Mato Grosso

Katiuscia Manteli defende tolerância zero ao feminicídio e direito à autodefesa

Publicado em

Mato Grosso

A escalada alarmante dos casos de feminicídio em Mato Grosso voltou a ecoar na tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá nesta terça-feira (7). Durante o Grande Expediente da sessão ordinária, a vereadora Katiuscia Manteli (Podemos) subiu o tom contra a impunidade, exigindo o afastamento imediato de agressores do convívio social e o fortalecimento de ferramentas de proteção e autodefesa para as vítimas.

Em seu discurso, a parlamentar trouxe dados preocupantes do Observatório Caliandra, plataforma do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Os números apontam junho como o mês mais violento para as mulheres no Estado em 2026, com nove assassinatos registrados. Somado a mais um caso na primeira semana de julho, Mato Grosso já contabiliza 26 feminicídios este ano.

Katiuscia alertou que o Estado corre o risco iminente de voltar a liderar o ranking nacional de violência letal contra a mulher, cenário que exige respostas drásticas e imediatas do poder público.

“Não basta apenas dizer que protegemos as mulheres. Precisamos de leis severas, que retirem o agressor de circulação antes que o pior aconteça. O feminicídio é um crime anunciado”, declarou a vereadora.

Para ela, o enfrentamento à violência de gênero precisa romper a barreira das campanhas institucionais e se consolidar em políticas públicas efetivas e instrumentos legais punitivos, capazes de desarmar o ciclo de agressões.

Direito à defesa nacional

Um dos pontos altos do pronunciamento foi a celebração da aprovação, pelo Senado Federal, do projeto que autoriza a comercialização e a posse de spray de pimenta para defesa pessoal. Katiuscia havia apresentado uma proposta idêntica em Cuiabá, que acabou esbarrando em parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) por se tratar de uma competência exclusiva da União.

Com o avanço da legislação em Brasília, a vereadora informou que irá retirar a matéria municipal de tramitação, comemorando o fato de que a pauta pela qual ela batalhava localmente agora ganhará força nacional.

“As mulheres precisam ter, no mínimo, condições reais de reação. O spray de pimenta pode não salvar todas as vidas, mas garante a chance de lutar pela própria sobrevivência”, defendeu.

Olhando para o futuro e demonstrando alinhamento com o debate no Congresso Nacional, Katiuscia também defendeu a ampliação de cursos de defesa pessoal e a regulamentação de outros dispositivos não letais, como as armas de choque (taser).

Atuação integral do mandato

A bandeira em defesa dos direitos das mulheres é o grande motor do mandato de Katiuscia Manteli. Na capital, ela é autora do Programa Municipal de Incentivo à Defesa Pessoal para Mulheres e do projeto que cria o Painel Municipal de Dados sobre Violência contra a Mulher, focado no monitoramento estratégico para subsidiar novas políticas de segurança.

A atuação da parlamentar abraça a saúde e o protagonismo feminino de forma ampla. Na área da saúde materna, Katiuscia propôs o Dia Municipal e a Política de Enfrentamento à Pré-eclâmpsia, visando o diagnóstico precoce e a redução da mortalidade gestacional. Já no campo da liderança política, a vereadora idealizou o projeto “Vereadora por um Dia”, que estimula a inserção de lideranças femininas nos espaços de poder.

No desenvolvimento de redes de apoio social, ela apoiou a ampliação da licença-paternidade no serviço público municipal e criou o programa Cuidadora Guardiã. Essa iniciativa é voltada ao cuidado na primeira infância e à geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade, consolidando uma rede de proteção integral.

Para Katiuscia, garantir a dignidade feminina exige coragem e uma atuação transversal do Estado, unindo prevenção rigorosa, segurança jurídica, saúde de qualidade e independência econômica.

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cuiabá

Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

Publicados

em

O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA