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Polícia Civil prende suspeito e recupera arma de policial furtada após acidente de trânsito

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A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande recuperou, nesse sábado (13.9), a arma de um policial militar, de 32 anos, que havia sido furtada enquanto ele estava desacordado após sofrer um acidente de trânsito.

O acidente aconteceu na madrugada da sexta-feira (12.9), quando o policial trafegava no Bairro Santa Isabel, em Várzea Grande, e, ao passar por um quebra-molas, se desequilibrou e caiu no chão.

Com a queda, o militar bateu a cabeça e ficou desacordado. Ele estava portando uma arma de fogo do tipo pistola e um carregador contendo 17 munições, pertencentes à Polícia Militar, e uma pessoa os furtou de sua cintura, deixando o coldre e o celular da vítima.

Essa pessoa ainda retornou ao local após o furto e ficou presente até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Imagens de câmera de segurança flagraram a cena.

Ainda na sexta-feira, a Derf de Várzea Grande foi acionada e deu início às buscas pelo suspeito. Primeiro, o veículo que ele utilizava quando parou no local do acidente foi identificado, um Honda Civic. Por meio da placa, os policiais conseguiram identificar o nome da proprietária e o endereço e foram até o local.

Os policiais foram informados sobre quem estava com o veículo no dia do acidente e levados até o suspeito, de 22 anos, que entregou o local em que havia escondido a arma do policial, em uma mata em frente à casa dele, enterrada e enrolada em uma sacola e pano.

O homem foi preso, autuado por furto e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e a arma e o veículo apreendidos.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.

Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.

De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.

O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.

Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.

As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.

Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.

O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.

Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.

A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.



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