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Jornalista é condenado por agressão e perseguição a advogada

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Maykon Milas destruiu celular da então namorada durante viagem ao Nordeste e depois passou a persegui-la.

O jornalista Maykon Feitosa Milas foi condenado a 2 anos de reclusão e outros 6 meses de detenção pelo crime de violência doméstica contra a ex-namorada, uma advogada moradora de Rondonópolis. A decisão é desta segunda-feira (23).

Essa é a sua terceira condenação pela prática de violência doméstica contra a mulher.

Os episódios de violência ocorreram entre novembro de 2021 e janeiro de 2022. O primeiro caso ocorreu em Porto de Galinhas, onde o casal fazia uma viagem que era para ser romântica. Porém, o jornalista acabou tendo um ataque de fúria, jogou o celular dela da janela do hotel onde estavam hospedados, além de empurrar e arrastar a advogada pela a areia, além de desferir ameaças e palavras de baixo calão.

Segundo a vítima, Maikon ainda realizou ameaças por meio de contatos telefônicos e mensagens pelo WhatsApp, além de chantageá-la com prints comprometedores. Em um dos casos, inclusive, a advogada já tinha a seu favor uma medida protetiva concedida pelo Judiciário, que impedia o ex-namorado de entrar em contato ou se aproximar numa distância inferior a 500 metros.

Durante o curso do processo, o jornalista mudou de endereço e não comunicou à Justiça. A defesa dele também não se manifestou nos autos e o julgamento ocorreu à revelia, com o réu sendo representado pela Defensoria Pública.

Na audiência de instrução, a vítima relatou a agressão em Porto de Galinhas, onde teve um celular iPhone, à época avaliado em R$ 16 mil danificado pelo jornalista, e também as perseguições. Até então moradora de Rondonópolis (212 quilômetros de Cuiabá), ela contou que recebia dezenas de ligações por dias de Maikon Milas tentando reatar o relacionamento. Como não era atendido, ele proferia as ameaças.

“Tinha dias em que ele fazia cinquenta ligações e começavam as ameaças. […] Eu mudei até de país. Hoje eu não moro mais no Brasil, porque foi um ano infernizante na minha vida”, relatou ao juiz.

Após coleta de depoimentos e análise das provas, o juiz Antônio Bertalia Neto, da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar de Rondonópolis, destacou que o réu praticou atos de “constrangimento, manipulação e humilhação” contra a vítima. “O dano emocional e o prejuízo ao pleno desenvolvimento estão documentados pelo depoimento judicial: a vítima precisou mudar de país, teve impacto irreversível na carreira profissional e viveu sob estado prolongado de medo. A materialidade está comprovada”, diz a decisão.

O magistrado ainda enfatizou que o depoimento da vítima e das testemunhas confirmando a destruição do celular da vítima, bem como perseguições e ameaças posteriores confirmam a violência sofrida pela vítima. Ele frisou que a consistências das falas das testemunhas contradizem o depoimento dele na delegacia, que chegou a alegar que não tinha conhecimento do teor da medida protetiva, em que pese ter assinado o documento enviado pelo celular.

“Crimes de violência doméstica e de perseguição ocorrem, por sua natureza, no âmbito das relações privadas e da esfera digital, sem testemunhas oculares diretas de cada conduta, em dinâmicas de poder e controle que tendem a isolar a vítima. Exigir corroboração probatória adicional além do depoimento coerente e consistente da vítima, amplamente corroborado pelas demais provas, seria reproduzir padrão de desconfiança estrutural incompatível com os parâmetros normativos aplicáveis”, escreveu o juiz.

*OUTRAS CONDENAÇÕES*

O regime para o cumprimento dessa pena é o semiaberto.

Entretanto, essa não é a primeira condenação de Maikon Milas. Ele já possui duas condenações que somam 4 anos, 4 meses e 26 dias.

