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Criminoso envolvido em sequestro morre em confronto com a PM e vítima é libertada

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Policiais militares do 8º Batalhão libertaram um homem, de 26 anos, vítima de sequestro, tortura e tentativa de homicídio por parte de uma facção criminosa, na noite desta terça-feira (11), em Alta Floresta. Na ação, um homem foi preso e um adolescente apreendido. Um terceiro criminoso foi localizado e morreu após entrar em confronto contra os militares.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe do 8º BPM recebeu denúncias sobre um homem que havia sido sequestrado por membros de uma facção criminosa e que seria executado pelo grupo. De acordo com as informações recebidas, a vítima foi vista em companhia dos suspeitos, em um carro, nas proximidades de uma praça da cidade.

Os militares iniciaram diligências na região e encontraram os suspeitos no momento em que eles desembarcavam do carro, em frente de uma construção inacabada. Dois homens, que estavam com a vítima, foram rendidos e se entregaram. A vítima foi resgatada pelos policiais.

Ainda no local, um terceiro suspeito foi visto se escondendo dentro da construção. Os militares iniciaram procedimento de abordagem, momento em que o criminoso apontou uma arma em direção aos policiais, que revidaram a ação e efetuaram disparos de arma de fogo em resposta a ação do suspeito.

O homem foi atingido e socorrido pela PM, sendo encaminhado até o Hospital Regional da cidade, onde não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele foi identificado como Ailton Luis Fernandes, de 25 anos.

Já com os outros dois suspeitos, foram apreendidas porções de drogas e quantia em dinheiro. Eles receberam voz de prisão e foram conduzidos para a delegacia de Alta Floresta para registro da ocorrência e demais providências.

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Polícia Civil prende dois investigados por fraudes em reformas de estofados em Cuiabá

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (14), a Operação Tapeçaria do Crime 2. A ação cumpriu quatro ordens judiciais de prisão contra dois homens investigados por operarem um esquema de fraudes contra consumidores que contratavam serviços de reforma de móveis e estofados na capital.

A operação, coordenada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), teve como alvos dois suspeitos, de 45 e 27 anos. A Justiça decretou a prisão preventiva de ambos.

O mandado contra um dos suspeitos foi cumprido na própria unidade penitenciária onde ele já se encontra detido. O suspeito havia sido preso previamente na primeira fase da operação, realizada em abril deste ano, por suspeita de praticar fraudes idênticas.

As investigações, conduzidas no âmbito de dois inquéritos policiais, apontam o registro de ao menos 21 vítimas diretas, além de dezenas de ocorrências relatando o mesmo padrão de atuação.

Os suspeitos utilizavam uma estratégia bem estruturada de captação de clientes. Primeiro, a dupla veiculava propagandas nas redes sociais oferecendo restauração de sofás, poltronas e cadeiras com preços abaixo do mercado e prazos de entrega muito curtos.

Após o contato inicial, os suspeitos, se passando por prestadores de serviços, iam até as residências dos clientes, recolhiam os móveis e exigiam pagamento antecipado por meio de PIX ou cartão de crédito. Os serviços não eram executados e, em grande parte dos casos, os estofados não eram devolvidos. Ao serem cobrados pelas vítimas, os investigados apresentavam diversas justificativas alegando problemas operacionais ou falta de insumos, até interromperem o contato e bloquearem as vítimas.

Prejuízo financeiro

A investigação revelou um alto prejuízo financeiro e transtorno pessoal por parte das vítimas. Algumas encontraram seus móveis abandonados, desmontados e deteriorados em galpões utilizados pelos suspeitos.

Em alguns casos, as vítimas precisaram comprar novos estofados para a residência enquanto ainda quitavam as parcelas das reformas que nunca foram entregues. As investigações apontaram que o esquema afetou principalmente idosos e famílias de baixa renda, que comprometeram parcelas significativas do orçamento com a falsa reforma.

Para dificultar a fiscalização e a localização pela polícia, os suspeitos mudavam constantemente de razões sociais, endereço e divulgavam localizações falsas nas redes sociais.

Decisão judicial

Em razão da reincidência do crime e do volume de lesados, a Justiça acolheu os pedidos da Decon. Além de decretar as prisões preventivas, o Poder Judiciário de Mato Grosso proibiu expressamente os dois investigados de exercerem qualquer atividade econômica relacionada à tapeçaria, incluindo confecção, reforma, restauração e comercialização de estofados, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros.

Os investigados poderão responder pelo crime de estelionato qualificado, cuja pena pode chegar a oito anos de prisão, além de multa. A Polícia Civil segue investigando o caso, com objetivo de dimensionar o prejuízo total e identificar eventuais novas vítimas.

Operação Tapeçaria do Crime

Quando da deflagração da primeira fase da Operação, em abril de 2026, dois suspeitos foram presos. À época, também chamou a atenção da equipe de investigação da Decon o descaso apresentado pelos criminosos com as vítimas.

Canais de denúncias

A Polícia Civil orienta que vítimas de crimes contra as relações de consumo podem procurar diretamente a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na Rua General Otávio Neves, no 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, ou encaminhar denúncias pelo e-mail decon@pjc.mt.gov.br.

As vítimas também podem registrar boletins de ocorrência em qualquer delegacia da Polícia Civil, ou pela Delegacia Digital (https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/). Denúncias também podem ser encaminhadas pelo telefone 197.

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