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Polícia Civil prende envolvido em furto de módulos em transportadora de Rondonópolis

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A Polícia Civil prendeu, nessa segunda-feira (3.11), um homem, de 23 anos, suspeito de furtar módulos em uma transportadora de Rondonópolis no último domingo (2).

No dia do crime, três homens invadiram uma transportadora pela janela do banheiro dos fundos do local e furtaram dois módulos de um caminhão Volvo e do motor, um módulo de um caminhão Mercedes, duas ECAs de um caminhão Scanis e dois módulos de caixa de câmbio de outro caminhão Volvo.

O crime foi registrado pelas câmeras de segurança da transportadora, que procurou a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis e repassou as imagens.

Com a denúncia, a Polícia Civil iniciou as investigações e identificou um dos suspeitos em uma motocicleta branca, que teria auxiliado no crime. Nas filmagens, também é possível ver outros dois homens entrando pela janela dos fundos e dirigindo-se ao interior da área coberta pelas câmeras.

O condutor da motocicleta branca foi identificado, localizado e encaminhado à Delegacia para prestar informações sobre o caso. Porém, a princípio, ele afirmou que trabalha como motorista de aplicativo e que apenas realizou uma corrida.

Durante as investigações, os policiais receberam informações que levaram à localização dos objetos furtados em uma residência no bairro Vila Mamed. No local, foram apreendidos os módulos levados da transportadora. Uma testemunha, moradora da casa, relatou que o quarto onde os objetos foram encontrados havia sido alugado por seu irmão a uma terceira pessoa não identificada.

Com a identificação do principal suspeito, de 23 anos, os investigadores se deslocaram até sua residência. O homem foi visto saindo em uma motocicleta Honda Fan vermelha e passou a ser acompanhado pela equipe policial até o bairro Jardim Amizade, onde tentou se esconder em uma casa. Ao perceber a presença dos policiais, o suspeito tentou fugir subindo no telhado da casa, mas foi cercado e preso.

No momento da prisão, ele danificou parcialmente seu telefone celular ao jogá-lo no chão. Questionado, o suspeito afirmou que teve a ajuda de dois comparsas vindos de outro município, que teriam retornado à cidade após o crime.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar e localizar os demais envolvidos na ação criminosa.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Saiba quem são os servidores da SES investigados por extorquir colega em mais de R$ 1,1 milhão

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Conteúdo/ODOC – Os servidores Deiwson Ortelhado e Fernanda Leite da Matta, ambos lotados no setor administrativo da Secretaria de Estado de Saúde (SES), são os principais alvos da Operação Laço Oculto, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (21).

Eles são investigados por integrar um suposto esquema de extorsão que teria causado prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma colega de trabalho.

Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), os dois teriam se aproveitado da confiança e da vulnerabilidade emocional da servidora para convencê-la de que ela e seus familiares estavam sendo ameaçados por agiotas, exigindo pagamentos sucessivos para supostamente quitar uma dívida.

O esquema teria começado em 2022, quando Deiwson pediu que a vítima emprestasse sua conta bancária alegando precisar pagar um agiota.

A partir daí, conforme a Polícia Civil, os investigados passaram a sustentar uma falsa narrativa de que a servidora também havia se tornado alvo dos criminosos.

De acordo com a apuração, Fernanda reforçava a versão, afirmando viver a mesma situação e dizendo que intermediava negociações para impedir ataques contra as famílias das duas.

Enquanto isso, novas cobranças eram feitas sob o argumento de que a dívida aumentava constantemente por causa dos juros.

Dominada pelo medo, a vítima realizou diversas transferências entre 2022 e 2025. Para atender às exigências, ela contraiu empréstimos, utilizou limite de cartões de crédito, resgatou recursos da previdência privada e empregou dinheiro reservado para construir a própria casa e garantir o futuro dos filhos.

Ainda segundo a investigação, a servidora também foi convencida a financiar, em seu nome, uma caminhonete destinada ao marido de Fernanda, permanecendo responsável pelo pagamento das parcelas.

O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da esposa, descobriu as transferências e impediu que ela continuasse mantendo contato com a investigada. Em seguida, o caso foi denunciado à Polícia Civil.

A quebra do sigilo bancário confirmou que a vítima transferiu R$ 1.132.680 diretamente para a conta de Fernanda.

A análise financeira ainda apontou que parte dos valores foi repassada a outras pessoas ligadas ao grupo investigado.

Os investigadores também identificaram movimentações incompatíveis com a renda dos suspeitos, intensa circulação de dinheiro, milhares de saques em espécie e indícios de ocultação de patrimônio por meio de terceiros, o que pode configurar lavagem de dinheiro.

A Operação

Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em imóveis, uma ordem de busca e apreensão de veículo, cinco mandados de sequestro de bens e três determinações de bloqueio de ativos financeiros. As medidas podem alcançar mais de R$ 3,3 milhões.

As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá e Várzea Grande e têm como alvos servidores da Secretaria de Estado de Saúde, um policial militar e outras pessoas ligadas ao fluxo financeiro identificado durante as investigações.

A SES informou que colaborou com os trabalhos da Polícia Civil. Já a Corregedoria da Polícia Militar acompanha o cumprimento das medidas relacionadas ao policial investigado.

Segundo a Polícia Civil, a Operação Laço Oculto busca recuperar os valores obtidos por meio da suposta extorsão, além de apreender documentos e equipamentos eletrônicos que possam esclarecer a participação de cada investigado e subsidiar a apuração de possíveis crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro.

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