Mato Grosso

Sedec acompanha tendências globais e reforça estratégias de inovação para a agricultura de MT durante viagem aos EUA

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Com o propósito de estimular a inovação, trocar experiências e ampliar conexões estratégicas, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) participou da missão técnica da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), realizada nos Estados Unidos entre 23 e 31 de agosto.

A programação contou com a participação de produtores de sementes, parlamentares federais e representantes do agronegócio nacional. O grupo visitou empresas líderes em inovação tecnológica, como GDM Seeds, BASF, Stine Seeds, Syngenta, Bayer e Corteva, onde foram realizadas reuniões técnicas, visitas a unidades de pesquisa e contato direto com soluções que devem chegar ao mercado nos próximos anos.

A missão representou a oportunidade de alinhar experiências internacionais às necessidades regionais, com foco em sustentabilidade, aumento da produtividade e aplicação de práticas inovadoras à realidade mato-grossense. Além disso, o intercâmbio reforçou o diálogo com instituições e empresas de referência mundial.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, enfatizou a relevância da missão técnica nos Estados Unidos, ressaltando os aprendizados, as experiências e as perspectivas que poderão ser aplicadas para fortalecer a produção agrícola e a inovação em Mato Grosso.

“Durante a missão, tivemos a oportunidade de ver de perto como a pesquisa científica e a inovação estão antecipando os desafios que a agricultura enfrenta hoje, desde mudanças climáticas até o aumento de pragas e o desgaste do solo. É inspirador perceber o quanto o investimento em tecnologia e conhecimento pode transformar a produção e garantir que Mato Grosso continue sendo referência na produção de alimentos, contribuindo para a segurança alimentar do país e do mundo”, disse.

Outro ponto destacado foi a chance de acompanhar, de forma antecipada, tecnologias que devem chegar ao mercado a partir da próxima década. As empresas visitadas já testam variedades que podem ser lançadas até 2032, o que permite ao Estado se preparar para futuras tendências do setor.

O secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos, Anderson Lombardi, ressaltou que a pesquisa e a inovação são elementos centrais para o avanço da produção agrícola.

“A qualidade da semente é a base de toda a produção. Quando há investimento em pesquisa e inovação, conseguimos dar um salto em produtividade e competitividade. Essa evolução que acompanhamos de perto mostra como a tecnologia pode transformar o campo e trazer resultados consistentes para o produtor e para toda a cadeia do agronegócio”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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