Polícia
Suspeito de assassinar mulher encontrada carbonizada em VG é preso uma semana após o crime
Polícia
Gabryel Junio de Almeida Dirceu, de 20 anos, apontado como autor da morte de Josivany Borges de Amorim Rodrigues, de 45 anos, encontrada carbonizada durante um combate a um incêndio em um terreno baldio em Várzea Grande, foi preso nesta segunda-feira (8), uma semana após o crime.
Ele chegou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por volta das 17 horas. Afirmou que conheceu a vítima em uma “boca de fumo” naquela noite e a chamou para consumir entorpecentes.
No trajeto até o local que queria levá-la, houve desentendimento e ele a empurrou para o matagal, onde desferiu vários golpes com pedras na cabeça da vítima. Após o feminicídio, Gabryel queimou o corpo com gasolina que comprou em um posto horas depois.
Gabryel foi localizado no bairro Dom Aquino e encaminhado à Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) do município. Ele deve ser ouvido ainda nesta segunda-feira e ficará à disposição da Justiça.
Imagens de câmeras de segurança instaladas em uma via pública ajudaram a identificar e localizar Gabryel. Nas gravações, ele aparece por volta das 6h20 caminhando pela rua com roupas cinzas, boné escuro e carregando um galão de combustível nas mãos.

As investigações apontam que Josivany teria sido ameaçada pelo suspeito dias antes de ser morta, próximo à região onde os bombeiros encontraram o corpo.
Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que a vítima é empurrada em um carro por um homem, durante a madrugada.
Além disso, vizinhos da vítima disseram à polícia que ela foi vista pela última vez no sábado (30) e que havia terminado o casamento há cerca de um ano.
Durante coletiva, o suspeito afirmou que não conhecia a vítima. O caso segue em investigação.
Josivany Borges de Amorim Rodrigues foi encontrada morta na manhã do dia 1º de junho em uma área de mata no bairro Centro Sul, em Várzea Grande.
Polícia
Gaeco prende dois faccionados do CV por coordenar crimes dentro de presídio em MT
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Salve Geral para desarticular a atuação de integrantes da facção criminosa Comando Vermelho que exerciam a função de “disciplina”.
Os investigados são apontados como responsáveis por coordenar e determinar a prática de crimes tanto no interior da Penitenciária Regional Osvaldo Florentino Leite Ferreira, conhecida como “Ferrugem”, quanto em diferentes regiões do município de Sinop.
As investigações apontam que os alvos ocupavam posições relevantes na estrutura da organização criminosa, sendo responsáveis por ordenar e executar ações voltadas à manutenção do poder da facção. Entre os crimes investigados estão tortura, extorsão, latrocínio e tráfico de drogas, além de outras infrações praticadas em benefício do grupo criminoso.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão contra os principais investigados. Durante a operação, as equipes apreenderam entorpecentes, munições, aparelhos celulares e outros materiais de interesse para a investigação. Os itens serão submetidos à perícia e utilizados no aprofundamento das apurações, podendo contribuir para a identificação de outros envolvidos.
As ordens judiciais foram cumpridas em diferentes endereços de Sinop e também no interior da Penitenciária Regional “Ferrugem”. A ação reforça o enfrentamento à criminalidade organizada, especialmente à atuação de lideranças criminosas que continuam exercendo influência mesmo durante o cumprimento de pena.
A operação contou com a atuação integrada do Gaeco, com apoio do 3º Comando Regional da Polícia Militar, do 11º Batalhão da Polícia Militar, por meio das equipes do GAP e do Raio, da 26ª Companhia Independente de Força Tática, do Serviço de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal, de policiais penais de Sinop, da Polícia Civil e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, não sendo descartadas novas medidas investigativas e judiciais.
O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
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