Em setembro de 2025, a Vara de Execuções Penais de Cuiabá determinou o uso de tornozeleira eletrônica como forma dele iniciar o cumprimento da pena.

Com a nova condenação, existe a possibilidade dele progredir para o regime fechado.

*HISTÓRICO*

Maikon Milas também já foi preso pela Polícia Civil acusado de extorsão a políticos. Em fevereiro de 2016, foi deflagrada a Operação Liberdade de Extorsão, que o levou para a prisão junto com seu pai e irmão.

Na ocasião, eles foram acusados de exigirem R$ 300 mil de políticos e empresários que tinham contratos com o poder público sob a ameaça de publicar na imprensa informações comprometedoras das vítimas obtidas de forma ilegal.

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Faissal articula bloco de até 12 deputados para apoiar reeleição de Max Russi e disputar primeira-secretaria

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O deputado estadual Faissal Calil (PL) articula a formação de um bloco de até 12 parlamentares para apoiar a reeleição de Max Russi (Podemos) à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Em contrapartida, o grupo pretende conquistar a primeira-secretaria da Casa, um dos principais cargos da Mesa Diretora.

A eleição está prevista para ocorrer após a posse dos deputados eleitos, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A primeira-secretaria é considerada uma das funções mais importantes da estrutura administrativa do Legislativo, com atribuições relacionadas ao orçamento da Assembleia.

Negociação envolve diferentes partidos

A articulação reúne parlamentares do PL, Republicanos e União Brasil. Em entrevista à Rádio Cultura nesta terça-feira (20), Faissal afirmou que pretende reunir os deputados interessados e, posteriormente, apresentar a Max Russi uma proposta conjunta de apoio à permanência do parlamentar na presidência.

“A nossa questão é a primeira-secretaria. E nós vamos fazer um grupo e vamos chamar o Max. Aqui estão os votos que você precisa para ser presidente, e nós queremos a primeira-secretaria”, afirmou o deputado

Além de Faissal, demonstraram interesse em disputar a primeira-secretaria os deputados Diego Guimarães (Republicanos), Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB). Segundo Faissal, a intenção é construir uma candidatura de consenso entre os integrantes do bloco.

O parlamentar também afirmou que já iniciou conversas com os outros três deputados eleitos pelo PL: Gilberto Cattani, Samanatha Iris e Alcino Barcelos. O deputado Dr. Eugênio de Paiva (Republicanos) também teria manifestado apoio à articulação, embora não pretenda disputar o cargo.

PL reivindica maior espaço na Mesa Diretora

Faissal defende que o PL tenha prioridade na escolha do primeiro-secretário devido ao crescimento da bancada nas eleições deste ano. O partido passou de dois para quatro deputados estaduais eleitos e deverá formar a segunda maior bancada da próxima legislatura, atrás apenas do Podemos, que elegeu seis parlamentares.

Para o deputado, o resultado eleitoral justifica uma participação mais expressiva da sigla nos espaços de decisão da Assembleia.

“O PL tem que ser protagonista em todas as esferas de poder, inclusive na Assembleia Legislativa. A gente tem a segunda maior bancada da Assembleia, nada mais justo de termos a primeira-secretaria”, declarou.

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Faissal também destacou que o PL ainda não ocupou a presidência nem a primeira-secretaria da Assembleia e avaliou que o momento é favorável para o partido conquistar uma das principais posições da Mesa Diretora.

Faissal foi reeleito com mais de 41 mil votos

Em seu terceiro mandato, Faissal afirmou ser o mais experiente entre os quatro deputados eleitos pelo PL e disse estar preparado para assumir a primeira-secretaria.

O parlamentar foi reeleito com 41.039 votos, o equivalente a 2,13% dos votos válidos, segundo os dados mencionados na reportagem.

As negociações devem avançar nos próximos meses, com a expectativa de consolidar o bloco e definir a composição que será apresentada para a eleição da nova Mesa Diretora.

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