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Vice-governadora eleita de Pivetta é nomeada assessora especial na Casa Civil

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A vice-governadora eleita de Mato Grosso, Gisela Simona (União Brasil), já começou a ocupar espaço na estrutura do Governo Otaviano Pivetta (Republicanos). Nesta quinta-feira (15), ela passou a integrar oficialmente a Casa Civil, após ser nomeada para um cargo estratégico, pouco mais de dois meses depois de assumir a vaga deixada pelo deputado federal Fábio Garcia (União) na chapa que venceu as eleições estaduais.

Gisela foi nomeada assessora especial I da Unidade de Programas de Governo, função classificada no nível DGA-2, um dos mais elevados da estrutura administrativa estadual. O ato foi assinado pelo governador e pelo secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Manciolli, na quarta-feira (14), com efeitos a partir desta quinta.

A chegada antecipada ao Palácio Paiaguás ocorre em meio aos preparativos para o próximo mandato de Pivetta, que terá início em janeiro de 2027. A movimentação indica que a futura vice deverá acompanhar de perto as discussões sobre a reorganização administrativa e a definição das prioridades da nova gestão.

A entrada de Gisela no governo também representa mais um capítulo de uma trajetória política marcada por substituições de Fábio Garcia. Em julho de 2023, ela assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados depois que o parlamentar se licenciou para comandar a Casa Civil na gestão do então governador Mauro Mendes (União).

Três anos depois, a situação se repetiu, desta vez em uma disputa pelo Executivo estadual. Inicialmente escolhido para compor a chapa de Pivetta, Garcia precisou rever seus planos políticos após ser atingido pelos desdobramentos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal.

A investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora de telefonia Oi, com valores superiores a R$ 308 milhões. Entre os investigados estão Garcia, Mauro Mendes e o ex-secretário da Casa Civil Mauro Carvalho.

Uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu medidas cautelares que impediam a comunicação entre investigados. A restrição atingiu diretamente a articulação eleitoral, já que Garcia e Mendes integravam o mesmo grupo político.

Diante das dificuldades para participar da campanha, Fábio anunciou, em 11 de agosto, que abriria mão da candidatura a vice-governador e voltaria a disputar uma vaga na Câmara Federal. O deputado negou envolvimento nas irregularidades investigadas.

A desistência provocou uma corrida nos bastidores para encontrar um substituto sem comprometer a aliança entre Republicanos e União Brasil. Pivetta recebeu autonomia para definir o novo nome e retomou a intenção de ter uma mulher como companheira de chapa.

Entre as alternativas discutidas estavam Gisela Simona e a então vereadora de Cuiabá Michelly Alencar (União). Após negociações, Gisela foi escolhida, garantindo a permanência do União Brasil na composição majoritária e encerrando o impasse às vésperas do prazo de registro das candidaturas.

Advogada e servidora pública de carreira, Gisela comandou o Procon de Mato Grosso durante nove anos, entre 2008 e 2017. Também disputou a Prefeitura de Cuiabá em 2020 e exerceu mandato de deputada federal. Sua experiência administrativa foi um dos argumentos utilizados por Pivetta para justificar a escolha.

A nomeação desta quinta-feira ocorre ainda em um momento de indefinição sobre as atribuições que ela terá a partir de janeiro. Durante a campanha, Pivetta chegou a defender uma atuação compartilhada na condução do Executivo, afirmando que o Estado teria dois governadores.

Em entrevistas recentes, Gisela declarou que pretende participar da avaliação das secretarias e identificar setores que precisam de mudanças antes de definir se assumirá alguma pasta.

“Diante desse levantamento, que vou estar junto a essa comissão, é que a gente vai definir onde a gente pode ser mais importante para a governança”, afirmou, em entrevista ao programa Roda de Entrevista.

Por enquanto, a função na Casa Civil garante à vice eleita participação formal na administração estadual antes mesmo de sua posse. A nomeação não esclarece quais serão suas atribuições específicas, mas reforça a expectativa de que Gisela tenha participação ativa na montagem do próximo governo.

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Bancada de MT no Senado é unânime pelo fim da Escala 6×1

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Os três senadores de Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL), votaram favoráveis à PEC que coloca fim à Escala 6 x 1 de trabalho. A proposta foi aprovada por 75 votos a 1 na noite desta quarta-feira (14) no Senado.

Sem conquistar a reeleição ao Senado no pleito deste ano, Carlos Fávaro declarou que só por votar essa proposta valeu a pena ter sido senador. “É mais dignidade para todos os trabalhadores e trabalhadoras do nosso Brasil”, afirmou nas redes sociais.

Jayme Campos, que não disputou nenhum cargo e encerra o mandato no fim de janeiro, afirmou que a aprovação da PEC garante “dignidade, qualidade de vida e descanso” aos trabalhadores brasileiros. “Como senador de Mato Grosso, fiz questão de estar ao lado dos trabalhadores nessa decisão. Seguimos avançando para transformar essa conquista em realidade”, assinalou.

Líder do bloco Moderador no Senado, o senador Wellington Fagundes havia defendido a liberação da bancada a se posicionar sobre aa proposta. A matéria era considerada polêmica por ser votada às vésperas do 2º turno e colocava em xeque senadores aliados de Flávio Bolsonaro (PL).

“O posicionamento de Rogério Marinho [coordenador da campanha de Flávio] é pela abstenção, mas a maioria da bancada avalia que os senadores devem se posicionar”, declarou Fagundes, antes da votação, ao Jornal O Globo.

A PEC

A PEC do fim da jornada 6×1 altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos.

A grande mudança é garantir que os trabalhadores tenham dois dias de descanso semanal sem a possibilidade de redução salarial. Um desses dias deve ser preferencialmente o domingo.

A oposição ao governo Lula tentou alterar a PEC do fim da 6×1 para retirar redução de jornada proporcional para trabalhadores que hoje já trabalham menos de 40 horas por leis específicas. A emenda, no entanto, foi retirada após acordo.

Período de transição

Para que os trabalhadores brasileiros cheguem às 40 horas semanais com dois dias livres, haverá um período de transição.

Se aprovada em segundo turno, a PEC ainda precisa ser promulgada para entrar em vigor. Depois disso, segue o seguinte calendário:

– em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado;

– em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas.

A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganhem por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganhe mais de R$ 21.188 por mês.

 

 

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