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Taques acumula mais de 40 condenações por acusações falsas e R$ 300 mil em multas

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O advogado e candidato ao Senado, Pedro Taques (PSB), já foi condenado em 44 ações judiciais por fazer acusações sem provas e imputando crimes ao também candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil). As multas das ações ultrapassam R$ 300 mil.

Entre a pré-campanha e o período eleitoral, a equipe jurídica do candidato e ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) ajuizou cerca de 60 ações contra Taques Foram 44 decisões favoráveis e as demais ainda aguardam julgamento.

A maior parte das ações questiona uma conduta que se repetiu durante a campanha: Taques citava investigações envolvendo Mauro ou pessoas próximas a ele como se as acusações fossem fatos comprovados, levando o eleitor ao erro.

Em um dos processos, o juiz auxiliar da Propaganda Flávio Fraga e Silva citou que Pedro Taques já havia sido condenado pela Corte Eleitoral, por unanimidade, pelo mesmo comportamento de extrapolar a crítica e partir para a ofensa, tratando uma investigação como fato comprovado.

“Não é demais registrar que a narrativa segundo a qual o requerente estaria “acima da lei” e que sua família teria se enriquecido com recursos desviados do denominado “caso da Oi”, quando apresentada categoricamente como fato provado e não como crítica, ironia ou balanço de gestão, já foi reconhecida como ilícita por esta Corte Eleitoral, por unanimidade, em desfavor do próprio requerido (TRE/MT, Ac. 32.764, Rp n. 0600034-03), rendendo-lhe, ainda, o deferimento de direito de resposta em oportunidades anteriores envolvendo o mesmo discurso, ainda que veiculado por suportes diversos. A ausência de trânsito em julgado daquelas decisões, consoante se disse, não afasta a análise autônoma do conteúdo ora impugnado, mas robustece a convicção quanto à ilicitude do trecho, à luz de fundamentação até aqui uniformemente esposada, a revelar a procedência do pedido, restrita e proporcional ao reconhecimento da ofensa”.

Taques repetiu em entrevistas, vídeos e publicações nas redes sociais afirmações de que Mauro teria “roubado” dinheiro público, participado de corrupção ou que seria preso. A Justiça Eleitoral entendeu que houve extrapolação dos limites da crítica política ao transformar investigações em afirmações de culpa.

Contudo, mesmo com as decisões da Justiça determinando a retirada de conteúdos, aplicação de multas e concessão de direitos de resposta, as manifestações continuaram. Em um dos processos, a própria decisão apontou que ele voltou a fazer a acusação depois de já ter declarado à Justiça que havia cumprido ordem anterior. Em outro episódio, durante uma transmissão ao vivo, Taques chegou a mencionar que não poderia fazer determinada afirmação nas redes sociais, mas repetiu a acusação durante a live.

Parte das ações também envolve o impulsionamento de publicações. Ele pagou para que uma rede social entregasse vídeos prejudicando Mauro com acusações falsas, o que é proibido pela legislação eleitoral. O impulsionamento pago serve apenas para divulgar a própria campanha eleitoral e não para atacar os outros.

Em um dos processos, três conteúdos foram divulgados por meio de seis campanhas pagas nas plataformas da Meta. A Justiça aplicou três multas de R$ 15 mil, totalizando R$ 45 mil. Em outro caso, cinco campanhas pagas levaram conteúdo negativo a mais de 700 mil impressões e resultaram em multas pelo conteúdo e pelo impulsionamento.

Além das multas, Mauro obteve direitos de resposta em programas de rádio, televisão, podcasts, canais no YouTube e redes sociais. A Justiça Eleitoral considerou que Taques ultrapassou os limites permitidos pela legislação eleitoral. Por isso, foi garantido espaço para que Mauro apresentasse sua versão no mesmo meio em que a acusação havia sido feita.

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TCE descobre R$ 115 mil em multas sem responsáveis e pune ex-prefeito de Poconé

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apontou falhas no controle da frota da Prefeitura de Poconé e responsabilizou três ex-gestores da administração municipal. Entre os problemas identificados está o acúmulo de mais de R$ 115 mil em multas de trânsito sem que o município instaurasse procedimentos para identificar os responsáveis pelas infrações e buscar o ressarcimento dos valores aos cofres públicos.

A representação foi julgada procedente pelo Tribunal, que aplicou multa individual de R$ 2,9 mil ao ex-prefeito Tatá Amaral, ao ex-secretário municipal de Infraestrutura, Ney Rondon, e ao ex-diretor de Transporte, Naudson Luis Bastos de Andrade. Juntas, as penalidades chegam a aproximadamente R$ 8,7 mil.

 

 

A auditoria identificou ainda problemas na própria utilização dos veículos oficiais. Segundo o TCE, 47 pessoas conduziam carros da Prefeitura sem autorização formal ou sem estarem oficialmente investidas na função de motorista.

Durante a análise, foram verificadas 68 carteiras de habilitação. Apenas 21 pertenciam a pessoas registradas formalmente como motoristas do município.

Falhas iam além das multas

O levantamento apontou outras deficiências na administração da frota, como ausência de controle individualizado de abastecimento e manutenção, falta de vistorias e checklists e veículos com licenciamento vencido.

Também foram identificadas falhas no controle de peças e o descumprimento de uma determinação anterior do próprio Tribunal de Contas. Para o relator do processo, conselheiro Alisson Alencar, o conjunto das irregularidades ultrapassou uma simples falha administrativa.

 

Na decisão, ele classificou a conduta dos gestores como marcada por “evidente desídia” na administração da frota e na proteção do patrimônio público. “A extensão das falhas identificadas, a natureza elementar dos controles negligenciados e, sobretudo, a persistência das irregularidades mesmo após a atuação da Unidade de Controle Interno e desta Corte de Contas afastam a hipótese de mero equívoco administrativo.”

Ainda conforme o relator, as circunstâncias caracterizaram erro grosseiro suficiente para responsabilizar os três ex-gestores.

Ex-prefeito apresentou defesa

Durante o processo, Tatá Amaral contestou as conclusões da auditoria e afirmou que o relatório do Controle Interno apontava apenas fragilidades no controle de abastecimento da frota.

A defesa sustentou que não havia comprovação de desvio de recursos, dano ao erário ou irregularidade praticada por agentes específicos. O ex-prefeito também alegou não ter agido com dolo ou erro grosseiro e questionou a necessidade de abertura de sindicância, processo administrativo ou tomada de contas.

Tatá Amaral e Ney Rondon apresentaram defesa dentro do prazo. Naudson Bastos, embora regularmente citado, não se manifestou e teve a revelia decretada pelo Tribunal.

Prefeitura terá 180 dias para corrigir falhas

Além das multas aos ex-gestores, o TCE determinou que a atual administração de Poconé adote medidas para melhorar o controle da frota municipal.

A Prefeitura terá 180 dias para implementar os procedimentos determinados pelo Tribunal.

Entre as medidas está a abertura de processos para identificar os responsáveis pelas infrações de trânsito, calcular os valores envolvidos e adotar providências para tentar recuperar os recursos aos cofres públicos.

A determinação também busca evitar a repetição das falhas apontadas durante a fiscalização.

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