Mato Grosso

Polícia Civil cumpre ordens judiciais contra suspeitos por crimes de estelionatos praticados em Roraima

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A Polícia Civil deu cumprimento a seis ordens judiciais, sendo quatro mandados de busca e apreensão, dois de sequestro de bens, além do bloqueio de 14 contas bancárias ligadas a um suspeito de envolvimento com um grupo criminoso investigado pelo crime de estelionato, praticado em Roraima.

As ordens judiciais, expedidas pela 2ª Vara da Comarca de Boa Vista (RR), foram cumpridas nessa quinta-feira (18.12), em Cuiabá.

Conforme a delegada da Gerência Estadual da Polinter (Gepol), Sílvia Maria Pauluzi de Siqueira, a ação é resultado de uma investigação desencadeada pela Polícia Civil de Roraima, em desfavor de uma quadrilha de estelionatários que aplicava golpes em pessoas naquele estado, cujos alvos da investigação estariam residindo na Capital mato-grossense.

De acordo com o delegado responsável pela investigação em Roraima, Thiago Alexandre de Oliveira Leite, do 4° Distrito Policial, o grupo seria responsável por movimentar R$ 500 mil, em outubro do ano passado.

A vítima teria sido uma grande rede de supermercados, da cidade de Boa Vista (RR), mas, com o trabalho investigativo, que culminou no sequestro de bens e o bloqueio de 14 contas de pessoas ligadas ao grupo criminoso, foi possível recuperar parte do valor, diminuindo o prejuízo à vítima, ficando na ordem aproximada de R$ 350 mil.

Segundo o delegado Thiago, as investigações tiveram início a partir de ligações vindas da cidade de Cuiabá e Várzea Grande. Durante as diligências investigativas, os policiais puderam observar que, dentre os suspeitos, havia um jovem de 23 anos de idade, residente em Cuiabá.

Com a identificação desse suspeito, a Polícia Civil de Roraima entrou em contato com a Polícia Civil de Mato Grosso. A partir de troca de informações, a Gepol/Polinter foi acionada para dar o cumprimento à carta precatória, em que era determinado o cumprimento das ordens judiciais.

Durante as buscas, a equipe da Gepol/Polinter conseguiu localizar vários chips de celulares, dois veículos, vários celulares, notebook, além de uma CPU, com indícios de serem utilizados na prática criminosa.

Integração

A Polícia Civil de Roraima virá a Mato Grosso buscar os bens apreendidos pela Gepol/Polinter e dar continuidade à investigação, com intuito de localizar e prender os demais envolvidos nas ações criminosas.

“A Polícia Civil segue firme no compromisso de reforçar a segurança pública e garantir a ordem em Mato Grosso e nos demais estados brasileiros, alinhada às diretrizes do Programa Tolerância Zero, implementado pelo Governo do Estado”, disse a delegada Silvia.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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