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PM é reconhecida por implantação de projeto de eficiência energética no Quartel Comando Geral

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A Polícia Militar de Mato Grosso ficou em primeiro lugar no 2º Prêmio Eficiência e Inovação, do Governo do Estado, na categoria “Pequenas Economias que Fazem a Diferença”, com o projeto de redução do consumo de energia elétrica do Quartel Comando Geral em Cuiabá, com a implantação de projeto de eficiência energética. A instituição recebeu o valor de R$ 50 mil como bonificação, entregue pelo governador Mauro Mendes, nesta segunda-feira (7.7), no auditório Cloves Vettorato, Palácio Paiaguás.

No total, 56 servidores públicos foram premiados pela implementação de 15 iniciativas que trouxeram eficiência e inovação à administração estadual. “Eficiência é fazer mais com menos e fazer bem feito. Eu já falei em muitos lugares que conheço servidores públicos, aqui dentro do Estado de Mato Grosso, com qualidade e competência que eu nunca conheci nos meus quase 40 anos de atividades empresariais,” declarou Mauro Mendes.

A iniciativa que garantiu o primeiro lugar para Polícia Militar, gerou uma economia de quase R$ 74 mil no consumo de energia em 2024, com a implantação de soluções modernas e sustentáveis como, substituição de iluminação obsoleta por LED, a troca de ares-condicionados antigos por equipamentos inverter, além de instalação de usina fotovoltaica no Comando Geral.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, agradeceu o reconhecimento do governador Mauro Mendes que sempre determinou e honrou as boas práticas da gestão pública. “Esse reconhecimento representa uma prestação de serviço diferenciada, uma economia para os cofres públicos e demonstra uma gestão interna mais eficiente, que se preocupa em reverter em melhores aplicações recursos públicos. Agradeço ao governador Mauro Mendes pelo incentivo e total valorização aos servidores do Estado”.

O coordenador da Coordenadoria de Infraestrutura (Coinfra-PMMT), tenente-coronel João Paulo enfatizou o planejamento e execução do projeto de eficiência energética, destacando que essa prática reúne inovação, impacto mensurável e potencial de replicação em larga escala. O projeto de redução de consumo de energia já começou a ser testado na sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e deverá chegar em todas as unidades da Polícia Militar.

“É com grande orgulho que destacamos a presença dos nossos técnicos da Coinfra, sargento Rosemir Conceição, técnico em automação, e o engenheiro eletricista Leandro Rebello, responsáveis pela execução, que junto a Energisa, por meio da lei 9.991/00, que dispõe sobre a realização de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em eficiência energética, garantindo medidas eficazes à economia dos cofres públicos”, ressaltou o tenente-coronel João Paulo.

Fonte: PM MT – MT

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Filha de empresária assassinada em MT crítica internação de padrasto com dinheiro público

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Conteúdo/ODOC – A biomédica Caroline Fernandes criticou o uso de recursos públicos para custear o tratamento psiquiátrico do padrasto, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson, acusado de matar a esposa, a empresária Gleici Keli Geraldo, e esfaquear a filha do casal, então com 7 anos. Atualmente, ele está internado em uma unidade de saúde em Cuiabá.

Em publicações feitas nas redes sociais no domingo (6), Caroline, que é filha de Gleici, classificou a situação como uma “piada de mau gosto” e voltou a questionar a condição psiquiátrica atribuída ao acusado.

“Dinheiro de cofre público sendo usado para bancar colônia de férias de criminoso é, no mínimo, piada de mau gosto. Mais de R$ 200.000,00 do Estado gastos com tratamento de alguém com uma esquizofrenia tanto quanto seletiva?”, escreveu.

As manifestações ocorreram após o advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família de Gleici, divulgar trechos de imagens das câmeras de segurança da residência onde ocorreram os ataques, em Lucas do Rio Verde (a 330 km de Cuiabá).

Gleici tinha 42 anos e foi morta com 21 golpes de faca enquanto dormia, em 24 de junho de 2025. Na mesma ocasião, a filha dela com Daniel, então com 7 anos, foi atingida por oito facadas. A criança sobreviveu e recebeu atendimento médico.

Ao comentar as gravações, Caroline citou atitudes do padrasto registradas cerca de 40 minutos antes do crime que, na avaliação dela, colocariam em dúvida a tese de que ele não tinha consciência dos próprios atos.

Entre os comportamentos mencionados estão a escolha da faca que seria utilizada no crime e uma suposta tentativa de interferir em uma câmera de segurança da residência.

“Confere o corredor para ver se as vítimas seguem dormindo; escolhe a arma do crime; lembra da existência de uma câmera de segurança e mexe nela na tentativa de desligá-la; anda em círculos tomando coragem”, afirmou.

Caroline também descreveu o momento em que, segundo ela, Daniel teria atacado a própria filha depois de matar Gleici.

“Senta na cama, acorda-a, pede desculpas, abraça e desfere 4 facadas nas costas e outras 4 no peito. E em seguida vai direto onde deixou o telefone, desbloqueia e manda mensagem para o irmão”, escreveu.

A biomédica ainda questionou o fato de Daniel, conforme relatou, ter conseguido fornecer detalhes sobre o ocorrido logo após os ataques e, posteriormente, ter alegado não se lembrar do que havia feito.

Outro ponto levantado por Caroline envolve uma suposta ameaça que teria ocorrido dois dias antes do assassinato.

Segundo a versão apresentada pela família, uma irmã de Daniel teria conversado com Gleici e, posteriormente, orientado que as facas da residência fossem escondidas.

“Se essa pessoa, inclusive, conversa com a irmã 2 dias antes do crime e ela, 1 hora após essa conversa, pede para esconder as facas de casa? Esse pressentimento ruim para mim tem outro nome…”, escreveu.

Imagens do crime

A divulgação das imagens das câmeras de segurança foi feita pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda, que também questionou publicamente a versão de que Daniel teria agido durante um surto psiquiátrico.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu.

Segundo o advogado, as gravações também teriam registrado conflitos entre Gleici e Daniel nos dias anteriores aos ataques, especialmente por questões financeiras. Entre os motivos das discussões estariam uma botina, uma antena Starlink e R$ 2,2 mil.

Pouso afirmou ainda que Daniel teria ameaçado matar Gleici e a filha dois dias antes do crime. Uma irmã do engenheiro teria alertado a empresária sobre a situação e recomendado que ela escondesse as facas da residência.

De acordo com o advogado, Daniel posteriormente descobriu que Gleici havia recebido o alerta e teria demonstrado irritação.

A condição mental de Daniel é alvo de discussão no processo. A defesa sustenta que o engenheiro não tinha consciência de seus atos no momento dos crimes. A conclusão sobre sua condição psiquiátrica, no entanto, é contestada pelo Ministério Público e pela família de Gleici.

Segundo Pouso, familiares de Daniel conseguiram a interdição dele após o crime. Posteriormente, o acusado teria reivindicado, durante o processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados por Gleici.

O advogado afirmou ainda que a homologação do primeiro laudo psiquiátrico foi anulada. Uma nova avaliação foi realizada posteriormente por uma junta formada por três peritos.

Caberá à Justiça decidir sobre a condição mental de Daniel e seus efeitos no processo criminal.

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