a primeira rodovia asfaltada na região, com as obras da MT-402 entre a Estrada de Chapada e o distrito, entregues em 2020.

Além do asfalto entre a Ponte de Ferro e o Coxipó do Ouro, a Sinfra asfaltou 4,36 km da da MT-030 entre o bairro Doutor Fábio e a Ponte de Ferro. Outras duas obras realizadas na região são a construção de duas novas pontes, uma sobre o Rio Coxipó, com 60 metros, e outra sobre o Rio Coelho, com 23 metros.

As pontes atuais da rodovia são de concreto, mas funcionam como uma monovia, ou seja, tem espaço para a passagem de apenas um carro por vez. Com a chegada do asfalto e o aumento no fluxo de veículos é necessário que as pontes sejam duplicadas, para aumentar a segurança de todos os motoristas.

“A história de Cuiabá e de Mato Grosso começa no Coxipó do Ouro. Mesmo assim, foi a atual gestão, mais de 300 anos depois, que levou o asfalto para a região. Isso demonstra o compromisso do Governo com a planície pantaneira, assim como tem com todas as regiões de Mato Grosso”, afirma o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.

Além da importância histórica, o Coxipó do Ouro é um importante balneário procurado para o lazer pela população cuiabana. Quando a obra for entregue, será possível ir até lá tanto pela Estrada de Chapada, quanto pela região da Grande Morada da Serra.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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