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Homem que matou ex após vê-la abraçada com outro é condenado a 16 anos de prisão

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O Tribunal do Júri de Nova Xavantina (a 645 km de Cuiabá) condenou, nesta terça-feira (20), Adailton de Souza Alves pelo feminicídio de Maria José Pereira da Silva. O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), reconhecendo as qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e o crime praticado em contexto de violência doméstica. 

A pena foi fixada em 16 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Fábio Rogério de Souza Sant’Anna Pinheiro. No fim da sessão, a Justiça expediu mandado de prisão contra o condenado, que participou do julgamento por videoconferência e é considerado foragido. 

Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em setembro de 2017. Na ocasião, o acusado foi até a casa da vítima, com quem havia mantido um relacionamento afetivo e de quem estava separado. Maria José fazia a limpeza do quintal quando foi surpreendida por Adailton, que sacou uma arma de fogo e atirou contra ela. 

A perícia constatou que o disparo atingiu o tórax da vítima e atravessou o coração, causando a morte dela. Depois do crime, o réu fugiu de motocicleta. Em seguida, passou na casa de um amigo, seguiu para o município de Campinápolis e descartou a arma utilizada no homicídio durante o percurso. 

Segundo o Ministério Público, o assassinato foi motivado por ciúmes e pela inconformidade do acusado com o fim do relacionamento. Dias antes do crime, ele teria visto Maria José abraçando outro homem em um estabelecimento comercial pertencente à filha dela. Para a acusação, essa circunstância demonstrou a motivação fútil do homicídio e evidenciou o contexto de violência de gênero. 

A denúncia também apontou que a vítima não teve qualquer possibilidade de defesa. Ela foi atacada de forma repentina enquanto realizava atividades domésticas, sem tempo para reagir ou buscar proteção. Essas circunstâncias levaram o Ministério Público a sustentar a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima, tese reconhecida pelos jurados durante o julgamento.

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Mulher condenada a quase 18 anos de prisão por diversos crimes é presa pela PC em MT

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Uma mulher envolvida em diversos crimes teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (21), em ação realizada pelos policiais da Delegacia de Pedra Preta com apoio da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol).

A suspeita, de 46 anos, estava com mandado de prisão por regressão expedido pela Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, vinculada a processos da Segunda Vara Criminal de Cuiabá.

Ela deverá cumprir o restante da pena de 17 anos e 11 meses em regime fechado pelos crimes de receptação qualificada, roubo majorado, uso de documento falso e tráfico de drogas.

Após a expedição do mandado, os policiais civis da Gepol e da Delegacia de Pedra Preta consultaram os sistemas criminais de checagem para localizar a procurada e deram início às diligências. A prisão ocorreu no bairro Monte Líbano, em Rondonópolis, em uma ação conjunta realizada pelas equipes policiais.

Após ter a ordem judicial cumprida, a suspeita foi conduzida à delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocada à disposição da Justiça.

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