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Polícia Civil prende dois suspeitos em flagrante por roubo à residência em Sinop

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A Polícia Civil elucidou em poucas horas um roubo ocorrido na manhã de quarta-feira (24.9), no bairro Jardim Maringá I, em Sinop. A ação foi desencadeada de forma integrada entre a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) e a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

A investigação policial apurou que três indivíduos armados invadiram a residência de um casal de idosos, mantendo-os sob ameaças físicas, verbais e psicológicas por aproximadamente uma hora. As vítimas foram obrigadas a abrir o cofre da casa, de onde os criminosos subtraíram valores em espécie, joias e duas armas de fogo. Além disso, foram obrigadas a realizar transferências via pix, em cerca de R$ 20 mil reais.

Ainda no curso das diligências policiais, foi levantado que os criminosos fugiram do local levando o veículo das vítimas que, posteriormente, foi abandonado pelos criminosos e encontrado pela polícia militar.

Após esses atos investigativos iniciais, a equipe policial identificou um veículo utilizado para dar apoio aos criminosos. Durante diligências no bairro Jardim São Paulo, os investigadores abordaram um jovem, de 21 anos. Ele tentou resistir à prisão, mas acabou detido, confessando a participação e indicou o paradeiro de um comparsa.

Na sequência, foi localizado e preso outro suspeito, de 23 anos, que também admitiu envolvimento no crime. Além de confessarem, ambos apontaram outro indivíduo de participar da ação criminosa. As investigações prosseguem para identificar e prender os demais integrantes do grupo criminoso.

Os dois suspeitos presos foram conduzidos à Central de Flagrantes e permanecem à disposição da Justiça.

“A ação rápida das equipes policiais das nossas unidades foi decisiva para elucidar o caso em poucas horas, demonstrando o comprometimento no combate aos crimes patrimoniais e na garantia da segurança da população sinopense”, disse o delegado da Derf, Thiago Marques Berger.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Operação derruba esquema que suava funcionários e motoristas para desviar cargas de soja

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Zira’A, para cumprimento de ordens judiciais relacionadas a investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em furtos e desvios de cargas de soja em propriedades rurais da região oeste do estado.

Na operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, decretados pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda e de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Também foi decretado pela Justiça afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos, possibilitando a extração e análise de informações que possam contribuir para esclarecer a extensão do esquema, identificar outros envolvidos e individualizar a atuação de cada suspeito.

A investigação iniciou após o registro do furto de uma carga de soja ocorrido em julho de 2023, em uma propriedade rural localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, quando foi furtada uma carga de soja, avaliada em aproximadamente R$ 100 mil.

A análise de materiais apreendidos, oitivas e levantamentos patrimoniais revelou que os alvos da operação atuavam juntos no desvio contínuo de cargas na região.

Além da ação principal, a Polícia Civil identificou a relação de parte dos investigados com o furto de uma carga de soja em Pontes e Lacerda, o que demonstra que os fatos não se tratam de um episódio isolado.

Como funcionava o esquema

A investigação aponta que a subtração dos grãos exigia a participação alinhada do balanceiro, do classificador, do motorista e do proprietário do veículo. Juntos, eles viabilizavam a saída da soja sem o registro fiscal e contábil, permitindo o desvio da carga para recepção ilegal por terceiros.

As diligências indicaram ainda que a dinâmica criminosa não se limitava ao transporte. O esquema exigia a atuação coordenada de pessoas situadas tanto dentro da propriedade rural, responsáveis por viabilizar a pesagem, classificação e liberação irregular dos grãos, quanto fora dela, com a disponibilização dos veículos e realização do transporte das cargas desviadas.

As investigações também apontaram suspeitas de utilização de empresas e aquisição de bens para ocultação e dissimulação de valores provenientes dos crimes, circunstâncias que levaram a Polícia Civil a aprofundar a apuração não apenas sobre os furtos de cargas, mas também sobre possíveis crime de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Apreensões

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos bens pertencentes aos investigados sobre os quais recaem indícios de terem sido adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa.

A medida busca impedir a ocultação ou dissipação do patrimônio possivelmente obtido com os furtos e preservar os bens para as providências cabíveis no curso da investigação e do processo criminal.

A operação representa mais uma etapa da investigação e busca reunir novos elementos de prova sobre a atuação do grupo, identificar o destino da carga furtada, esclarecer a movimentação dos valores obtidos com os crimes e verificar a eventual participação dos investigados em outros furtos de cargas de grãos ocorridos na região.

Nome da operação

O nome “ZIRA’A” faz referência à palavra árabe associada a “agricultura” ou “cultivo”, em alusão ao objeto central da investigação: o desvio criminoso de cargas de grãos provenientes de propriedades rurais.

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