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Operação policial mira investigados por furto a residência e roubo a sorveteria em Cuiabá

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22), a Operação Vestígios, para cumprir seis mandados de busca e apreensão domiciliar relacionados a crimes de furto qualificado e roubo praticados em Cuiabá.

As investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá apuram o furto em uma residência no bairro Jardim Jockey Club e um roubo ocorrido em uma sorveteria localizada dentro de um shopping center.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e cumpridas simultaneamente por equipes de investigadores nas residências dos investigados.

A operação tem como objetivo localizar os produtos subtraídos que ainda não foram recuperados, identificar outros envolvidos nos crimes e obter novas provas que contribuam para o avanço das investigações conduzidas pela Derf de Cuiabá.

Furto a residência

No primeiro alvo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão referentes a um furto registrado na madrugada de 15 de março de 2025.

Na ocasião, os moradores estavam fora da cidade quando três pessoas entraram no imóvel e furtaram diversos objetos, entre eles notebooks, joias e uma arma de fogo.

Durante as investigações, a equipe da Derf analisou imagens de câmeras de segurança da residência e das proximidades, o que possibilitou identificar o veículo utilizado no crime e dois dos envolvidos.

Entre os objetos subtraídos, uma arma de fogo com a numeração suprimida foi apreendida posteriormente pela Polícia Militar.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) conseguiu recuperar a numeração da arma, que correspondia àquela informada pela vítima no registro da ocorrência.

Roubo a sorveteria

Os policiais civis cumpriram o sexto mandado de busca e apreensão contra o suspeito de roubar uma sorveteria localizada em um shopping center, no dia 7 de junho deste ano.

O suspeito, de 22 anos, está preso preventivamente em decorrência da investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá.

Nesta quinta-feira, foi cumprida a ordem judicial de busca e apreensão expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá, com o objetivo de localizar objetos e provas relacionados ao crime.

Conforme apurado, o homem se aproximou do caixa, afirmou estar armado e ameaçou a funcionária para exigir o dinheiro do estabelecimento. Ele levou aproximadamente R$ 554 e fugiu pelo estacionamento.

Identificação e prisão

A comparação das características físicas e das tatuagens registradas nas imagens auxiliou na identificação do investigado, que também foi reconhecido pela vítima.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito. A medida foi deferida pela Justiça e devidamente cumprida.

Durante o interrogatório, o homem confessou o crime e relatou que simulou estar armado utilizando um boné junto à cintura, sendo indiciado por roubo.

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Homem que matou ex após vê-la abraçada com outro é condenado a 16 anos de prisão

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O Tribunal do Júri de Nova Xavantina (a 645 km de Cuiabá) condenou, nesta terça-feira (20), Adailton de Souza Alves pelo feminicídio de Maria José Pereira da Silva. O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), reconhecendo as qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e o crime praticado em contexto de violência doméstica. 

A pena foi fixada em 16 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Fábio Rogério de Souza Sant’Anna Pinheiro. No fim da sessão, a Justiça expediu mandado de prisão contra o condenado, que participou do julgamento por videoconferência e é considerado foragido. 

Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em setembro de 2017. Na ocasião, o acusado foi até a casa da vítima, com quem havia mantido um relacionamento afetivo e de quem estava separado. Maria José fazia a limpeza do quintal quando foi surpreendida por Adailton, que sacou uma arma de fogo e atirou contra ela. 

A perícia constatou que o disparo atingiu o tórax da vítima e atravessou o coração, causando a morte dela. Depois do crime, o réu fugiu de motocicleta. Em seguida, passou na casa de um amigo, seguiu para o município de Campinápolis e descartou a arma utilizada no homicídio durante o percurso. 

Segundo o Ministério Público, o assassinato foi motivado por ciúmes e pela inconformidade do acusado com o fim do relacionamento. Dias antes do crime, ele teria visto Maria José abraçando outro homem em um estabelecimento comercial pertencente à filha dela. Para a acusação, essa circunstância demonstrou a motivação fútil do homicídio e evidenciou o contexto de violência de gênero. 

A denúncia também apontou que a vítima não teve qualquer possibilidade de defesa. Ela foi atacada de forma repentina enquanto realizava atividades domésticas, sem tempo para reagir ou buscar proteção. Essas circunstâncias levaram o Ministério Público a sustentar a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima, tese reconhecida pelos jurados durante o julgamento.

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