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Polícia Militar realiza 1.423 operações e ações policiais em todo o Estado em 2025

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A Polícia Militar de Mato Grosso realizou 1.423 operações e ações de policiamento ostensivo, em todo o Estado, no ano de 2025. O número já supera em 20,2% o total de ações realizadas em todo o ano de 2024, quando 1.184 operações foram desempenhadas pela corporação.

Os números foram divulgados pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística da Polícia Militar (Spoe-PMMT) e abrangem todos os registros de operações realizados em todos os 142 municípios de Mato Grosso.

O coronel Anderson Luiz do Prado, subchefe de Estado-Maior Geral da PMMT, unidade responsável pelo alinhamento operacional dos Comandos Regionais da PM, destaca que o aumento do número de operações se deu em decorrência da maior integração entre as unidades militares e instituições parceiras. O coronel ainda ressalta as grandes operações de eventos realizadas neste ano pela corporação.

“Todas as operações são pensadas com a finalidade de garantir a ordem pública e a segurança da população, sempre levamos em conta os fatos de índices criminais e registros da ocorrência para estabelecermos um padrão de ostensividade e repressão de crimes, com prisões em flagrante e apreensões de conteúdos ilícitos. Também temos as operações focadas exclusivamente na proteção do cidadão, como as grandes eventos, por exemplo, onde a presença da PM inibe qualquer tentativa de delito”, enfatiza o coronel.

Policiamento ostensivo e repressivo

Desde a implantação do Programa Tolerância Zero pelo Governo do Estado, em novembro de 2024, a Polícia Militar manteve durante todo o ano de 2025 a operação com o mesmo nome para fortalecer policiamento ostensivo e repressivo em todas as regiões de Mato Grosso.

A operação ocorre com a intensificação de abordagens, buscas e checagens, com foco na prisão em flagrante de criminosos e retirada de circulação de entorpecentes, armas e outros materiais ilícitos. A operação também conta com as fases “Força Total”, em todo o Estado, e com a “Resposta Imediata”, que acontece atualmente na cidade de Cáceres como foco na repressão às facções criminosas.

Aproximação com a sociedade

Promovendo a aproximação com a população, a Polícia Militar implementou desde o mês de junho a Operação Centro Seguro, também realizada em todo o Estado. A operação tem como foco o policiamento ostensivo a pé, nos grandes centros comerciais, garantindo a ordem pública e coibindo roubos e assaltos em épocas de pagamento de salários e de grande movimentação de pessoas. Atualmente, a operação acontece na fase “Final de Ano”, com reforço do efetivo nas ruas.


Grandes eventos

Em 2025, Cuiabá tornou-se palco de grandes eventos nacionais e internacionais, contando com uma estrutura de segurança adequada por parte da Polícia Militar para a garantia da ordem pública.

Em outubro, mais de 900 policiais militares garantiram a segurança do público que prestigiou o show histórico da banda de rock Guns ‘n Roses, que aconteceu na Arena Pantanal. A operação da Polícia Militar de Mato Grosso foi a maior ação de segurança que ocorreu entre todos os shows da turnê da banda que aconteceu na mesma época.

No mês seguinte, em novembro, mais de 670 policiais fizeram a segurança das provas da Stock Car, que aconteceram na inauguração do Autódromo Internacional do Parque Novo Mato Grosso, na Capital.


Além disso, anualmente as forças de segurança realizam policiamento em eventos como a Corrida de Reis e Expoagro, em Cuiabá, e no Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães. As ações ocorrem com reforço de efetivo das cidades e policiamento de unidades especializadas da Capital e do interior do Estado.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, pontua que a presença da PM traz maior sensação de segurança para a população, fazendo com que trabalho dos policiais militares tenha mais efetividade em sua execução.

“Além de toda a presença física, com nossos homens e mulheres vindos de todas as regiões para esses eventos, também temos toda nossa tecnologia de armamentos e equipamentos que o Governo do Estado nos investe e que fazem com que nosso trabalho seja bem desempenhado. A população já espera e confia no nosso trabalho e nos nossos resultados e isso nos orgulha muito, de saber que estamos entregando segurança pública de qualidade para todos os nossos cidadãos, em todas as circunstâncias de operações e policiamento”, afirma o coronel Fernando.

Fonte: PM MT – MT

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Saiba quem são os servidores da SES investigados por extorquir colega em mais de R$ 1,1 milhão

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Conteúdo/ODOC – Os servidores Deiwson Ortelhado e Fernanda Leite da Matta, ambos lotados no setor administrativo da Secretaria de Estado de Saúde (SES), são os principais alvos da Operação Laço Oculto, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (21).

Eles são investigados por integrar um suposto esquema de extorsão que teria causado prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma colega de trabalho.

Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), os dois teriam se aproveitado da confiança e da vulnerabilidade emocional da servidora para convencê-la de que ela e seus familiares estavam sendo ameaçados por agiotas, exigindo pagamentos sucessivos para supostamente quitar uma dívida.

O esquema teria começado em 2022, quando Deiwson pediu que a vítima emprestasse sua conta bancária alegando precisar pagar um agiota.

A partir daí, conforme a Polícia Civil, os investigados passaram a sustentar uma falsa narrativa de que a servidora também havia se tornado alvo dos criminosos.

De acordo com a apuração, Fernanda reforçava a versão, afirmando viver a mesma situação e dizendo que intermediava negociações para impedir ataques contra as famílias das duas.

Enquanto isso, novas cobranças eram feitas sob o argumento de que a dívida aumentava constantemente por causa dos juros.

Dominada pelo medo, a vítima realizou diversas transferências entre 2022 e 2025. Para atender às exigências, ela contraiu empréstimos, utilizou limite de cartões de crédito, resgatou recursos da previdência privada e empregou dinheiro reservado para construir a própria casa e garantir o futuro dos filhos.

Ainda segundo a investigação, a servidora também foi convencida a financiar, em seu nome, uma caminhonete destinada ao marido de Fernanda, permanecendo responsável pelo pagamento das parcelas.

O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da esposa, descobriu as transferências e impediu que ela continuasse mantendo contato com a investigada. Em seguida, o caso foi denunciado à Polícia Civil.

A quebra do sigilo bancário confirmou que a vítima transferiu R$ 1.132.680 diretamente para a conta de Fernanda.

A análise financeira ainda apontou que parte dos valores foi repassada a outras pessoas ligadas ao grupo investigado.

Os investigadores também identificaram movimentações incompatíveis com a renda dos suspeitos, intensa circulação de dinheiro, milhares de saques em espécie e indícios de ocultação de patrimônio por meio de terceiros, o que pode configurar lavagem de dinheiro.

A Operação

Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em imóveis, uma ordem de busca e apreensão de veículo, cinco mandados de sequestro de bens e três determinações de bloqueio de ativos financeiros. As medidas podem alcançar mais de R$ 3,3 milhões.

As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá e Várzea Grande e têm como alvos servidores da Secretaria de Estado de Saúde, um policial militar e outras pessoas ligadas ao fluxo financeiro identificado durante as investigações.

A SES informou que colaborou com os trabalhos da Polícia Civil. Já a Corregedoria da Polícia Militar acompanha o cumprimento das medidas relacionadas ao policial investigado.

Segundo a Polícia Civil, a Operação Laço Oculto busca recuperar os valores obtidos por meio da suposta extorsão, além de apreender documentos e equipamentos eletrônicos que possam esclarecer a participação de cada investigado e subsidiar a apuração de possíveis crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro.

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