Cultura
Viva Maria: Ana Maria Gonçalves é destaque no festival de Paracatu
Cultura
Olá, gente amiga do nosso programa! Nesta edição, vamos atravessar os “Muros Invisíveis”, projeto que é uma das atrações do 3º Festival Literário Internacional de Paracatu, cidade histórica de Minas Gerais.

A abertura oficial aconteceu ontem e, até o próximo domingo, o evento nos dará a oportunidade de conhecer melhor o universo de pessoas e comunidades tantas vezes invisibilizadas, mas que têm uma trajetória de vida e de luta memoráveis.
Falo especialmente dos afroempreendedores e dos professores negros da rede de ensino local, que, reunidos na Praça da Matriz, promovem debates e reflexões sobre inclusão e respeito à diversidade racial, por meio de exposições e depoimentos.
Cá entre nós, tudo a ver com uma das personalidades homenageadas nesta 3ª edição do Festival: Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra a integrar a Academia Brasileira de Letras (ABL). Ela é autora de Um Defeito de Cor, clássico da literatura brasileira sobre a escravidão, narrado em 951 páginas — não por acaso, um dos romances mais longos da nossa literatura.
Quem já leu garante: a grandiosidade da obra corresponde à sua importância. Que o diga nossa amiga Ruth Lucimar, ou Lu Gomes, para os íntimos. Leitora assídua de todos os gêneros, ela ama os livros e faz da leitura um exercício diário em sua vida.
Seja muito bem-vinda ao nosso programa!
Cultura
Cineclube Afrodite leva programação gratuita a territórios de Alagoas
Em Alagoas, o projeto Cineclube Afrodite levará cinema gratuito, oficinas e debates para vários municípios neste segundo semestre

O projeto de Cineclube Afrodite, criado em Alagoas, em 2025, vai levar mais uma vez cinema gratuito, oficinas, debates e outras ações para vários municípios do estado neste segundo semestre.
Em alusão ao Julho das Pretas, a programação de abertura do projeto será dedicada ao movimento com o lançamento de duas obras inéditas de realizadoras alagoanas no Cine Arte Pajuçara, localizado na Galeria Center Pajuçara, na Av Dr. Antônio Gouveia, orla da capital. A sessão começa às seis da tarde.
Os filmes de abertura são “Osún de Mão Dada Com Oyá”, da diretora estreante Sal Bernardo; e “Batuque das Ondas”, de Elizabeth Caldas e Manu Preta – que também estreia na direção. Os curtas têm como eixo central a ancestralidade, a cultura afro-brasileira e o protagonismo de mulheres negras.
O Cineclube Afrodite prioriza a circulação de obras produzidas em Alagoas e por realizadores negros, indígenas, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, contribuindo para fortalecer o audiovisual independente e democratizar o acesso ao cinema brasileiro contemporâneo.
Segundo a Dagô Produções, que coordena as ações do projeto, após a estreia, o Cineclube Afrodite seguirá em circulação por diferentes territórios de Alagoas, levando sessões de cinema, rodas de conversa e ações formativas para quilombos, casas de matriz africana e outros espaços comunitários, ampliando o acesso ao audiovisual e fortalecendo as narrativas negras no estado.
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