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Michelly Alencar defende permanência da Santa Casa em Cuiabá e dá voz a pacientes na tribuna

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Débora Inácio – Assessoria da vereadora Michelly Alencar

A vereadora Michelly Alencar utilizou a Tribuna Livre da Câmara Municipal de Cuiabá, nesta semana, para reforçar a importância da Santa Casa de Misericórdia para a saúde pública de Cuiabá e de todo o Estado. Durante sua fala, ela convidou a senhora Elaine Aparecida Marques da Silva para compartilhar seu relato sobre o impacto positivo dos atendimentos recebidos na unidade hospitalar e alertar sobre as consequências de um possível fechamento da instituição.

“Hoje eu trouxe a Elaine e o João, que foram pacientes da Santa Casa durante muito tempo e acompanhados pelos profissionais de lá. Eles personificam a importância de manter a Santa Casa aberta. Muitas vezes, quando falamos sobre o impacto do fechamento, não conseguimos visualizar os rostos das pessoas que dependem desses atendimentos. O João é uma dessas pessoas: se não fosse a Santa Casa e o trabalho daqueles profissionais, talvez nem estivesse aqui hoje. Isso é muito sério e precisa ser tratado com sensibilidade”, ressaltou a vereadora.

Em seu depoimento, Elaine narrou como a Santa Casa foi essencial no acompanhamento do filho, diagnosticado ainda na gestação com problemas renais que exigiam o acompanhamento de um néfropediatra.

“Quando descobrimos, ficamos completamente perdidos. Não havia médicos especializados em Cuiabá, e só encontramos acolhimento graças a um projeto da Santa Casa. Durante 12 meses, meu filho foi atendido gratuitamente. Depois, a unidade consolidou o setor de nefropediatria, e passamos a fazer todo o acompanhamento lá. É o único lugar em todo o Estado que oferece esse tipo de atendimento multidisciplinar a crianças com doenças renais. Se a Santa Casa fechar, não será só Cuiabá que ficará desassistida, mas também todas as crianças de Mato Grosso que dependem desses serviços”, destacou Elaine.

A vereadora Michelly Alencar reforçou que a Santa Casa é parte da história de Cuiabá e não pode ser deixada para trás. “São 208 anos de serviços prestados e vidas salvas. Os profissionais que ali atuam fazem muito mais do que cumprir uma jornada de trabalho: eles se dedicam de coração à causa. Cuiabá sem a Santa Casa é algo que simplesmente não podemos imaginar. É hora de unirmos forças para garantir que ela permaneça aberta, funcionando e atendendo a quem mais precisa”, concluiu.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Emeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico

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A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida – reuniu nesta sexta-feira (28) as unidades das regiões Leste e Oeste, para o encerramento da 1ª Semana do Imigrante e do Refugiado de Várzea Grande. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer (Smcel) – por meio do núcleo de programas e projetos – teve por objetivo debater e fortalecer as práticas pedagógicas de acolhimento e valorização da diversidade cultural nas escolas.

A titular da pasta, Maria Fernanda Figueiredo participou do evento e destacou a importância desses movimentos que só as escolas sabem promover, e o quanto isso transforma a vida das crianças, da comunidade e da sociedade. “Sob o tema “Semeando o Futuro” este evento coroou uma semana repleta de reflexões, atividades realizadas em sala de aula, exposições de trabalhos e apresentações culturais desenvolvidas pelos estudantes, e isso tudo é muito relevante porque nós precisamos entender que não temos divisões no mundo, ele é um só e de todos que habitam nele. Então todos os migrantes e refugiados compõem o mesmo espaço do nosso planeta, e é exatamente isso que a escola defende”, ressaltou.

A gestora destacou ainda que a secretaria de Educação, atende atualmente, cerca de 700 alunos de família de migrantes e que todos têm os mesmos direitos assegurados pelos brasileiros natos. “E é por isso que estamos aqui para dizer a vocês que são o futuro do país, que possam viver na prática, combatendo a desigualdade, lutando pelos seus direitos e entendendo que todas as pessoas têm direito ao mesmo céu, o mesmo sol e a mesma lua. Que o acolhimento de hoje seja com certeza a finalização de um trabalho desenvolvido em sala de aula do conteúdo, do planejamento e que hoje está culminando nessas apresentações”.

A coordenadora pedagógica Marilene Silva disse que esse movimento realizado pelas unidades escolares surpreendeu pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos durante as apresentações. “Foram três dias de intensas programações. A escola Eunice César abriu o evento na quarta-feira, com apresentações de danças, poesia e artes, ontem os alunos da escola Alino Ferreira apresentaram a chegada dos migrantes no Brasil e hoje os alunos da escola Abdala apresentaram uma coreografia de danças e ato ecológico, com o plantio de mudas. Todos os eventos surpreenderam pela qualidade do enredo e pelo entusiasmo das crianças, todos estão de parabéns”.

Já a professora Zilda Braga, que integra o Núcleo de Programas e Projetos, destacou a participação de todas as unidades escolares envolvidas nessa programação. “A comunidade escolar se uniu para celebrar a riqueza que o intercâmbio de vivências traz para as salas de aula, reforçando o compromisso do município com uma educação inclusiva, humanizada e garantidora de direitos humanos”.

A diretora da Escola Abdala José de Almeida, Helena Fernandes, agradeceu a participação de toda a comunidade escolar e disse que a todas as unidades envolvidas na programação, se dedicaram para a realização do evento na promoção da cultura de paz, fortalecendo ações voltadas ao respeito, à inclusão e ao acolhimento.

Símbolo de resiliência

Assim como o ipê suporta o inverno rigoroso, a seca extrema e o solo muitas vezes árido para depois florescer com uma força que impressiona, o migrante enfrenta a saudade, a distância e as barreiras culturais sem perder a sua essência. E para marcar o evento “Semeando o Futuro”, a comunidade escolar realizou um ato ecológico com o plantio de três mudas de ipê, representando o legado do projeto pedagógico e o compromisso com o futuro sustentável para a comunidade.

A secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, fez o plantio de uma muda e destacou que tanto o ipê quanto o migrante guardam suas raízes profundas na terra de origem, mas têm a capacidade extraordinária de se adaptar e embelezar qualquer solo onde decidem recomeçar. “Quando tudo parece seco e difícil, o ipê e o migrante mostram que a verdadeira força vem de dentro, transformando o recomeço em uma explosão de cores, vida e esperança”, completou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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