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Compromisso com as mulheres de Mato Grosso

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O Agosto Lilás nos convida à reflexão sobre a importância de proteger a vida das mulheres e enfrentar, com firmeza, a violência que tantas ainda sofrem. Num mundo cada vez mais moderno, uma grande contradição nos perturba: nossas mulheres correm perigo.

Em Mato Grosso, a violência de gênero tem sido devastadora. Não atinge apenas as vítimas e suas famílias: destrói sonhos, gera medo coletivo e mancha toda a sociedade. São vidas interrompidas por homens que deveriam proteger e respeitar, mas escolhem o caminho da agressão. A cada ano, a brutalidade desses crimes assusta ainda mais e reforça a urgência de ações concretas.

A transformação dessa realidade passa pela educação e conscientização, tanto nas escolas quanto dentro de casa, para que o respeito, a empatia e a igualdade sejam aprendidos desde cedo. Mas também depende da defesa de leis rígidas, da aplicação das penas com o máximo rigor e da criação de políticas públicas que levem segurança e acolhimento às vítimas e seus familiares.

Como filho, marido e pai de uma mulher, sei o quanto é urgente avançarmos na construção de um Estado mais seguro e justo. Como deputado estadual, tenho buscado contribuir com ações que possam fazer diferença na vida das mulheres mato-grossenses. Sou autor da lei que garante o funcionamento 24 horas das Delegacias da Mulher em todo o Estado, com atendimento realizado por profissionais mulheres, preparadas para atender quem procura ajuda — para que se sintam seguras e sejam encorajadas, cada vez mais, a não se calar.

Entre outras iniciativas estão o Programa Órfãos do Feminicídio, que garante apoio às crianças que perderam suas mães; a campanha “21 Dias de Ativismo”, que promove conscientização em todo o Estado; e a vedação de benefícios fiscais e financiamentos a condenados por feminicídio, medida que reforça a responsabilização de agressores. São propostas que, cada uma em sua esfera, ajudam a fortalecer a rede de proteção, a prevenção e a justiça.

Encerramos o Agosto Lilás com esse compromisso: trabalhar para que Mato Grosso seja um lugar onde a educação previna, a lei seja aplicada com o máximo rigor e as políticas públicas acolham, oferecendo dignidade e segurança a todas as mulheres.

Mato Grosso, conte comigo.

Fabio Tardin é deputado estadual por Mato Grosso

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.

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