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Noite de Mato Grosso promove destinos e experiências do estado a operadores e agências nacionais no Rio

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Mato Grosso mostrou sua força turística durante a Noite de Mato Grosso, realizada na quinta-feira (9.10), no Mercure Hotel, no Rio de Janeiro. O evento reuniu cerca de 20 compradores e agências de viagens de todo o país para uma noite de networking, apresentações culturais e prospecção de negócios, com destaque para o lançamento da FIT Pantanal 2026, a maior feira internacional de turismo do Centro-Oeste.

O encontro integrou a participação mato-grossense na ABAV Expo 2025, que ocorreu entre 8 e 10 de outubro, no Riocentro. Durante a noite, foram apresentados os principais atrativos turísticos do estado, os três biomas (Pantanal, Cerrado e Amazônia) e os segmentos que mais despertam interesse no mercado nacional, como pesca esportiva, turismo de aventura, etnoturismo, avistamento de aves e ecoturismo.

A secretária adjunta de Turismo de Mato Grosso, Maria Letícia Costa, abriu o evento dando as boas-vindas aos convidados e destacando o papel do turismo na promoção do estado.

“Esta é uma noite de conexão, negócios e trocas. Nosso estado tem três biomas riquíssimos e queremos mostrar um pouco das nossas belezas e da nossa cultura. Aproveitem para conhecer, se encantar e planejar novas experiências com Mato Grosso”, afirmou.

Durante o evento, foi exibido um trecho do documentário Marcha das Onças, que mostra a vida das onças-pintadas nos biomas mato-grossenses e deve estrear em breve na plataforma Netflix.

A executiva Ana Paula Medeiros, regional de produtos Sudeste, Centro-Oeste e Norte da Azul Viagens, destacou o potencial do estado no turismo de natureza.

“O Mato Grosso é um destino extremamente importante para nós e estamos investindo bastante. O que chama a atenção é essa busca crescente do brasileiro por experiências de contato com a natureza, o ecoturismo, a pesca e o verde. Acredito que estamos vivendo um resgate, o ser humano está se redescobrindo nesse contato com o natural”, avaliou.

Para o CEO da 100 Limites Expedições e vice-presidente da Abav Tocantins, Cleib Filho, Mato Grosso tem vocação para o turismo de experiência e está em sintonia com as novas tendências do setor.

“Depois da pandemia, o turismo mudou. As pessoas querem se desconectar do digital e buscar destinos de natureza, com experiências reais. O Mato Grosso tem tudo para crescer nesse nicho, com o etnoturismo e o ecoturismo. É um estado riquíssimo e ainda pouco explorado pelo público nacional”, pontuou.

O vice-presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da Fecomércio-MT, Jayme Okamura, reforçou a importância da FIT Pantanal 2026 como marco para o fortalecimento do turismo mato-grossense.

“Levamos 32 anos para mostrar a FIT Pantanal ao Brasil e ao mundo porque agora estamos prontos. Nosso desafio é reunir, em quatro dias, todo o potencial que Mato Grosso tem. Por isso, o tema da edição de 2026 é ‘A FIT para o Brasil e para o mundo’. Vamos discutir tecnologia, turismo rural, governança e o papel da iniciativa privada no desenvolvimento do setor”, explicou.

O empresário Luís Carlos Nigro, proprietário da Rede de Hotéis Mato Grosso, reforçou o convite para o evento e destacou a preparação da cadeia turística local.

“Mato Grosso é um estado maravilhoso e a FIT Pantanal 2026 será a maior feira internacional de turismo da história do Centro-Oeste. Vamos reunir no Centro de Eventos do Pantanal todas as nossas belezas e produtos prontos para o mercado nacional e internacional, com apoio da Fecomércio, do Sebrae e do Governo do Estado”, disse.

A Noite de Mato Grosso encerrou com apresentações culturais do grupo Flor Ribeirinha e do cantor João Márcio, que encantaram o público com o ritmo, a dança e a música pantaneira, uma amostra viva da identidade cultural do estado que, mais do que nunca, se firma como um dos destinos turísticos mais completos do Brasil.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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