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Max defende parceria entre setor produtivo e poder público “O mundo está olhando para MT”

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O deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), afirmou que “o mundo está olhando para Mato Grosso.” A avaliação do parlamentar resumiu o momento vivido pelo estado durante o Fórum LIDE Mato Grosso – Liderança e Empreendedorismo 2026, realizado nesta quarta-feira (29), em Cuiabá.

O evento reuniu empresários, investidores, autoridades públicas e lideranças nacionais para discutir o potencial econômico de Mato Grosso, os desafios para sustentar o crescimento e o papel da liderança na atração de investimentos.

Segundo Max, o crescimento acima da média nacional e a força do setor produtivo colocaram Mato Grosso no radar de investidores brasileiros e internacionais. Por isso, o poder público precisa continuar criando um ambiente favorável ao empreendedorismo e à geração de empregos.

“O mundo está olhando para Mato Grosso. Nosso estado cresce acima da média nacional, desperta interesse internacional e reúne um enorme potencial. Cabe ao poder público criar as condições para que esse crescimento continue gerando oportunidades para a nossa população”, afirmou.

Durante o encontro, Max Russi ressaltou que aproximar o setor público da iniciativa privada é essencial para transformar crescimento econômico em desenvolvimento social.

Segundo ele, ouvir empresários, investidores e representantes dos diferentes segmentos produtivos permite construir políticas públicas mais eficientes e alinhadas às necessidades de quem gera emprego e renda.

“Estamos aproximando o poder público do setor produtivo. É ouvindo quem empreende, gera empregos e investe em Mato Grosso que conseguimos construir políticas públicas mais eficientes e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento”, destacou.

Max também defendeu o papel da Assembleia Legislativa na construção de um ambiente de segurança jurídica para os investidores. Conforme explicou, projetos com impacto econômico são amplamente debatidos pelo Parlamento antes da votação, garantindo previsibilidade para quem empreende.

“Quando chega uma proposta que afeta a economia ou aumenta a carga tributária, a Assembleia debate, aperfeiçoa o texto e busca soluções equilibradas. Nosso compromisso é garantir estabilidade para quem produz e gera oportunidades”, disse.

O deputado destacou ainda que Mato Grosso vive um ciclo histórico de investimentos em infraestrutura. Entre os exemplos, citou a implantação da primeira ferrovia estadual do Brasil, viabilizada por mudanças legislativas aprovadas pela Assembleia Legislativa.

“A ferrovia representa um marco para Mato Grosso. É uma obra estruturante que reduz custos logísticos, fortalece o agronegócio e cria condições para o estado continuar crescendo”, afirmou.

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Cuiabá

Fagundes cobra apoio de Abilio e lembra R$ 6 milhões destinados à Capital

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) reagiu à postura do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que vem evitando declarar apoio público à sua candidatura ao Palácio Paiaguás. Durante um ato de campanha nesta segunda-feira (14), o senador relembrou a parceria mantida com o prefeito e citou recursos destinados à Capital como argumento para destacar sua atuação política.

A manifestação ocorreu dois dias depois de Abilio aparecer ao lado da esposa, a candidata a deputada estadual Samantha Iris (PL), em um vídeo no qual pediu votos para José Medeiros (PL) ao Senado e Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Na gravação, o prefeito novamente não mencionou Fagundes, que é o candidato oficial do PL ao Governo de Mato Grosso.

Diante da ausência de apoio explícito, Fagundes decidiu lembrar sua participação na campanha de Abilio em 2024 e os recursos que afirma ter destinado ao município durante sua atuação como senador.

“Eu apoiei o Abilio. Eu estive na campanha do Abílio. Eu trouxe agora para o Abílio R$ 6 milhões de reais para construir o maior desejo do Abílio e da Samanta, que é a casa do autista. Ou seja, eu estou procurando fazer a minha parte”, afirmou.

O candidato também mencionou outros R$ 5 milhões destinados ao município por meio do Fundo de Compensação das Exportações (FEX), iniciativa cuja lei, segundo ele, foi de sua autoria. Fagundes ainda citou aproximadamente R$ 50 milhões destinados a Várzea Grande, retomando um tema que já provocou atritos entre ele e a prefeita Flávia Moretti, também do PL.

A ausência de Abilio no palanque de Fagundes ocorre em meio às divisões dentro do PL de Mato Grosso. Embora ambos sejam integrantes da mesma legenda, o prefeito vem mantendo uma postura de cautela em relação à disputa pelo Governo e já declarou anteriormente que não pretendia se posicionar contra nenhum dos principais candidatos.

Em abril, Abilio afirmou que tinha bom relacionamento tanto com Fagundes quanto com Otaviano Pivetta (Republicanos) e disse que não faria uma manifestação que pudesse prejudicar qualquer um dos dois. Na ocasião, também declarou que não iria contrariar uma eventual decisão oficial do PL.

A situação mudou no decorrer da campanha. Enquanto prefeitos do PL, como Flávia Moretti, de Várzea Grande, Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste, passaram a apoiar Pivetta, Abilio continuou sem declarar voto para o Governo. O próprio Pivetta, por sua vez, afirmou que não pretende pressionar o prefeito e que cada apoio deve ocorrer espontaneamente.

Fagundes, entretanto, aproveitou o episódio para reforçar sua defesa de uma atuação municipalista e pedir diretamente o apoio dos eleitores.

“O meu trabalho eu estou fazendo para ajudar todos os municípios. Eu sou municipalista e, por isso, eu peço, sim, aqui na rua, andando, o voto daquele que acredita, tem fé de que a gente vai fazer um Estado melhor e uma cidade melhor. Porque municipalista é isso, é estar presente e buscando ouvir e construir”, concluiu.

A cobrança expõe mais uma vez o desconforto provocado pela disputa estadual dentro do PL, que chega às eleições dividido entre integrantes que defendem a candidatura de Fagundes e lideranças que já escolheram apoiar Pivetta.

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