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Botelho visita Escola Espírita Maria de Nazaré e reforça apoio à educação e projetos sociais

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Na última sexta-feira (31) o deputado estadual Eduardo Botelho (União) visitou a Escola Espírita Maria de Nazaré, anexa à Sociedade Espírita Eurípedes Barsanulfo, em Várzea Grande. A instituição é reconhecida pelo trabalho educacional e social que desenvolve há anos, formando crianças e adolescentes com base em princípios morais, éticos e cristãos.

Botelho, que já destinou emenda parlamentar de R$ 50.000 para a compra de móveis e equipamentos da cozinha, fundamentais para o funcionamento da instituição. Visitou a unidade para avaliar novas demandas, especialmente voltadas à melhoria da estrutura física e aquisição de materiais didáticos e culturais.

Durante a visita, Botelho destacou a importância do trabalho realizado pela escola, que atende mais de 400 alunos com foco na formação integral e na construção de valores que contribuem para uma sociedade mais justa e solidária. “São mais de 400 crianças atendidas aqui, preparadas para o futuro, para serem bons cidadãos, cristãos e fazerem um bom trabalho pela sociedade, longe do crime. É um trabalho excepcional e exemplar. Já destinamos recursos para a construção da cozinha e queremos continuar ajudando, porque investir na educação é preparar o futuro da nossa sociedade”, afirmou o deputado.

O dirigente da Obra Social da Sociedade Espírita Eurípedes Barsanulfo, Marcos Roberto de Oliveira, ressaltou o alcance das ações desenvolvidas pela instituição. “Atendemos toda Várzea Grande, nossos trabalhos chegam a vários pontos da cidade. Costumo dizer que somos como uma teia de aranha: vamos onde não há o Cristo, para levar o Cristo a todo lugar”, destacou.

De acordo com a diretora Marli Dejandira Siisstrunk, a escola atende atualmente crianças e adolescentes de 4 a 14 anos, nas etapas da Educação Infantil e Ensino Fundamental I, e está em processo de implantação do Ensino Médio. “Trabalhamos com todos os conteúdos formais aliados ao conteúdo moral. Somos uma escola cristã, espírita, que busca desenvolver o amor ao próximo, o maior ensinamento do Mestre Jesus. Acreditamos que o aluno transformado de hoje é o cidadão melhor de amanhã”, enfatizou a diretora.

A unidade atende estudantes de cerca de 20 bairros da região, entre eles Capão Grande, Sousa Lima, Praia Grande e Mário Andreazza, em Várzea Grande. A escola também acolhe crianças com deficiência e transtornos de aprendizagem, em um trabalho que alia amor, paciência e dedicação. “Temos alunos autistas com laudo e outros em investigação, além de diversas crianças com dificuldades de aprendizado. Cada uma é atendida com carinho e respeito às suas particularidades”, completou a diretora.

“Com o início do ano letivo se aproximando, precisamos reforçar o material didático e apoiar os projetos culturais e artísticos, como a exemplo do Projeto Alquimia. O custo é alto, mas fazemos o possível para manter viva a arte e a criatividade das nossas crianças”, acrescentou.

Ela explicou que, além das atividades educacionais e culturais, a escola também realiza ações assistenciais voltadas às famílias dos alunos, como a distribuição de cestas básicas para mães em situação de vulnerabilidade.

Ao final da visita, Eduardo Botelho reafirmou seu compromisso com a educação e com os projetos sociais que transformam vidas em Mato Grosso. “Precisamos fortalecer parcerias entre o poder público e instituições como esta, que fazem um trabalho sério, de amor e dedicação. É assim que construiremos um futuro melhor para nossas crianças e para o nosso Estado”, concluiu o parlamentar.

Projeto Alquimia – Entre as iniciativas desenvolvidas pela escola, o Projeto Alquimia se destaca por oferecer 12 atividades extracurriculares, incluindo balé, teatro, coral, percussão, violino, teclado, judô, siriri, inglês, informática, entre outras atividades. O projeto envolve todos os alunos e culmina em uma grande apresentação no dia 16 de dezembro, reunindo familiares e comunidade.

Fonte: ALMT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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