Mato Grosso
José Medeiros admite que anistia a Bolsonaro perdeu força no Congresso
Mato Grosso
A pauta da anistia para Jair Bolsonaro (PL) e para os condenados pelos atos de 8 de janeiro parece ter perdido força até mesmo entre os aliados mais fiéis do ex-presidente. Nos bastidores, cresce a percepção de que o tema amplamente defendido durante meses por parlamentares bolsonaristas permanece vivo apenas como estratégia de mobilização da base, sem qualquer perspectiva concreta de avançar no Congresso Nacional.
O reconhecimento mais explícito dessa mudança de cenário veio do deputado federal José Medeiros (PL-MT), um dos nomes mais combativos do bolsonarismo e pré-candidato ao Senado. Em tom de frustração, ele admitiu que a proposta estagnou, criticou a “letargia” do Congresso e apontou que o “Brasil real” espera uma resposta que, na prática, dificilmente virá.
Críticas internas e desgaste político
Segundo Medeiros, muitos parlamentares evitam assumir publicamente a defesa da anistia por receio de desgaste político e de enfrentar de maneira direta o ministro Alexandre de Moraes, relator de processos relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes. O deputado não poupou críticas aos colegas que, segundo ele, buscam os votos do eleitor conservador, mas não se dispõem a travar o embate sobre o tema.
A fala do parlamentar expõe uma divisão silenciosa entre os próprios aliados do ex-presidente: enquanto parte da base mantém o discurso inflamado nas redes sociais, líderes políticos veem pouca ou nenhuma chance de uma proposta de anistia prosperar no Congresso.
Slogan, não projeto
A avaliação que ganha força é a de que a anistia se transformou em slogan, uma bandeira útil para discursos, manifestações e mobilização digital mas distante de qualquer possibilidade de votação real. Articuladores políticos apontam que, além da falta de consenso, não há ambiente jurídico ou institucional para que a medida avance.
Nos corredores de Brasília, a fala de Medeiros é interpretada como um reconhecimento tardio, mas inevitável, de que a causa perdeu o fôlego e não reúne apoio suficiente nem mesmo entre aqueles que outrora a defendiam com mais ênfase.
Se quiser, produzo uma versão mais opinativa, mais enxuta para redes sociais ou um título alternativo.
Cuiabá
Governador declara facções criminosas como organizações terroristas
O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.
Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.
“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.
Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.
O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.
O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.
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