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Júlio Campos consulta Max sobre vaga no TCE e defende indicação de veteranos do União

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O deputado estadual Júlio Campos (União) revelou à imprensa ter tido uma conversa com o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), para discutir os critérios de indicação à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), caso a cadeira destinada ao Poder Legislativo venha a ser aberta.

Segundo Júlio, a consulta teve como objetivo avaliar se o Parlamento daria preferência aos nomes com maior tempo de casa dentro da maior bancada governista.

“Eu consultei o presidente Max, de que se houvesse a vaga lá no Tribunal de Contas, sendo do Legislativo, se o nome de um desses dois mais antigos parlamentares, que são do União Brasil, teria uma chance de ser indicado. Ele disse que vai depender do plenário”, relatou o deputado.

Apesar dos diálogos e das sondagens nos bastidores da Casa de Leis, Júlio Campos ponderou que qualquer discussão sobre nomes permanece no campo das hipóteses até que a vacância no órgão de controle seja oficialmente confirmada.

O parlamentar ressaltou que a escolha exige prudência e que os trâmites regimentais só terão início prático com a abertura formal do cargo. “Essas conversações existem realmente, mas sem nenhum segmento. Porque, enquanto não houver a vaga, não há possibilidade de um deputado deixar a Assembleia para ser conselheiro do TCE”, concluiu.

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Bancada de MT no Senado é unânime pelo fim da Escala 6×1

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Os três senadores de Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL), votaram favoráveis à PEC que coloca fim à Escala 6 x 1 de trabalho. A proposta foi aprovada por 75 votos a 1 na noite desta quarta-feira (14) no Senado.

Sem conquistar a reeleição ao Senado no pleito deste ano, Carlos Fávaro declarou que só por votar essa proposta valeu a pena ter sido senador. “É mais dignidade para todos os trabalhadores e trabalhadoras do nosso Brasil”, afirmou nas redes sociais.

Jayme Campos, que não disputou nenhum cargo e encerra o mandato no fim de janeiro, afirmou que a aprovação da PEC garante “dignidade, qualidade de vida e descanso” aos trabalhadores brasileiros. “Como senador de Mato Grosso, fiz questão de estar ao lado dos trabalhadores nessa decisão. Seguimos avançando para transformar essa conquista em realidade”, assinalou.

Líder do bloco Moderador no Senado, o senador Wellington Fagundes havia defendido a liberação da bancada a se posicionar sobre aa proposta. A matéria era considerada polêmica por ser votada às vésperas do 2º turno e colocava em xeque senadores aliados de Flávio Bolsonaro (PL).

“O posicionamento de Rogério Marinho [coordenador da campanha de Flávio] é pela abstenção, mas a maioria da bancada avalia que os senadores devem se posicionar”, declarou Fagundes, antes da votação, ao Jornal O Globo.

A PEC

A PEC do fim da jornada 6×1 altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos.

A grande mudança é garantir que os trabalhadores tenham dois dias de descanso semanal sem a possibilidade de redução salarial. Um desses dias deve ser preferencialmente o domingo.

A oposição ao governo Lula tentou alterar a PEC do fim da 6×1 para retirar redução de jornada proporcional para trabalhadores que hoje já trabalham menos de 40 horas por leis específicas. A emenda, no entanto, foi retirada após acordo.

Período de transição

Para que os trabalhadores brasileiros cheguem às 40 horas semanais com dois dias livres, haverá um período de transição.

Se aprovada em segundo turno, a PEC ainda precisa ser promulgada para entrar em vigor. Depois disso, segue o seguinte calendário:

– em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado;

– em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas.

A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganhem por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganhe mais de R$ 21.188 por mês.

 

 

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