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Polícia procura dono de fazenda onde adolescente foi morto com tiro e facadas

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Conteúdo/ODOC – O adolescente Willian Henrique da Silva, de 17 anos, foi encontrado morto e com o corpo completamente carbonizado na segunda-feira (27), em uma fazenda na comunidade Suvacão, em Vila Bela da Santíssima Trindade (522 km de Cuiabá).

A Polícia Civil apurou que a vítima foi executada com um tiro na cabeça e golpes de faca antes de o corpo ser incendiado. Um suspeito foi preso e o dono da propriedade, apontado como participante do crime, está foragido. Ele foi identificado como Djalma Aparecido de Azambuja Filho, de 29 anos.

Segundo a investigação, Willian foi visto pela última vez no sábado (25), quando saiu na companhia de dois homens. Eles teriam convidado o adolescente para beber e pescar jacarés em uma fazenda da região.

Durante as diligências, a Polícia Civil localizou um dos suspeitos, de 44 anos, em uma festa. Com ele, os agentes apreenderam uma faca com vestígios de sangue.

Em depoimento, o homem afirmou que esteve na fazenda com a vítima e o proprietário do local, mas alegou que deixou os dois sozinhos antes de ir embora.

Com base nas informações reunidas ao longo da investigação, os policiais encontraram o corpo nos fundos da propriedade. A suspeita é de que os criminosos tenham usado pneus para incendiar o cadáver na tentativa de destruir provas e dificultar a identificação da dinâmica do homicídio.

A Polícia Civil segue investigando a motivação do crime e realiza buscas para localizar o proprietário da fazenda, que permanece foragido.

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Queda de avião em MT matou brasileiro e 2 paraguaios; PC apura tráfico internacional de drogas

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As investigações da Polícia Civil sobre a queda de uma aeronave, ocorrida em 10 de setembro, na zona rural de Água Boa, apontam para a possível utilização do avião no tráfico internacional de drogas. O acidente matou três pessoas.

Entre os ocupantes estavam um brasileiro, que teria adquirido a aeronave há cerca de quatro meses, e dois paraguaios. A investigação apura a origem e o destino do voo, além das circunstâncias que podem indicar o envolvimento da aeronave com o transporte de drogas.

As diligências da Delegacia de Água Boa identificaram a aeronave como um Cessna 402. O avião havia sido apreendido anos atrás em um processo criminal relacionado ao tráfico de drogas e, posteriormente, vendido em leilão público pela Justiça.

Cerca de quatro meses antes do acidente, a aeronave foi adquirida pelo novo proprietário, que, segundo a investigação, tinha conhecimento de que o avião não estava habilitado para operar no Brasil. A aeronave também não havia passado pelo processo de nacionalização, não possuía matrícula brasileira nem certificado de aeronavegabilidade.

Identificação dos ocupantes

O trabalho policial identificou os três ocupantes como um brasileiro e dois paraguaios. A partir da reconstituição do itinerário e da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque, os agentes chegaram aos familiares, que auxiliaram no reconhecimento das vítimas.

A Polícia Civil ressalta, no entanto, que a identificação definitiva depende da conclusão dos exames periciais realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Rota internacional

As diligências indicam que a aeronave decolou de Goiânia sem autorização, documentação regular ou plano de voo aprovado. A análise do itinerário aponta como provável rota o deslocamento para países vizinhos, com possível destino à Venezuela. A hipótese foi reforçada por familiares dos passageiros, que relataram aos investigadores que um dos ocupantes havia informado que seguiria para o país.

Indícios de atividade ilícita

A análise dos elementos reunidos até o momento sustenta a hipótese de que a aeronave seria novamente utilizada em atividade ilícita, possivelmente relacionada ao tráfico internacional de drogas.

Entre os pontos analisados estão as circunstâncias da aquisição do avião e a forma de pagamento, que ainda são apuradas pela investigação.

Levantamento  aponta que a aeronave teria sido adquirida por valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira não seria compatível com a negociação. O pagamento teria sido feito parte em dinheiro e parte com um veículo de alto valor.
O veículo usado na negociação já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas. Além disso, um dos ocupantes tinha pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional.

Outro ponto considerado pela investigação é a decolagem sem documentação válida, autorização de voo ou plano de voo aprovado, circunstâncias que reforçam a hipótese de uma operação clandestina.

As investigações estão em fase final e aguardam a conclusão dos laudos periciais, especialmente aqueles relacionados à identificação técnica das vítimas. A Polícia Civil continua reunindo e analisando os elementos necessários para o completo esclarecimento dos fatos e das circunstâncias que envolveram o voo.

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