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Mauro Mendes critica ida e volta dos Estados Unidos sobre sanções a ministro do STF

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), avaliou que a decisão dos Estados Unidos de retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky não deveria sequer ter ocorrido. Para ele, o episódio evidencia a necessidade de o país evitar disputas políticas que não resultam em benefícios concretos para a sociedade.

Ao comentar o assunto, Mauro foi direto ao afirmar que a medida não fazia sentido desde o início. Segundo ele, o fato de a sanção ter sido aplicada e depois revertida demonstra a falta de utilidade prática da iniciativa. “Primeiro não devia ter feito. Se fez e desfez, aquilo não devia ter feito”, afirmou o governador.

Na avaliação do governador, o Brasil precisa concentrar esforços em temas que impactem diretamente a vida da população e deixar de lado debates que não produzem resultados reais. Ele afirmou que esse tipo de discussão não contribui para resolver problemas básicos enfrentados pelos cidadãos no dia a dia.

Mauro Mendes também ressaltou que, como gestor, prefere manter o foco em ações objetivas e políticas públicas que tragam retorno direto para a sociedade. De acordo com ele, não faz parte de sua atuação se envolver em assuntos que geram muita repercussão política, mas pouca efetividade.

A retirada das sanções foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos na sexta-feira (12). Além de Alexandre de Moraes, também foram excluídos da lista a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e a Lex Institute, empresa ligada à família do magistrado. Moraes havia sido incluído na lista em julho, sob acusações de autorizar prisões preventivas arbitrárias e restringir a liberdade de expressão no Brasil. Já as sanções contra Viviane Barci foram impostas em setembro, enquanto a Lex Institute foi citada como uma holding responsável pela administração de bens da família.

Nos meses anteriores à decisão, o governo do então presidente Donald Trump fez críticas públicas a atos do ministro do STF, incluindo decisões relacionadas à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. À época, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que Moraes atuava como “juiz e júri” em uma suposta perseguição política contra cidadãos e empresas brasileiras e americanas.

Para Mauro Mendes, episódios como esse reforçam a importância de o país buscar estabilidade institucional e priorizar pautas que tragam melhorias efetivas para a população, deixando disputas políticas estéreis em segundo plano.

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Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

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O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

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