Cuiabá
Vereador Fellipe articula retorno da Feira do CPA II para Avenida Brasil
Cuiabá
Marcelo Borges – Assessoria vereador Fellipe Corrêa 
Atendendo as demandas da comunidade local, o vereador Fellipe Corrêa (PL) protocolou um requerimento à Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho – SMAT de Cuiabá solicitando detalhes sobre o retorno da Feira Livre do Bairro CPA II à Avenida Brasil. O prefeito Abilio Brunini (PL) confirmou a volta da feira ao seu local tradicional de realização.
A confirmação aconteceu durante a fala do gestor municipal na sessão solene em homenagem ao dia do feirante, na última segunda (25). “O lugar da feira é na rua. O Fellipe Corrêa veio e falou comigo sobre esse problema, o Vicente (Secretário de Agricultura) também veio e falou comigo sobre esse problema, então já estamos organizando esse procedimento para que a feira volte para a avenida”, disse o prefeito. 
De acordo com Fellipe, a mudança da feira para a Praça Cultural trouxe impactos negativos para feirantes e frequentadores, incluindo redução no fluxo de público, queda nas vendas e dificuldades de acesso. “A Avenida Brasil sempre foi estratégica e de fácil acesso, garantindo a valorização da agricultura familiar e a integração comunitária. É importante preservar essa tradição”, afirmou o vereador.
O requerimento solicita informações sobre a data prevista para o retorno da feira e, caso isso não ocorra de imediato, os motivos que impedem a volta ao local histórico.
A iniciativa busca conciliar o interesse público, a tradição cultural e o fortalecimento da economia local, garantindo que feirantes e moradores possam retomar a feira no ponto que sempre foi referência na região.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
Katiuscia propõe programa para prevenir feminicídios e defende afastamento de agressores
Com o número alarmante de 35 mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso em 2026, a vereadora de Cuiabá Katiuscia Manteli (Podemos) apresentou na Câmara Municipal de Cuiabá o Programa Mulher Viva. O programa tem com objetivo implementar medidas de prevenção para impedir que casos de violência doméstica evoluam para assassinatos.
Katiuscia afirmou que o enfrentamento ao feminicídio precisa ocorrer antes do crime. Ela defendeu medidas mais rigorosas contra agressores identificados como uma ameaça à vida de mulheres. Mato Grosso está no topo do ranking brasileiro de feminicídio, em 2025, o estado registrou 54 feminicídios.
Katiuscia que é candidata à deputada federal, garantiu que se eleita também levará a proposta à Câmara Federal.
“Quando o Poder Público concede um botão do pânico ou uma medida protetiva a uma mulher, ele está reconhecendo que a vida desta mulher está em risco; que ela pode sim morrer”, afirmou Katiuscia.
Programa Mulher Viva
O Programa Mulher Viva está estruturado em quatro eixos: prevenção, proteção, responsabilização e reconstrução de vidas. A vereadora argumenta que medidas punitivas, embora necessárias, são adotadas depois que o crime já ocorreu e, por isso, precisam ser acompanhadas de ações preventivas.
“O feminicídio é um crime anunciado. Antes da morte, vem a violência. Vem a violência doméstica. Antes de ser morta, essa mulher foi violentada, essa mulher foi agredida, essa mulher foi torturada”, declarou Katiuscia.
A parlamentar também destacou o risco enfrentado por mulheres que decidem romper relacionamentos abusivos. Segundo ela, situações de dependência emocional e financeira podem dificultar o fim do ciclo de violência, enquanto a separação pode representar um período de maior vulnerabilidade diante de ameaças do agressor.
A proposta defendida por Katiuscia prevê uma resposta mais rigorosa em situações consideradas de alto risco, com foco no afastamento do agressor antes de uma eventual escalada da violência.
Ao tratar do endurecimento das penas, a vereadora afirmou que a punição dos responsáveis não é suficiente para reverter as consequências do feminicídio. “Temos que endurecer as penas, temos que buscar meios de que ele pague por isso, mas não vai trazer a vida dessa mulher de volta. Vai ser mais uma família acabada, mais filhos órfãos”, disse.
Katiuscia encerrou o pronunciamento defendendo que as medidas de prevenção sejam direcionadas também aos potenciais agressores. “Precisamos privar da liberdade o futuro feminicida, e não a vítima, e não a sua família. É esse o projeto, o programa que nós temos hoje apresentado como um projeto para a Câmara Federal”, concluiu.
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