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Secretaria de Fazenda registra mais de 360 mil atendimentos e avança na modernização dos serviços ao contribuinte

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A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) registrou, entre janeiro e outubro de 2025, mais de 360 mil atendimentos assistenciais prestados aos cidadãos e aos contribuintes mato-grossenses. Do total, 204.423 atendimentos foram presenciais, o que representa 66%, enquanto 161.995 ocorreram por canais remotos, como telefone, e-mail e webchat.

Entre os assuntos mais demandados, o ICMS lidera o volume de atendimentos, totalizando 266.937 registros, seguido por IPVA (77.020) e ITCD (9.569). Os números foram apresentados pela equipe da Superintendência de Atendimento ao Contribuinte (Sac) durante whorkshop realizado nesta segunda-feira (1º.12).

A Secretaria de Fazenda está passando por um processo de modernização, que tem ampliado o uso de ferramentas digitais e simplificado processos, facilitando o acesso aos serviços fazendários. Para o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, esse processo de modernização é parte essencial das diretrizes do Governo de Mato Grosso.

“A modernização da Sefaz acompanha a orientação do Governo de entregar serviços mais eficientes, ágeis e acessíveis. Investir em tecnologia reduz custos, amplia o alcance da secretaria e melhora a experiência do contribuinte, que passa a ter um atendimento mais simples e rápido”, afirmou Gallo.

Os números apresentados durante o workshop reforçam essa migração gradativa para o meio digital, mais de 40% dos atendimentos realizados pela secretaria já acontecem em canais virtuais, evidenciando a adesão crescente dos contribuintes aos novos serviços online. O impulsionamento dessa mudança também se deve ao pacote de serviços digitais lançado neste ano pela secretaria, como parte do programa Sefaz Digital, voltado a promover mais transparência, agilidade e redução da burocracia. Entre as novidades, estão o Portal de Atendimento do Contribuinte (e-PAC) e o WebChat Inteligente.

O e-PAC reúne, em um ambiente único e seguro, informações e serviços destinados a contribuintes e contabilistas. Dentro dele foi criado o Canal do Exportador, que permite acompanhar em tempo real as pendências de averbação de notas fiscais, enviar justificativas e regularizar situações sem processos manuais.

Já o WebChat Inteligente inaugurou uma nova experiência de atendimento ao cidadão. Disponível 24 horas por dia, o assistente virtual responde automaticamente às dúvidas mais frequentes e registra o histórico de interações. A ferramenta permite ao contribuinte acessar serviços como emissão de guias e consulta de débitos diretamente pela janela de conversa.

Atualmente, a Sefaz disponibiliza 87 serviços digitais em seu site institucional e mantém um canal oficial no WhatsApp, que reúne mais de 3.351 seguidores e já ultrapassou 200 publicações. Para a superintendente de Atendimento, Damara Almeida, o avanço tecnológico é essencial para ampliar o alcance e a eficiência da secretaria.

“Mato Grosso é gigante e o nosso atendimento aprendeu a não ter fronteiras. Onde houver um contribuinte conectado, a Sefaz estará presente. Nosso compromisso é entregar serviços mais acessíveis, claros e ágeis para todos”, afirmou.

A modernização do atendimento segue como prioridade da Sefaz. Entre as próximas entregas previstas estão a padronização de processos, a ampliação de serviços automatizados e o aprimoramento dos sistemas de cobrança dos tributos. A secretaria também planeja implementar ferramentas de monitoramento para avaliar a satisfação do contribuinte, a eficiência do atendimento e o uso dos canais digitais.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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