Mato Grosso
SALVAR VIDAS: Deputado Dr. João propõe campanha estadual de esclarecimento sobre transplantes de órgãos em Mato Grosso
Mato Grosso
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Dr. João (MDB) anunciou, nesta terça-feira (21), que a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa irá promover uma campanha de conscientização sobre a doação de órgãos e a morte encefálica, em parceria com a Secretaria de Saúde e os veículos institucionais da Casa, como a TV e Rádio Assembleia.
A proposta surge em um momento em que Mato Grosso retoma os procedimentos, depois de uma intensa articulação do deputado Dr. João, que é médico nefrologista e foi responsável por realizar o primeiro transplante renal do estado.
“Nós vamos fazer aqui pela Comissão de Saúde uma campanha massiva de esclarecimento. Precisamos explicar à população o que é a morte encefálica, mostrar que todo o processo é feito com transparência e respeito. Vamos usar a TV e a Rádio Assembleia para levar informação e também histórias de quem teve a vida salva por um transplante”, afirmou o parlamentar.
Transplantes voltam a ser realizados no Estado
Segundo informações apresentadas pela secretária adjunta do Complexo Regulador da SES, Fabiana Bardi, nenhum transplante renal havia sido realizado em 2024, embora o Estado tenha feito diversas captações de órgãos e tecidos.
A retomada só ocorreu em janeiro de 2025, após a assinatura do contrato com o Hospital São Matheus, em setembro do ano anterior. Desde então, quatro transplantes renais foram realizados, todos com doadores vivos, e há outros quatro agendados para os dias 24, 25 e 26 de outubro.
“Já estamos aptos a realizar transplantes com doadores cadáveres. As dificuldades têm sido encontrar pacientes compatíveis e aptos. Também iniciamos junto ao São Matheus a habilitação para transplante hepático”, explicou Fabiana.
Atualmente, 88 pacientes renais crônicos estão aptos e aguardando na fila estadual. Em casos de compatibilidade, a prioridade é sempre para pacientes de Mato Grosso; caso não haja, o órgão é repassado à Central Nacional de Transplantes.
Fila de córnea zerada e novos avanços
A secretária adjunta também destacou que o Estado zerou a fila de transplantes de córnea, mantendo toda a captação e doação dentro de Mato Grosso.
“Todos os pacientes que estavam na fila e buscaram atendimento em outros estados continuam sendo contatados sempre que surge um órgão disponível. Hoje, o Estado está habilitado a realizar tanto o pré quanto o pós-transplante”, ressaltou.
Fabiana aproveitou para esclarecer dúvidas comuns sobre o processo de doação e combateu boatos que circulam nas redes sociais.
“Existe uma fila única e nacional. Não há privilégios, como muitos acreditaram no caso do apresentador Faustão. O que define a prioridade é o estado clínico do paciente, não sua posição social”, afirmou.
Esclarecimento e sensibilização da sociedade
Dr. João destacou que a principal barreira ainda é a falta de informação e o medo da população, especialmente sobre o diagnóstico de morte encefálica.
“Queremos que as famílias compreendam que o coração do paciente ainda bate, mas a atividade cerebral cessou. Há todo um protocolo médico, com diagnósticos clínicos e exames específicos, e a família pode indicar um médico de confiança para acompanhar o processo. Tudo é feito com total transparência”, explicou o deputado.
O parlamentar reforçou que a campanha será uma ação conjunta entre a Assembleia e a SES-MT, com o objetivo de aumentar as doações e salvar vidas.
“A informação é a principal aliada para romper o preconceito e incentivar a solidariedade. Vamos usar a comunicação pública para fazer esse bem coletivo”, concluiu.
Cuiabá
Governador declara facções criminosas como organizações terroristas
O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.
Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.
“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.
Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.
O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.
O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.
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