Polícia
Polícia Civil cumpre mandados contra investigados por roubos e latrocínios de motoristas de aplicativos em Cuiabá
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quarta-feira (27.8) a Operação Corrida Segura, com foco na repressão qualificada de crimes de roubo majorado e latrocínio (consumado e tentado) praticados contra motoristas de aplicativos de transporte em Cuiabá.
Na operação foram cumpridas 13 ordens judiciais, sendo seis mandados de busca e apreensão, um de prisão temporária e seis quebras de sigilo telefônico, deferidas pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA).
As investigações realizadas pela especializada identificaram uma associação criminosa envolvida em, pelo menos, três crimes patrimoniais, cometidos contra motoristas de aplicativos ocorridos entre os meses de março e maio deste ano.
As medidas foram executadas de forma simultânea, com a participação de 24 policiais civis distribuídos em seis equipes operacionais e seis viaturas. Todos os mandados foram cumpridos com sucesso nas primeiras horas da manhã.
Investigações
As investigações conduzidas pela DERFVA iniciaram após uma série de crimes contra motoristas de aplicativos, dentre eles, um latrocínio (roubo seguido de morte), ocorrido em março de 2025, um latrocínio tentado, em que a vítima conseguiu sobreviver, e um roubo majorado de veículo com restrição de liberdade, ambos os crimes ocorridos em maio deste ano.
Durante os trabalhos investigativos, os policiais da DERFVA realizaram várias diligências, relatórios técnicos, reunindo reconhecimento de vítimas, dados telemáticos e perícias oficiais que fundamentaram as representações pelos mandados de busca e apreensão e de prisão contra os investigados.
O delegado da DERFVA, Ricardo Franco, responsável pela operação destacou que por meio das investigações foi possível identificar todos os autores diretos dos latrocínios e do roubo contra motoristas de aplicativos.
“Dois deles já haviam sido presos em março, agora cumprimos mais uma prisão temporária e realizamos buscas domiciliares com apreensões de celulares, que permitirão confirmar e esgotar todos os participantes, além de mapear a possível rede de receptadores”, explicou o delegado.
“A DERFVA reforça seu compromisso em realizar investigações técnicas e qualificadas, resultando em prisões e apreensões que desarticulam de forma efetiva essas associações criminosas”, concluiu o delegado Ricardo Franco.
Corrida Segura
O nome da operação faz referência direta ao objetivo central da investigação: garantir segurança às “corridas” realizadas pelos motoristas de aplicativo, categoria que tem sido alvo recorrente da criminalidade.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Filha de empresária assassinada em MT crítica internação de padrasto com dinheiro público
Conteúdo/ODOC – A biomédica Caroline Fernandes criticou o uso de recursos públicos para custear o tratamento psiquiátrico do padrasto, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson, acusado de matar a esposa, a empresária Gleici Keli Geraldo, e esfaquear a filha do casal, então com 7 anos. Atualmente, ele está internado em uma unidade de saúde em Cuiabá.
Em publicações feitas nas redes sociais no domingo (6), Caroline, que é filha de Gleici, classificou a situação como uma “piada de mau gosto” e voltou a questionar a condição psiquiátrica atribuída ao acusado.
“Dinheiro de cofre público sendo usado para bancar colônia de férias de criminoso é, no mínimo, piada de mau gosto. Mais de R$ 200.000,00 do Estado gastos com tratamento de alguém com uma esquizofrenia tanto quanto seletiva?”, escreveu.
As manifestações ocorreram após o advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família de Gleici, divulgar trechos de imagens das câmeras de segurança da residência onde ocorreram os ataques, em Lucas do Rio Verde (a 330 km de Cuiabá).
Gleici tinha 42 anos e foi morta com 21 golpes de faca enquanto dormia, em 24 de junho de 2025. Na mesma ocasião, a filha dela com Daniel, então com 7 anos, foi atingida por oito facadas. A criança sobreviveu e recebeu atendimento médico.
Ao comentar as gravações, Caroline citou atitudes do padrasto registradas cerca de 40 minutos antes do crime que, na avaliação dela, colocariam em dúvida a tese de que ele não tinha consciência dos próprios atos.
Entre os comportamentos mencionados estão a escolha da faca que seria utilizada no crime e uma suposta tentativa de interferir em uma câmera de segurança da residência.
“Confere o corredor para ver se as vítimas seguem dormindo; escolhe a arma do crime; lembra da existência de uma câmera de segurança e mexe nela na tentativa de desligá-la; anda em círculos tomando coragem”, afirmou.
Caroline também descreveu o momento em que, segundo ela, Daniel teria atacado a própria filha depois de matar Gleici.
“Senta na cama, acorda-a, pede desculpas, abraça e desfere 4 facadas nas costas e outras 4 no peito. E em seguida vai direto onde deixou o telefone, desbloqueia e manda mensagem para o irmão”, escreveu.
A biomédica ainda questionou o fato de Daniel, conforme relatou, ter conseguido fornecer detalhes sobre o ocorrido logo após os ataques e, posteriormente, ter alegado não se lembrar do que havia feito.
Outro ponto levantado por Caroline envolve uma suposta ameaça que teria ocorrido dois dias antes do assassinato.
Segundo a versão apresentada pela família, uma irmã de Daniel teria conversado com Gleici e, posteriormente, orientado que as facas da residência fossem escondidas.
“Se essa pessoa, inclusive, conversa com a irmã 2 dias antes do crime e ela, 1 hora após essa conversa, pede para esconder as facas de casa? Esse pressentimento ruim para mim tem outro nome…”, escreveu.
Imagens do crime
A divulgação das imagens das câmeras de segurança foi feita pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda, que também questionou publicamente a versão de que Daniel teria agido durante um surto psiquiátrico.
“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu.
Segundo o advogado, as gravações também teriam registrado conflitos entre Gleici e Daniel nos dias anteriores aos ataques, especialmente por questões financeiras. Entre os motivos das discussões estariam uma botina, uma antena Starlink e R$ 2,2 mil.
Pouso afirmou ainda que Daniel teria ameaçado matar Gleici e a filha dois dias antes do crime. Uma irmã do engenheiro teria alertado a empresária sobre a situação e recomendado que ela escondesse as facas da residência.
De acordo com o advogado, Daniel posteriormente descobriu que Gleici havia recebido o alerta e teria demonstrado irritação.
A condição mental de Daniel é alvo de discussão no processo. A defesa sustenta que o engenheiro não tinha consciência de seus atos no momento dos crimes. A conclusão sobre sua condição psiquiátrica, no entanto, é contestada pelo Ministério Público e pela família de Gleici.
Segundo Pouso, familiares de Daniel conseguiram a interdição dele após o crime. Posteriormente, o acusado teria reivindicado, durante o processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados por Gleici.
O advogado afirmou ainda que a homologação do primeiro laudo psiquiátrico foi anulada. Uma nova avaliação foi realizada posteriormente por uma junta formada por três peritos.
Caberá à Justiça decidir sobre a condição mental de Daniel e seus efeitos no processo criminal.
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