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Projeto de Thiago Silva realiza palestras sobre valorização da vida e prevenção ao suicídio nas escolas

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O deputado estadual Thiago Silva (MDB) lançou o projeto “Valorize a Vida – Setembro Amarelo nas Escolas”, que promoverá palestras de conscientização sobre prevenção à depressão e ao suicídio em unidades de ensino de Rondonópolis e da região sudeste. A iniciativa será realizada ao longo do mês de setembro, com recursos garantidos por emenda parlamentar.

De acordo com o parlamentar, este é um projeto foi idealizado no período de pós-pandemia, e tem o foco em cuidar do futuro das crianças e jovens. “Quando se fala de saúde mental, se fala de vida, e vida é o nosso bem mais precioso! Temos trabalhado na Assembleia Legislativa ações que visam garantir um futuro mais seguro e digno aos nossos jovens, e o projeto Valorize a Vida vem de encontro com a atual demanda dos nossos alunos e servidores, principalmente sobre temas que tratam da saúde mental no ambiente escolar”, disse o deputado ao relembrar a importância da data 10 de setembro, Dia Mundial de Combate ao Suicídio.

O projeto conta com o apoio de um dos mais renomados palestrantes sobre o tema no país, Bruno Assumpção, que realizou mais de nove mil palestras e percorreu 17 Estados do Brasil realizando o trabalho nas instituições de educação.

“Quem articulou esse projeto de forma pioneira no país foi o deputado Thiago, e agradeço por acreditar nesse trabalho especial para a nossa juventude. O Thiago foi o primeiro deputado do Brasil a realizar essa parceria para que possamos palestrar para os jovens sobre a valorização da vida e sou grato por acreditar em nosso trabalho”, disse Bruno.

Assumpção palestra aos estudantes de forma interativa e trata sobre temas como o combate à depressão, suicídio, bullying, respeito aos familiares, entre outros assuntos atuais que são de interesse da comunidade escolar.

“A cada 45 minutos uma pessoa tira a sua própria vida no Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Aquele amigo seu bacana de sala de aula, às vezes dentro dela, no sentimento dela, ela tem um buraco emocional tão grande, que as pessoas só olham para ela, infelizmente, quando ela amanhece com uma corda no pescoço. E aí todo mundo quer parar o que está fazendo para falar sobre suicídio, infelizmente é assim”, ensina Bruno.

A estudante Ana Beatriz participou da palestra e elogiou a ação realizada na sala de aula durante o Setembro Amarelo. “A parte da palestra que mais gostei foi quando eles disseram, tudo é fase e passa. Eu vou lembrar disso”, disse a estudante Ana Beatriz.

O deputado destaca sua luta em prol dos estudantes. “Acredito que a principal ferramenta de transformação social na vida de um jovem é a educação. Com este projeto estamos investindo em pessoas: o asfalto acaba se deteriorando, a parede acaba caindo, mas investir nos nossos alunos é a garantia de um futuro mais seguro. Por isso estamos promovendo palestras sobre a valorização da vida, e pensando na saúde mental e bem-estar social de toda a comunidade escolar”, afirmou o parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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