Polícia
Polícia Civil prende duas pessoas por furto de energia em Cuiabá
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A Polícia Civil realizou, na noite dessa quinta-feira (8.1), a prisão em flagrante de dois suspeitos pelo crime de furto de energia elétrica, qualificado pelo concurso de pessoas, em uma residência localizada no bairro Morada da Serra, em Cuiabá.
A ação ocorreu após a Energisa, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica, realizar o desligamento de unidades consumidoras em uma casa em razão de irregularidades constatadas.
Diante da informação de que poderia haver religação clandestina, equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf) passaram a acompanhar a situação no local.
Durante a fiscalização, foi flagrado o momento em que um dos suspeitos realizava a religação irregular da rede elétrica, utilizando ferramentas e equipamentos próprios para esse tipo de intervenção ilegal.
A prática foi imediatamente interrompida, sendo dada voz de prisão ao autor da ligação clandestina. Outro suspeito, responsável pelo imóvel, acompanhava a ação e também foi detido.
No local, foram apreendidos diversos materiais utilizados na prática criminosa, entre eles ferramentas manuais, conectores de derivação e equipamentos de segurança, os quais foram encaminhados à unidade policial para formalização do procedimento.
Os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá, onde foram autuados em flagrante delito pelo crime de furto de energia elétrica qualificado pelo concurso de pessoas, permanecendo à disposição da Justiça.
“O furto de energia, além de configurar crime, gera riscos à segurança da população, podendo ocasionar acidentes graves, incêndios e prejuízos ao sistema elétrico. A atuação integrada com a concessionária tem sido fundamental para coibir esse tipo de prática e garantir a regularidade e a segurança do fornecimento de energia à sociedade”, disse o delegado Hugo Abdon de Araújo Lima.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Polícia Civil prende dois investigados por fraudes em reformas de estofados em Cuiabá
A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (14), a Operação Tapeçaria do Crime 2. A ação cumpriu quatro ordens judiciais de prisão contra dois homens investigados por operarem um esquema de fraudes contra consumidores que contratavam serviços de reforma de móveis e estofados na capital.
A operação, coordenada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), teve como alvos dois suspeitos, de 45 e 27 anos. A Justiça decretou a prisão preventiva de ambos.
O mandado contra um dos suspeitos foi cumprido na própria unidade penitenciária onde ele já se encontra detido. O suspeito havia sido preso previamente na primeira fase da operação, realizada em abril deste ano, por suspeita de praticar fraudes idênticas.
As investigações, conduzidas no âmbito de dois inquéritos policiais, apontam o registro de ao menos 21 vítimas diretas, além de dezenas de ocorrências relatando o mesmo padrão de atuação.
Os suspeitos utilizavam uma estratégia bem estruturada de captação de clientes. Primeiro, a dupla veiculava propagandas nas redes sociais oferecendo restauração de sofás, poltronas e cadeiras com preços abaixo do mercado e prazos de entrega muito curtos.
Após o contato inicial, os suspeitos, se passando por prestadores de serviços, iam até as residências dos clientes, recolhiam os móveis e exigiam pagamento antecipado por meio de PIX ou cartão de crédito. Os serviços não eram executados e, em grande parte dos casos, os estofados não eram devolvidos. Ao serem cobrados pelas vítimas, os investigados apresentavam diversas justificativas alegando problemas operacionais ou falta de insumos, até interromperem o contato e bloquearem as vítimas.
Prejuízo financeiro
A investigação revelou um alto prejuízo financeiro e transtorno pessoal por parte das vítimas. Algumas encontraram seus móveis abandonados, desmontados e deteriorados em galpões utilizados pelos suspeitos.
Em alguns casos, as vítimas precisaram comprar novos estofados para a residência enquanto ainda quitavam as parcelas das reformas que nunca foram entregues. As investigações apontaram que o esquema afetou principalmente idosos e famílias de baixa renda, que comprometeram parcelas significativas do orçamento com a falsa reforma.
Para dificultar a fiscalização e a localização pela polícia, os suspeitos mudavam constantemente de razões sociais, endereço e divulgavam localizações falsas nas redes sociais.
Decisão judicial
Em razão da reincidência do crime e do volume de lesados, a Justiça acolheu os pedidos da Decon. Além de decretar as prisões preventivas, o Poder Judiciário de Mato Grosso proibiu expressamente os dois investigados de exercerem qualquer atividade econômica relacionada à tapeçaria, incluindo confecção, reforma, restauração e comercialização de estofados, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros.
Os investigados poderão responder pelo crime de estelionato qualificado, cuja pena pode chegar a oito anos de prisão, além de multa. A Polícia Civil segue investigando o caso, com objetivo de dimensionar o prejuízo total e identificar eventuais novas vítimas.
Operação Tapeçaria do Crime
Quando da deflagração da primeira fase da Operação, em abril de 2026, dois suspeitos foram presos. À época, também chamou a atenção da equipe de investigação da Decon o descaso apresentado pelos criminosos com as vítimas.
Canais de denúncias
A Polícia Civil orienta que vítimas de crimes contra as relações de consumo podem procurar diretamente a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na Rua General Otávio Neves, no 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, ou encaminhar denúncias pelo e-mail decon@pjc.mt.gov.br.
As vítimas também podem registrar boletins de ocorrência em qualquer delegacia da Polícia Civil, ou pela Delegacia Digital (https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/). Denúncias também podem ser encaminhadas pelo telefone 197.
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