Polícia
Faccionados torturam homem com mangueira e tentam degolá-lo em MT
Polícia
Seis pessoas foram presas suspeitas de participação na tortura e tentativa de homicídio contra um homem de 40 anos em Tapurah (433 km de Cuiabá). O crime, marcado por extrema violência, teria ligação com disputa territorial entre facções criminosas.
A prisão dos suspeitos ocorreu neste sábado (16), durante uma ação integrada das polícias Civil e Militar, após diligências ininterruptas iniciadas logo após o crime, registrado na sexta-feira (15).
Conforme as investigações, a vítima foi brutalmente agredida por integrantes do grupo criminoso. Dois dos suspeitos utilizaram uma mangueira para espancar o homem, causando diversas lesões em suas costas. Outro investigado é apontado como responsável por desferir um golpe no pescoço da vítima, em uma tentativa de execução.
Além dos autores diretos das agressões, a polícia também prendeu o motorista que teria dado apoio aos torturadores, uma mulher que presenciou o crime e não acionou socorro, e uma adolescente apontada como colaboradora da ação criminosa.
Durante a ocorrência, os criminosos ainda roubaram o aparelho celular da vítima.
Todos os envolvidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Tapurah, onde foram autuados e colocados à disposição da Justiça.
Segundo a polícia, os adultos devem responder por tentativa de homicídio qualificado mediante tortura, participação em organização criminosa e roubo.
Polícia
Operação derruba esquema que suava funcionários e motoristas para desviar cargas de soja
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Zira’A, para cumprimento de ordens judiciais relacionadas a investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em furtos e desvios de cargas de soja em propriedades rurais da região oeste do estado.
Na operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, decretados pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda e de Vila Bela da Santíssima Trindade.
Também foi decretado pela Justiça afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos, possibilitando a extração e análise de informações que possam contribuir para esclarecer a extensão do esquema, identificar outros envolvidos e individualizar a atuação de cada suspeito.
A investigação iniciou após o registro do furto de uma carga de soja ocorrido em julho de 2023, em uma propriedade rural localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, quando foi furtada uma carga de soja, avaliada em aproximadamente R$ 100 mil.
A análise de materiais apreendidos, oitivas e levantamentos patrimoniais revelou que os alvos da operação atuavam juntos no desvio contínuo de cargas na região.
Além da ação principal, a Polícia Civil identificou a relação de parte dos investigados com o furto de uma carga de soja em Pontes e Lacerda, o que demonstra que os fatos não se tratam de um episódio isolado.
Como funcionava o esquema
A investigação aponta que a subtração dos grãos exigia a participação alinhada do balanceiro, do classificador, do motorista e do proprietário do veículo. Juntos, eles viabilizavam a saída da soja sem o registro fiscal e contábil, permitindo o desvio da carga para recepção ilegal por terceiros.
As diligências indicaram ainda que a dinâmica criminosa não se limitava ao transporte. O esquema exigia a atuação coordenada de pessoas situadas tanto dentro da propriedade rural, responsáveis por viabilizar a pesagem, classificação e liberação irregular dos grãos, quanto fora dela, com a disponibilização dos veículos e realização do transporte das cargas desviadas.
As investigações também apontaram suspeitas de utilização de empresas e aquisição de bens para ocultação e dissimulação de valores provenientes dos crimes, circunstâncias que levaram a Polícia Civil a aprofundar a apuração não apenas sobre os furtos de cargas, mas também sobre possíveis crime de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Apreensões
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos bens pertencentes aos investigados sobre os quais recaem indícios de terem sido adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa.
A medida busca impedir a ocultação ou dissipação do patrimônio possivelmente obtido com os furtos e preservar os bens para as providências cabíveis no curso da investigação e do processo criminal.
A operação representa mais uma etapa da investigação e busca reunir novos elementos de prova sobre a atuação do grupo, identificar o destino da carga furtada, esclarecer a movimentação dos valores obtidos com os crimes e verificar a eventual participação dos investigados em outros furtos de cargas de grãos ocorridos na região.
Nome da operação
O nome “ZIRA’A” faz referência à palavra árabe associada a “agricultura” ou “cultivo”, em alusão ao objeto central da investigação: o desvio criminoso de cargas de grãos provenientes de propriedades rurais.
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