Polícia
Polícia Militar oficializa passagem de comando da Força Tática de Cuiabá
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A Polícia Militar de Mato Grosso oficializou, nesta sexta-feira (5.12), a passagem de comando da 20ª Companhia Independente de Força Tática do 1º Comando Regional de Cuiabá. A solenidade ocorreu na sede da unidade, no bairro Morada da Serra. Na ocasião, a tenente-coronel Valéria Fleck assumiu o comando da FT no lugar da tenente-coronel Susane Tamanho, que irá para reserva remunerada, após quase 26 anos de carreira à Polícia Militar.
Em seu discurso de despedida, a tenente-coronel Susane agradeceu todos os policiais militares da unidade pelo empenho, profissionalismo e companheirismo, nesses pouco mais de três anos à frente da Força Tática de Cuiabá. Além disso, ela também parabenizou a tenente-coronel Fleck, destacando ser mais uma mulher comandante na Polícia Militar.
“Com o coração transbordando de emoção e gratidão, me sinto honrada em encerrar minhas atividades nesta unidade de patrulhamento tático onde construí amizades sólidas e conheci profissionais inigualáveis. A FT de Cuiabá é uma família. Continuem honrando essa farda com a mesma dedicação e amor que eu também tive. Fico orgulhosa de entregar esse comando para uma policial militar. Desejo muito sucesso a nova comandante e que sua liderança seja inspiradora”, comandou a tenente-coronel Susane.
Da esquerda à direita, tenente-coronel Susane, o comandante do 1º Comando Regional de Cuiabá, coronel Lima Júnior e a tenente-coronel Fleck
O subchefe do Estado Maior, coronel Anderson Luiz do Prado destacou o profissionalismo da tenente-coronel Susane, durante esses longos anos de carreira, apontando que, durante o seu comando, houve a redução da criminalidade na Baixada Cuiabana.
“É importante destacar que tais resultados não representam conquistas individuais, mas o reflexo direto da correta aplicação doutrinária da Força Tática, do emprego responsável dos recursos disponíveis e do compromisso permanente com a proteção da sociedade mato-grossense. Que sua passagem para a reserva se dê com a tranquilidade de quem cumpriu suas obrigações com responsabilidade, profissionalismo e respeito à instituição”, comentou o coronel Anderson Luiz do Prado.
Natural de Barra do Garças, a tenente-coronel Fleck ingressou às carreiras militares em 2004. A militar é bacharel em Segurança Pública pela Academia de Polícia Militar Costa Verde, bacharel em Direito e mestranda pela Universidade de Lisboa, em Direito Internacional Público. Além disso, possui cursos: de Capacitação FT, Especialização em Controle de Distúrbios Civis pela PMSP, Multiplicador de Procedimento Operacional Padrão, entre outros.
A solenidade também foi marcada pela inauguração do Centro de Instrução, que leva o nome do 1º tenente da reserva remunerada Carlos Alberto Lopes dos Reis, que faleceu em 2019, a entrega dos novos vestiários e a revitalização da quadra poliesportiva, com investimento de R$ 1,5 milhão.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Operação derruba esquema que suava funcionários e motoristas para desviar cargas de soja
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Zira’A, para cumprimento de ordens judiciais relacionadas a investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em furtos e desvios de cargas de soja em propriedades rurais da região oeste do estado.
Na operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, decretados pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda e de Vila Bela da Santíssima Trindade.
Também foi decretado pela Justiça afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos, possibilitando a extração e análise de informações que possam contribuir para esclarecer a extensão do esquema, identificar outros envolvidos e individualizar a atuação de cada suspeito.
A investigação iniciou após o registro do furto de uma carga de soja ocorrido em julho de 2023, em uma propriedade rural localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, quando foi furtada uma carga de soja, avaliada em aproximadamente R$ 100 mil.
A análise de materiais apreendidos, oitivas e levantamentos patrimoniais revelou que os alvos da operação atuavam juntos no desvio contínuo de cargas na região.
Além da ação principal, a Polícia Civil identificou a relação de parte dos investigados com o furto de uma carga de soja em Pontes e Lacerda, o que demonstra que os fatos não se tratam de um episódio isolado.
Como funcionava o esquema
A investigação aponta que a subtração dos grãos exigia a participação alinhada do balanceiro, do classificador, do motorista e do proprietário do veículo. Juntos, eles viabilizavam a saída da soja sem o registro fiscal e contábil, permitindo o desvio da carga para recepção ilegal por terceiros.
As diligências indicaram ainda que a dinâmica criminosa não se limitava ao transporte. O esquema exigia a atuação coordenada de pessoas situadas tanto dentro da propriedade rural, responsáveis por viabilizar a pesagem, classificação e liberação irregular dos grãos, quanto fora dela, com a disponibilização dos veículos e realização do transporte das cargas desviadas.
As investigações também apontaram suspeitas de utilização de empresas e aquisição de bens para ocultação e dissimulação de valores provenientes dos crimes, circunstâncias que levaram a Polícia Civil a aprofundar a apuração não apenas sobre os furtos de cargas, mas também sobre possíveis crime de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Apreensões
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos bens pertencentes aos investigados sobre os quais recaem indícios de terem sido adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa.
A medida busca impedir a ocultação ou dissipação do patrimônio possivelmente obtido com os furtos e preservar os bens para as providências cabíveis no curso da investigação e do processo criminal.
A operação representa mais uma etapa da investigação e busca reunir novos elementos de prova sobre a atuação do grupo, identificar o destino da carga furtada, esclarecer a movimentação dos valores obtidos com os crimes e verificar a eventual participação dos investigados em outros furtos de cargas de grãos ocorridos na região.
Nome da operação
O nome “ZIRA’A” faz referência à palavra árabe associada a “agricultura” ou “cultivo”, em alusão ao objeto central da investigação: o desvio criminoso de cargas de grãos provenientes de propriedades rurais.
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