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OAB-MT reforça empenho pela instalação da Comarca de Confresa e construção dos fóruns da região

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imgA presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, integrou, nesta terça-feira (13), a comitiva do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em visitas institucionais aos municípios de Confresa e São Félix do Araguaia. A agenda teve como foco o avanço das tratativas para a instalação da futura Comarca e de suas Varas em Confresa, além do acompanhamento das providências para a construção dos novos fóruns nos dois municípios.

 

imgA participação da OAB-MT reforça o compromisso da instituição com a ampliação do acesso à Justiça, a interiorização dos serviços judiciários e a melhoria das condições de trabalho da advocacia mato-grossense.

 

Em Confresa, foram realizadas reuniões para tratar da instalação da nova Comarca e visitados possíveis locais destinados ao funcionamento provisório do Fórum e à futura estrutura judiciária. A OAB-MT requereu formalmente ao TJMT a implantação da comarca de Confresa e tem atuado diretamente nessa pauta, buscando interlocução institucional e alternativas que contribuam para viabilizar a unidade, considerada fundamental para atender às demandas da população e da advocacia da região.

 

imgA Seccional também solicitou e acompanha as iniciativas voltadas à construção do novo Fórum de São Félix do Araguaia, reforçando a importância de estruturas adequadas para o funcionamento da Justiça e para o atendimento digno aos jurisdicionados e profissionais do Direito.

 

“A OAB-MT tem um compromisso permanente com o fortalecimento da Justiça no interior do Estado. A instalação da Comarca de Confresa e a construção dos fóruns de Confresa e São Félix do Araguaia são pautas importantes para a advocacia e para toda a população desses municípios. Por isso, fazemos questão de participar das discussões e contribuir institucionalmente para que esses projetos avancem e se concretizem”, destacou Gisela Cardoso.

 

imgDurante as visitas, a presidente também dialogou com advogadas e advogados locais, ouvindo suas demandas, sugestões e experiências sobre a realidade da região. A interlocução direta com a advocacia permite à OAB-MT levar às instituições responsáveis as necessidades de quem vivencia diariamente os desafios do exercício profissional e do acesso à Justiça no interior.

 

Logo após as reuniões, atendendo solicitação da OAB-MT, o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Lindote, publicou a Portaria 104/2026-GAB-CGJ, determinando a atuação do Núcleo de Atuação Estratégica– NAE junto à 2ª Vara da Comarca de São Félix do Araguaia e à 2ª Vara da Comarca de Vila Rica, até 31 de dezembro de 2026, para a prática dos atos jurisdicionais em todos os processos conclusos nas referidas unidades, compreendendo a prolação de despachos, decisões interlocutórias e sentenças.

 

A comitiva foi liderada pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Lindote, presidente eleito do TJMT para o biênio 2027-2028, e contou com a participação do desembargador Hélio Nishiyama e do juiz auxiliar da Presidência do Tribunal, Túlio Duailibi.

 

A OAB-MT seguirá acompanhando as tratativas e atuando junto às instituições competentes para que a instalação da Comarca de Confresa e a construção dos novos fóruns representem avanços concretos para a advocacia e para a população do Vale do Araguaia.

 

 

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Judite Rosa

Assessoria de Imprensa OAB-MT

Fotos: TJMT

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Entre a advocacia e a docência: o compromisso de formar quem defenderá o amanhã

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Foto da Notícia: Entre a advocacia e a docência: o compromisso de formar quem defenderá o amanhã

imgSer advogado e professor é viver duas vocações que se encontram na defesa de um mesmo ideal: a dignidade humana. Na advocacia, enfrentamos diariamente os conflitos, as injustiças e as contradições de um sistema de justiça que nem sempre assegura os direitos garantidos constitucionalmente. 

 

Na docência, temos a oportunidade de transformar essas experiências em conhecimento, reflexão e consciência crítica. São missões distintas, mas profundamente complementares. Enquanto a advocacia nos coloca diante das dores e das esperanças de quem procura justiça, a docência nos oferece a extraordinária responsabilidade de preparar aqueles que – no futuro – estarão diante dessas mesmas realidades.

 

Ser professor da graduação em Ciências Jurídicas e Sociais, entretanto, não pode significar apenas transmitir leis, explicar teorias ou reproduzir entendimentos jurisprudenciais. A verdadeira formação jurídica também exige a capacidade de pensar criticamente, questionar o exercício do poder e compreender que, por trás de cada processo, existe uma história humana. 

 

O professor que também exerce a advocacia conhece a distância que muitas vezes separa a norma jurídica da realidade. Por isso, tem o dever de demonstrar aos seus alunos que o Direito não se resume àquilo que está escrito nos códigos, mas se realiza, sobretudo, na coragem de defender aquilo que é justo, mesmo quando essa defesa é complexa, impopular ou minoritária.

 

É gratificante imaginar que, em algum tribunal, em alguma comarca distante ou diante de uma injustiça aparentemente insuperável, algum aluno possa encontrar – em razão dos ensinamentos de sala de aula – a coragem necessária para não se calar diante do arbítrio. 

 

É por isso que somos, ao mesmo tempo, herdeiros daqueles que nos ensinaram e responsáveis por aqueles que nos sucederão. Eis a nobre a missão do advogado que também é professor: além de defender direitos no presente, contribui para formar as consciências que os protegerão no futuro. 

 

Neste Dia dos Professores, minha homenagem é dirigida especialmente àqueles que dividem suas vidas entre os tribunais

e as salas de aula, entre os processos e os livros, entre a responsabilidade de advogar e a esperança de ensinar. 

 

Um dia, nossas vozes deixarão de ecoar nas tribunas, nossos passos já não percorrerão os corredores dos fóruns e nossas aulas chegarão ao fim, mas se tivermos cumprido verdadeiramente nossa missão, uma parte de nós permanecerá viva na consciência de cada aluno que ajudamos a formar. 

 

A grandeza de um advogado também pode ser medida pelas causas que defendeu, mas a grandeza de um professor se revela nas causas que continuarão sendo defendidas graças àquilo que ensinou. Não consigo imaginar legado mais bonito e emocionante que esse.

 

* Giovane Santin é advogado, vice-presidente da OAB/MT e professor da Faculdade de Direito da UFMT.

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