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“Só voto o Orçamento se tiver garantido 100% de cobertura para o Hospital do Câncer de Mato Grosso”, garante Léo Bortolin

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*ORÇAMENTO/SAÚDE*

 

Candidato do MDB defende fim da dependência do HCanMT de leilões, doações e cobra responsabilidade direta do governo na Lei Orçamentária

O candidato a deputado estadual Léo Bortolin (MDB) assumiu o compromisso público de acompanhar de perto o financiamento do Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT) e afirmou que, se eleito, condicionará seu voto na Lei Orçamentária Anual (LOA) à garantia de que o repasse do Governo do Estado cubra o custo real de funcionamento da unidade. A declaração foi feita durante agenda de campanha em Várzea Grande.

Principal referência no tratamento oncológico gratuito do Estado, o HCanMT convive com uma diferença permanente entre o que recebe e o que gasta. Em coletiva realizada em novembro de 2025 e noticiada pela imprensa matogrossense, a direção do hospital apontou um déficit mensal estimado em R$ 2 milhões: o repasse previsto pelo SUS é de cerca de R$ 6,8 milhões por mês, mas o valor efetivamente recebido girava em torno de R$ 4,8 milhões. Mais de 90% dos atendimentos da unidade são feitos pelo Sistema Único de Saúde. Para manter as portas abertas, o hospital recorre a doações de produtores rurais, leilões e rifas, modelo que o candidato considera incompatível com o porte do serviço prestado.

“O Hospital de Câncer é a principal referência no tratamento oncológico de Mato Grosso. Não é aceitável que o Estado pactue cerca de 45% da despesa mensal e deixe a conta fechar à custa de doações da sociedade. Como deputado, quero sentar à mesa com o Governo e com a diretoria para assegurar que a verba da Lei Orçamentária cubra o custo real. Salvar vidas exige estabilidade financeira permanente, não sorte”, afirmou Bortolin.

*Diagnóstico do TCE-MT e Pactuação na Saúde*
O posicionamento do candidato coincide com as constatações feitas pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Em vistoria realizada no dia 18 de março de 2026, o presidente do órgão, conselheiro Sérgio Ricardo, esteve presencialmente no HCanMT acompanhado da Comissão Permanente de Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para averiguar a crise financeira da unidade.

Em junho deste ano, com a mediação do TCE-MT, foi firmado um termo de compromisso prevendo a reestruturação do contrato nº 253/2024 e a celebração de um aditivo contratual, garantindo a manutenção do atendimento oncológico 100% gratuito. Para Bortolin, é necessário transformar soluções emergenciais em uma política orçamentária fixa e definitiva.

*Da gestão municipal ao debate estadual*
Bortolin foi vereador e prefeito de Primavera do Leste por dois mandatos, período em que elaborou e executou Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e LOA municipais. Depois, presidiu a Associação Matogrossense dos Municípios (AMM) até março de 2026, quando percorreu as sete regiões do Estado e conheceu de perto as demandas de saúde de municípios de todos os tamanhos. Em Primavera do Leste, acompanha o trabalho do Centro de Apoio no Combate ao Câncer (CACC) Padre Onesto Costa, mantido por voluntários e pela sociedade civil.

“Mato Grosso bate recordes na produção de grãos e gera imensa riqueza, mas ainda falha com quem mais precisa no momento de fragilidade da saúde. O financiamento da alta complexidade não pode ser tratado como benefício eventual, tem que ser prioridade permanente no orçamento do Estado”, concluiu.

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Max ‘fecha’ com 18 deputados e mira 130 prefeitos para ampliar votação de Flávio Bolsonaro em MT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que Mato Grosso pode ampliar em até 10 pontos percentuais a votação de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (7), durante ato suprapartidário que reuniu deputados estaduais, lideranças políticas e candidatos eleitos em apoio à candidatura do senador.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 65,15% dos votos válidos em Mato Grosso, e Lula (PT) ficou em segundo lugar, com 29,18%.

Para Max, uma das estratégias é  ampliar o comparecimento às urnas. No primeiro turno, cerca de 600 mil eleitores de Mato Grosso se abstiveram de  votar.

Por isso, o deputado defendeu uma mobilização direta nos municípios, com diálogo com eleitores e busca por votos de candidatos que não chegaram à segunda etapa. “Se Mato Grosso subir 10% de voto, vai dar quase 200 mil votos. Isso pode ser uma diferença em uma eleição disputada como essa”, afirmou Max.

Ainda segundo Max Russi, 18 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso já manifestaram apoio ao candidato do PL.

A articulação surgiu a partir de uma proposta do deputado Gilberto Cattani (PL) e ganhou adesão de parlamentares de diferentes siglas. A mobilização também foi formalizada por meio de uma carta de apoio apresentada durante o encontro.

Durante o encontro, os participantes também mencionaram a expectativa de adesão de mais de 130 prefeitos de Mato Grosso à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Participaram do ato os deputados estaduais eleitos e reeleitos Max Russi (Podemos), Gilberto Cattani (PL), Chico Guarnieri (PSDB), Fabinho Tardin (Podemos), Léo Bortolin (MDB), Alessandra Ferreira (Podemos), Valmir Moretto (Republicanos), Sebastião Rezende (União Brasil), Nininho (Republicanos), Beto Dois a Um (Podemos), Dr. João (MDB), Thiago Silva (MDB), Ulysses Moraes (Podemos) e Samantha do Abílio (PL).

Também participaram Elson Ramos (Podemos), eleito suplente de senador na chapa de Mauro Mendes; Coronel Roveri (PL), eleito deputado federal; e Ilde Taques (Podemos), vereador e presidente eleito da Câmara Municipal de Cuiabá. E Fernando Gorgen (Podemos), Fred Murta (Podemos) e Eduardo Sanches (União), que disputaram as eleições de 2026.

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