Várzea Grande
Prefeita se une a alunos e empresas para recuperar área na região do Paula I
Várzea Grande
Programa permite a revitalização de áreas abandonadas, promove educação ambiental e cria espaços de convivência que beneficiam toda população
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), participou de mais uma edição do programa “Adote um Espaço”, nesta sexta-feira (27), realizada às margens do Córrego das Traíras no bairro Jardim Paula I. A ação é promovida pela Prefeitura em parceria com o Ministério Público e instituições privadas.
A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Honorato Pedroso de Barros’ é a parceira desta edição. A prefeita destacou a importância desses relacionamentos que unem Poder Público e iniciativa privada. “O ‘Adote um Espaço’ é um exemplo de como a parceria entre diferentes setores da sociedade pode transformar nossa cidade. Estamos revitalizando áreas abandonadas, promovendo educação ambiental e criando espaços de convivência que beneficiam toda a população. Além disso, também promovemos a educação ambiental com nossas crianças e s ensinamos a cuidar do nosso meio ambiente com iniciativa simples, que podem ser adotadas como rotina no cotidiano”, afirmou Moretti.
A coordenadora de Gestão da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Cintia Serrano, o projeto de revitalização será feito entre todos os parceiros. “Todos juntos iremos transformar áreas em locais atrativos, e junto com a comunidade, vamos coibir o surgimento de bolsão de lixo em espaços recuperados”.
A diretora da unidade de ensino, Marilene Maria da Silva, conta que 60 alunos estarão participando do projeto. “Nossa comunidade escolar está entusiasmada, pois é um projeto muito bonito e didático. Sabemos o quão importante é preservarmos o meio ambiente. A ação envolve a sociedade em uma causa comum e reforça a importância de um meio ambiente saudável para as futuras gerações que são nossas crianças”, declarou Silva.
O proprietário da empresa Cloro Mato Grosso, José Carlos Müller, destaca que a responsabilidade de cuidar do meio ambiente é de todos. “Fico feliz e honrado em fazer parte deste projeto. O empresário, o morador, o poder público, todos nós temos uma grande responsabilidade de cuidar do nosso meio ambiente. Parabenizo a Prefeitura e a todos envolvidos no projeto”, conta.
A aluna do 4° ano da escola Honorato, Sophia Alexia, de 9 anos, relata que aprendeu como preservar o meio ambiente, principalmente, sobre o descarte ideal de lixo. “Hoje foi um dia especial, pois aprendi bastante sobre formas de cuidar do meio ambiente. Aprendi que não devemos jogar lixo no chão, pois também pode prejudicar nossos rios”, declara.
A ação já sendo realizada na EMEB ‘João Ponce de Arruda’, no distrito de Passagem da Conceição.
Os próximos bairros contemplados pelo ‘Adote um Espaço’, são o Parque do Lago, Jardim Aeroporto e Santa Isabel.
Várzea Grande
Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT
A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.
Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.
Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.
“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.
Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.
“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.
Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.
A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.
Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.
Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.
” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.
Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.
etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas
Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.
A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT
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