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Faccionados são alvos da PC por homicídio e ocultação de cadáver de suspeito de estupro

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Sem Rastros, para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigação sobre a atuação de membros de uma facção criminosa envolvidos em crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, ocorrido em fevereiro de 2026, no município de Araputanga.

Na operação, são cumpridas 12 ordens judiciais, sendo três mandados de prisão preventiva, um mandado de internação provisória, quatro mandados de busca e apreensão e quatro quebras de sigilo telefônico, expedidos pela Vara Única de Araputanga.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Araputanga, Indiavaí, Cáceres e Figueirópolis D’Oeste. Além das medidas executadas na operação, no curso das investigações foram concedidas outras ordens judiciais que contribuíram para o avanço das apurações.

Desaparecimento

As investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Araputanga iniciaram com o registro de boletim de ocorrência noticiando o desaparecimento da vítima, vista pela última vez em 20 de fevereiro de 2026. Ao longo de aproximadamente dois meses de investigação, foi possível identificar cinco autores com participação direta na execução da vítima.

Durante o trabalho investigativo, foram reunidos diversos elementos probatórios que subsidiaram a operação, entre os quais relatórios de investigação, termos de interrogatório, representações, além de registros de áudio e vídeo que confirmaram a participação do grupo criminoso no crime.

Os trabalhos também contaram com o apoio do Corpo de Bombeiros de Pontes e Lacerda e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que atuaram nas buscas pelo corpo da vítima e na realização de perícias técnicas, contribuindo de forma relevante para o esclarecimento dos fatos.

Dinâmica do crime

Segundo as investigações, a vítima vinha sofrendo ameaças de integrantes da facção criminosa, em razão de rumores de que teria praticado crime de natureza sexual contra uma mulher.

No dia dos fatos, a vítima teria sofrido uma emboscada arquitetada pelos autores na residência de um dos envolvidos.

Com planejamento prévio, os criminosos agiram de forma coordenada para suprimir a capacidade de defesa da vítima, que, em seguida, foi conduzida às margens do Rio Jauru, onde foi assassinada com golpe de faca na região do pescoço, sendo degolada pelos executores.

Após a execução, os autores ainda tentaram apagar os rastros incendiando o corpo da vítima e lançando-o nas águas do Rio Jauru, em evidente tentativa de dificultar o trabalho investigativo da polícia.

Cabe destacar que um dos autores, indivíduo já conhecido no meio policial pela prática reiterada de crimes graves e que se encontrava monitorado por tornozeleira eletrônica, rompeu o dispositivo logo após a execução do delito e empreendeu fuga em direção ao município de Cáceres.

Nome da operação

O nome da operação faz referência à forma de atuação dos integrantes do grupo criminoso, que agiram na execução e ocultação do corpo da vítima tentando apagar todos os vestígios, para que o corpo não fosse localizado, na tentativa de não deixar rastros para o esclarecimento do crime.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas).

A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

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Mulher é alvo da PC por divulgar fotos íntimas de empresária encontradas no celular de ‘paquera’

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Uma mulher de 37 anos, investigada por divulgar sem autorização imagens íntimas de uma empresária de 40 anos, foi alvo de mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (24), em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá). A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Lucas do Rio Verde. 

Conforme a investigação, a suspeita teria tido acesso às fotografias por meio do celular de um homem que manteve um relacionamento com a vítima. Ao descobrir o envolvimento entre os dois, ela teria compartilhado as imagens como forma de vingança. 

A divulgação de imagens íntimas sem o consentimento da pessoa retratada é popularmente conhecida como “pornografia de vingança” quando praticada com objetivo de exposição ou retaliação. 

A investigação começou após a vítima registrar boletim de ocorrência. Durante as diligências, os policiais conseguiram identificar o número de telefone utilizado para compartilhar as imagens e chegar à mulher suspeita de fazer as divulgações. 

Segundo a Polícia Civil, as fotografias foram retiradas do celular do homem que havia se relacionado com a empresária. A investigada teria descoberto o relacionamento e, posteriormente, acessado o conteúdo e iniciado o compartilhamento das imagens. 

Com os elementos reunidos durante a apuração, a autoridade policial representou pela expedição do mandado de busca e apreensão. A medida foi autorizada pela Justiça e cumprida na residência da investigada, em Sinop. 

Os policiais apreenderam aparelhos e outros materiais que poderão auxiliar na investigação e esclarecer a extensão do compartilhamento das imagens. 

O caso continua sendo investigado pela Delegacia da Mulher de Lucas do Rio Verde, que busca reunir novas provas e esclarecer a participação dos envolvidos.

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