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Ex-diretor do IMAFIR-MT recebeu R$ 774 mil na conta pessoal e de empresa, afirma polícia

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Conteúdo/ODOC – Investigado pela Polícia Civil, o ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em sua conta pessoal e na de uma empresa de sua propriedade.

As transferências estão entre as movimentações financeiras investigadas na Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), para apurar suspeitas de irregularidades envolvendo cerca de R$ 1 milhão em recursos ligados ao instituto.

Segundo a Polícia Civil, os investigadores identificaram repasses que somam quase R$ 774 mil para contas vinculadas a Afrânio. Outra transferência, de R$ 270 mil, teria sido destinada a um escritório de advocacia, cuja identidade não foi divulgada.

Afrânio foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação. O ex-presidente do IMAFIR-MT Hugo Garcia (PSDB), que atualmente disputa uma vaga de deputado estadual, também está entre os investigados.

Na residência de Hugo, os policiais apreenderam joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook. Os materiais serão analisados no decorrer das investigações.

A Polícia Civil apura suspeitas de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica supostamente praticados pelos dois ex-dirigentes da entidade.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de Afrânio e Hugo e a suspensão dos acessos às contas do IMAFIR-MT.

As movimentações financeiras sob investigação teriam ocorrido em um período marcado por uma disputa envolvendo a representação legal do instituto. A Polícia Civil busca esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados.

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PC de GO cumpre mandados em MT contra esquema de desmanche de veículos que girou R$ 15 milhões

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A Polícia Civil de Goiás, por intermédio da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), deflagrou, nesta quinta-feira (15), a “Operação Actus Ultimus”, dando efetivo cumprimento a 12 mandados de prisão cautelar e 35 mandados de busca e apreensão. Uma pessoa foi presa em flagrante por posse de arma de fogo de uso restrito.

A investigação visa desarticular um esquema criminoso estruturado voltado à subtração, receptação qualificada, adulteração de sinais identificadores de veículos automotores e lavagem de capitais.

Conforme apurado, após a subtração de veículos automotores, ocorrida notadamente na Região Sudeste (com destaque para o Estado de Minas Gerais), estes automóveis produtos de crime eram destinados a lojistas situados na cidade de Goiânia.

Antes de chegarem aos estabelecimentos comerciais, os veículos eram recebidos por intermediários encarregados de realizar o desmanche e retirar sistematicamente todos os sinais identificadores e elementos de rastreabilidade das peças e componentes.

Dessa forma, as peças eram repassadas aos lojistas sem qualquer possibilidade de identificação de origem pelas forças policiais, sendo revendidas a consumidores no mercado de peças usadas.

O alvo principal do grupo criminoso eram caminhonetes de elevado valor de mercado.

Segundo as análises financeiras, o grupo criminoso teria apresentado movimentação de quantia superior a R$ 15 milhões no período investigado.

Além das prisões, durante as buscas foram apreendidos celulares, documentos, peças e quatro armas de fogo.

A operação foi deflagrada com o apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio das Delegacias de Sinop/MT e Barra do Garça/MT, e peritos do Laboratório de Identificação Veicular (PTC), da Polícia Técnico-Científica.

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