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Faccionados envolvidos com tráfico e lavagem de dinheiro são alvos de operação da PC

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Factio Deleta, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação de uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes conexos, no município de Porto dos Gaúchos.

Na operação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Porto dos Gaúchos. As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Campo Verde, Primavera do Leste, Chapada dos Guimarães e em Porto dos Gaúchos.

Três pessoas foram presas em flagrante, duas delas por posse ilegal de arma de fogo, nos municípios de Porto dos Gaúchos e Campo Verde. Um terceiro alvo foi preso em Chapada dos Guimarães pelos crimes de extorsão, tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e lavagem de dinheiro.

Durante as buscas, foram recolhidos materiais e informações que contribuirão para o andamento das investigações.

O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio de delegacias da Regional de Juína: Delegacias de Polícia de Colniza, Aripuanã, Tabaporã, Juara e equipe da Delegacia Regional de Juína; Regional de Primavera do Leste: Delegacia de Polícia de Primavera do Leste; Regional de Cuiabá: Delegacia de Polícia de Chapada dos Guimarães.

As investigações continuam em andamento para o aprofundamento dos fatos e identificação de outros possíveis integrantes do grupo criminoso.

Nome da Operação

O nome Factio Deleta, expressão cujo significado é facção destruída, faz referência à ação da Polícia Civil que tem como foco a desarticulação da facção criminosa.

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Ex-servidor da MTI acusado de assédio sexual é preso por tentar intimidar testemunha

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Conteúdo/ODOC – O ex-servidor da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), Francisley Campos Carolino, foi preso na manhã desta terça-feira (20), em Cuiabá, após ser acusado de tentar interferir no depoimento de uma testemunha em um processo no qual responde por assédio e importunação sexual contra uma ex-colega de trabalho.

A prisão preventiva foi solicitada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que apontou indícios de descumprimento de medidas cautelares impostas ao investigado, além de uma possível tentativa de comprometer a produção de provas.

O caso teve início em outubro de 2025, quando uma funcionária procurou a ouvidoria da MTI para denunciar supostas condutas de natureza sexual praticadas por Francisley no ambiente de trabalho. A denúncia deu origem a uma investigação que chegou à Justiça.

A situação do ex-servidor se agravou após uma testemunha identificada pelas iniciais R. V. S. S. receber um convite para uma conversa reservada sobre o processo. O documento teria sido encaminhado por intermédio de uma terceira pessoa, a pedido de Francisley.

Para o Ministério Público, o episódio levantou suspeitas de interferência na apuração dos fatos e motivou o pedido de prisão apresentado nesta segunda-feira (19).

A defesa, por outro lado, contestou a medida e argumentou que o convite não apresentava qualquer ameaça ou tentativa explícita de induzir a testemunha a mentir. Também sustentou que a iniciativa partiu do próprio investigado, sem conhecimento ou autorização prévia de sua advogada.

Os advogados alegaram ainda que o simples encaminhamento de um convite, sem violência ou ameaça grave, não seria suficiente para caracterizar o crime de coação no curso do processo.

Outro argumento apresentado foi o de que o eventual descumprimento de determinações judiciais não justifica, necessariamente, a prisão preventiva, especialmente quando não há demonstração de risco atual ou de que outras medidas seriam insuficientes.

Apesar da contestação, Francisley teve a prisão mantida durante audiência de custódia presidida pelo juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias.

Em nota, a MTI esclareceu que Francisley não integra mais o quadro de funcionários da empresa desde 3 de março de 2026.

A investigação tramita em segredo de Justiça, o que impede o acesso a informações mais detalhadas sobre as acusações e os elementos que fundamentaram a decisão judicial.

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