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Polícia Civil prende em Nova Mutum homem suspeito de estuprar enteada e furtar comércios em Rondonópolis

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A Polícia Civil cumpriu, nessa quarta-feira (2.7), dois mandados de prisão em desfavor de um homem de 35 anos, suspeito de estuprar a enteada e cometer vários furtos em Rondonópolis. Ele foi localizado enquanto trabalhava em uma empresa privada, às margens da BR-163, no município de Nova Mutum.

Os mandados, expedidos pela Justiça da Comarca de Rondonópolis, referem-se a crimes distintos. O primeiro, de prisão preventiva, foi expedido pela Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, em razão da suposta prática do crime de estupro de vulnerável. O segundo, de regressão cautelar, foi expedido pela Quarta Vara Criminal, em decorrência de um processo por furto.

Primeiro mandado

No caso de estupro de vulnerável, o suspeito foi detido após ser acusado de molestar sexualmente sua enteada, uma criança de apenas 8 anos de idade, com quem convivia. Segundo o inquérito, os abusos teriam começado há cerca de seis meses, sendo o primeiro registro do fato em outubro de 2024.

Durante o interrogatório, o suspeito confessou o crime e justificou que, para ele, a menina aparentava ter mais de 13 anos em razão de seu comportamento.

Histórico de furtos

Além do crime sexual, o suspeito também responde por diversos furtos praticados contra comércios na cidade de Rondonópolis, o que motivou o segundo mandado de prisão, referente à regressão cautelar de regime.

Após ser localizado e abordado pela equipe policial, o suspeito foi cientificado das ordens judiciais e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Nova Mutum.

A ação conjunta reforça o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso no combate à criminalidade, especialmente em casos que envolvem violência sexual contra crianças, além da prática reiterada de crimes patrimoniais.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.

Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.

De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.

O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.

Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.

As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.

Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.

O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.

Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.

A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.



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