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Terceira edição do Prêmio Eficiência e Inovação do Governo de MT está com inscrições abertas

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O Governo de Mato Grosso está com inscrições abertas para a 3º edição do Prêmio Eficiência e Inovação em Práticas Públicas do Poder Executivo estadual. As inscrições são online e seguem até 31 de janeiro de 2026. As equipes vencedoras poderão receber até R$ 200 mil, além de passagens aéreas nacionais ou internacionais. O prêmio é realizado por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT).

O prêmio tem como objetivo reconhecer servidores que desenvolveram e implementaram soluções inovadoras capazes de gerar mais eficiência, economia ou satisfação ao cidadão. Para o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, a iniciativa valoriza os profissionais que se dedicam a transformar a gestão pública.

“A terceira edição do Prêmio reafirma a nossa missão de estimular a eficiência e a cultura do intraempreendedorismo e da melhoria contínua no setor público. A inovação já faz parte da nossa rotina, pensar em soluções que agregam valor, e a busca pelo melhor resultado com otimização de tempo e recursos”, destacou o secretário.

Serão aceitas práticas públicas inovadoras implementadas entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2025. As inscrições devem ser feitas por grupos de no mínimo dois e no máximo cinco integrantes.

As práticas inscritas concorrerão em quatro categorias principais: A – Transformação Digital, B – Aumento da Receita ou Eficiência Econômica, C – Satisfação do Cidadão e D – Melhoria da Gestão Pública.

A coordenadora executiva do prêmio, Débora Gagini, fala da evolução da iniciativa. “Participar da organização e execução desde a primeira edição é gratificante. A cada ano, o prêmio se consolida na agenda estratégica do Governo, evidenciando o protagonismo dos servidores que geram resultados e impacto real”, pontuou.

Entre os ganhadores de edições anteriores está Daniella do Nascimento Schettino, médica veterinária do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT). Ela relata que participar do Prêmio foi ao mesmo tempo gratificante e desafiador.

“Nossa prática foi resultado de metodologias e ferramentas de epidemiologia aplicadas para melhorar nossas ações. Ver o trabalho avançando em cada etapa do prêmio nos deu alegria e reconhecimento. No dia da premiação, a emoção foi enorme, pois concorríamos com projetos muito bons. Conseguimos mostrar a relevância das nossas ações para a economia do estado e para outros serviços de defesa sanitária que estão implantando nossa vigilância unificada baseada em risco. Mato Grosso está exportando tecnologia. É motivo de orgulho”, afirmou.

Premiação

Serão premiadas as três melhores práticas de cada categoria, totalizando até 15 práticas vencedoras. Os vencedores receberão o Selo Servidor Eficiente e Inovador em Práticas Públicas, e passagens aéreas nacionais ou internacionais para todos os integrantes, com direito a acompanhante. E ainda, a premiação em dinheiro para as equipes: R$ 200 mil (1º lugar), R$ 170 mil (2º lugar) e R$ 150 mil (3º lugar). O valor é dividido igualmente entre os membros do grupo.

Processo de seleção

A seleção será realizada em quatro etapas eliminatórias: resumo executivo, relato, entrevista e apresentação de Pitch. O resultado final e a cerimônia de premiação estão previstos para 15 de junho de 2026.

As inscrições devem ser feitas no site oficial: www.seplag.mt.gov.br/sinovamt.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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