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Turismo rural e produção de alimentos são debatidos em eventos do Fórum das Cadeias de Valor

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Temas ligados à agricultura de pequena escala, turismo rural e produção de alimentos sustentáveis serão debatidos em três edições do Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural de Mato Grosso, que acontecem nos próximos dias em diferentes municípios do Estado.

O primeiro evento desta etapa será neste sábado (5.11), a partir das 7h, no plenário da Câmara Municipal de Brasnorte, e reunirá produtores dos vales do Juruena e do Arinos, incluindo participantes dos municípios de Juína, Juruena, Castanheira e região. O evento é promovido pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), com apoio da prefeitura municipal.

Após a abertura oficial, a programação inclui palestra sobre o Panorama da Agricultura Familiar Regional, abordando a atuação da Empaer e da Seaf no fortalecimento das cadeias produtivas locais, além da palestra Turismo Rural – Estratégia para Gerar Emprego e Renda no Campo. Também está prevista a apresentação de um case de sucesso do cooperativismo da agricultura familiar, com participação de representante da Cooperativa Mista Água da Prata (Cooperprata), seguida por mesa-redonda sobre o cooperativismo como ferramenta para o desenvolvimento rural.

Ainda pela manhã, serão discutidos temas ligados à bovinocultura de leite, com a palestra “Aspectos básicos para uma atividade de sucesso”, seguida por mesa-redonda sobre os desafios e oportunidades da produção leiteira na agricultura familiar. O planejamento forrageiro e o pastejo rotacionado também estarão em pauta, com discussão sobre a importância da gestão do pasto como estratégia de produtividade.

No período da tarde, o destaque será a cultura do cacau, com palestra sobre sistema de produção, uso de clones de alta produtividade, resistentes a doenças e adaptados ao cultivo a pleno sol. A programação inclui ainda a apresentação do case de sucesso do produtor Ivo Leo Neumann, referência regional na cacauicultura.

A outra edição do Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar será no dia 10 de dezembro, em Primavera do Leste, no Centro Cultural Pedro Alberto Tayano Filho. O evento tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar e valorizar os povos tradicionais da região, incentivando o desenvolvimento sustentável por meio da disseminação de conhecimento, troca de experiências e fortalecimento de parcerias.

Durante o encontro, serão promovidas palestras, mesas-redondas e apresentações de casos de sucesso, além de demonstrações de boas práticas na produção agrícola e no turismo rural. O fórum também vai abordar o etnoturismo como estratégia de geração de renda e valorização cultural. O evento é voltado a agricultores familiares, povos tradicionais, representantes de associações, estudantes e comunidade em geral.

No mesmo dia, em Mirassol d’Oeste, a partir das 7h, no Centro de Eventos Alto da Boa Vista, acontece a edição do Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural da Unidade Territorial Nascentes do Pantanal e Vale do Guaporé. A proposta é fortalecer políticas públicas estaduais voltadas ao turismo rural, apicultura e fruticultura, incentivando o desenvolvimento sustentável e a geração de renda no campo.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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