Polícia
Grupo invade casa e mata venezuelano com facadas em Cuiabá
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Um homem identificado como Yosmer José Bolaños Torres foi morto de forma violenta na manhã deste sábado (25), no bairro Três Barras, em Cuiabá. Ele foi atacado dentro da própria casa por um grupo de suspeitos e não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Militar foi acionada por meio do Ciosp para atender a ocorrência. Quando os policiais chegaram ao endereço, encontraram uma equipe do Samu já prestando socorro à vítima. Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi confirmada ainda no local.
Informações preliminares indicam que o crime pode ter sido motivado por um desentendimento ocorrido horas antes. De acordo com relatos, o ex-companheiro de uma mulher esteve na residência e teria feito ameaças tanto contra ela quanto contra Yosmer. Ele deixou o local em uma motocicleta, mas retornou posteriormente acompanhado de outros homens.
Na segunda investida, o grupo invadiu o imóvel e iniciou as agressões. A vítima foi atingida por vários golpes de faca e também sofreu ataques com pedaços de madeira e outros objetos, conforme testemunhas.
Após a ação, os suspeitos fugiram. Um deles teria sido ferido durante o ataque e foi retirado do local pelos próprios comparsas antes da chegada da polícia.
Durante os trabalhos periciais, a Perícia Oficial e Identificação Técnica recolheu uma faca e a lâmina de outra arma branca que podem ter sido usadas no crime. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para exame de necropsia.
Buscas foram realizadas na região e em unidades de saúde, mas nenhum dos envolvidos foi localizado até o momento. O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios, que investiga a autoria e a motivação do assassinato.
Polícia
Núcleo financeiro de WT tem esposa, advogada, ex-assessor da Câmara e influencer, diz PC; confira
Conteúdo/ODOC – Esposa, advogada, braço-direito, influencer, ex-assessor parlamentar e jogador de futebol amador estão entre os alvos da Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (30) para desarticular o núcleo financeiro ligado a Paulo Witer Farias Paelo, o WT, apontado como tesoureiro do Comando Vermelho de Mato Grosso.
Ao todo, a ação cumpriu 10 mandados de prisão preventiva e diversas medidas cautelares contra 14 investigados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro.
WT, que já está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, também foi alvo da operação e teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido dentro da unidade prisional. Segundo a Polícia Civil, ele continuava comandando a movimentação financeira da organização criminosa mesmo encarcerado.
Entre os presos está Thawany Nunes Silva de Bulhões, esposa de WT. A Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão em três imóveis ligados a ela — um condomínio em Camboriú (SC), um edifício em Itapema (SC) e um apartamento em Cuiabá. Durante as diligências, foram apreendidos bolsas de luxo, joias e dinheiro em espécie.
Também foram presos a advogada Dayane Karol Moreira da Silva, apontada pela investigação como responsável por ocultar e dissimular o patrimônio de WT; o ex-assessor parlamentar da Câmara de Cuiabá Brunno Passos da Silva; o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como Soldado; Emerson Ferreira Lima, o Gordinho, apontado como braço direito de WT; a influenciadora Katani Adorno Bocardi, esposa de Emerson; Aldemir de Assis Campos, o Tucão; Ygor Henrique da Silva Martins; e Anderson Alves de Sousa.
Katani Adorno foi presa na madrugada desta sexta-feira (31), no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, quando desembarcava de uma viagem a Paris.
Também foram alvo de mandados de busca e apreensão Wellen de Amorim Gomes, Giselly Breier Streck, Jhonatan Alves Ventura, conhecido como Japão, Paulo Vinicius Gabriel de Araújo, o Pisquila, Wires Alves Guerra, Nagilda Cândida Ferreira e Fernando Wagner Moraes Amorim.
A operação
A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. Segundo a Polícia Civil, a investigação revelou que o grupo utilizava terceiros para ocultar patrimônio, movimentar recursos ilícitos e adquirir imóveis e veículos em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível.
Além das prisões, a Justiça autorizou buscas pessoais, domiciliares e veiculares, quebra de sigilo de dispositivos eletrônicos, sequestro de bens, indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros.
As medidas foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).
O patrimônio alcançado pelas decisões judiciais é estimado em R$ 17,2 milhões e inclui apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos, quatro veículos e o bloqueio de até R$ 15,324 milhões em ativos financeiros.
De acordo com a Polícia Civil, WT continuava exercendo o comando financeiro e disciplinar da facção mesmo preso, orientando integrantes em liberdade e determinando movimentações de recursos ilícitos. As medidas judiciais têm como objetivo interromper as atividades do grupo, preservar provas e atingir sua base financeira.
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