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Alvo de operação por “jogo do tigrinho”, influencer é preso em flagrante por porte ilegal de arma

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Conteúdo/ODOC – Alvo da Operação Aposta Perdida, o influenciador e empresário Wilton Wagner Magalhães foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (23), em Cuiabá, após policiais encontrarem uma arma de uso restrito em sua residência.

A ação foi deflagrada pela Polícia Civil e cumpriu 34 ordens judiciais. Durante as buscas na casa do empresário, os agentes apreenderam uma pistola Glock 9mm, o que motivou a prisão imediata por porte ilegal de arma.

Por se tratar de crime inafiançável, Wilton deve passar por audiência de custódia ainda nesta quinta-feira.

A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online, popularmente conhecidos como “jogo do tigrinho”.

Além de Wilton, também foram alvos da investigação a esposa dele, a influenciadora Jéssica Orben Vasconcelos Magalhães; a irmã dela, Williane Orben Vasconcelos Coutinho, conhecida nas redes como Lili Vasconcelos; e o empresário Erison Coutinho, dono da loja Rei dos Panos e marido de Williane.

De acordo com a Polícia Civil, Wilton é apontado como o principal articulador do esquema, com atuação direta na movimentação financeira e na ocultação de valores obtidos de forma ilícita. Ele é proprietário da revendedora W-Car Multimarcas.

As investigações indicam que os envolvidos utilizavam as redes sociais para divulgar plataformas de jogos de azar, atraindo usuários com promessas de ganhos fáceis e altos lucros.

Segundo a polícia, o dinheiro obtido com as atividades ilegais era usado na compra de bens de alto valor, como imóveis e veículos importados, frequentemente exibidos nas redes sociais como forma de atrair novos participantes.

O modelo do esquema, conforme apurado, apresenta características típicas de pirâmide financeira, em que os ganhos dependem da entrada de novos usuários. A ostentação de luxo — com viagens internacionais e aquisição de bens de alto padrão — fazia parte da estratégia para dar aparência de sucesso e credibilidade.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o padrão de vida elevado dos suspeitos, considerado incompatível com a renda formal declarada. Mesmo ligados a empresas de pequeno e médio porte, eles teriam adquirido patrimônio expressivo em curto período, sem comprovação de origem lícita.

Ao todo, a Justiça determinou sete mandados de busca e apreensão, duas suspensões de atividades econômicas, bloqueio de duas contas em redes sociais, sequestro de cinco imóveis e quatro veículos, além da apreensão de passaportes e bloqueio de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, somando R$ 10 milhões.

As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, com sede em Cuiabá.

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Vídeos flagram motorista bebendo antes de causar acidente que matou menino de 4 anos em MT

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Conteúdo/ODOC – Câmeras de segurança registraram o motorista Gabriel Dombski Welter, investigado pela morte do menino Gabriel Gustavo dos Santos da Fontoura, de 4 anos, comprando bebidas alcoólicas em uma conveniência, e posteriormente, bebendo em um bar antes do acidente, em 12 de julho, em Sorrido (420 km de Cuiabá). 

As imagens fazem parte da investigação conduzida pela Polícia Civil e mostram Gabriel adquirindo bebidas em uma conveniência. Em outro registro, ele aparece em uma casa noturna, onde conversa, dança e ingere bebidas alcoólicas antes deixar o local. 

Em outro registro, imagens mostram Gabriel Dombski em uma boate, onde aparece dançando, conversando com outras pessoas e consumindo bebidas alcoólicas antes do acidente. 

Outro vídeo obtido durante as investigações, registra o momento do acidente. As imagens mostram o veículo utilitário de luxo batendo violentamente na traseira de um carro de passeio, que capotou após impacto.

Conforme a investigação, Gabriel Dombski dirigia um Land Roveer que bateu no veículo em que estavam a criança, a mãe e o padrasto. A vítima morreu em decorrência de traumatismo craniano e múltiplas fraturas. A mãe da criança foi socorrida e encaminhada ao hospital, onde recebeu alta no dia seguinte.

Após o acidente, Gabriel se recusou a fazer o teste do bafômetro, que mede a concentração de álcool no organismo. Em depoimenrto à Polícia Civil, ele afirmou que não onsegiu visualizar o veículo que seguia à sua frente. No entanto, os vídeos reunidos na investigação indicam que o suspeito consumiu bebidas antes da colisão.

Nesta sexta-feira (31), o Ministério Público denunciou Gabriel Dombski pela morte no menino e requereu indenização de R$ 1 milhão, em razão da morte do menino e dos danos físicos, morais e psicológicos sofridos pelas vítimas e familiares.

De acordo com a denúncia, o investigado dirigia com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa em razão de infração anterior relacionada ao consumo de álcool e, mesmo impedido de dirigir, voltou a conduzir um veículo após ingerir bebida alcoólica. A acusação também sustenta que ele trafegava acima da velocidade permitida no momento do acidente.

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