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Polícia Civil prende investigado da Operação Conductor que transportou drogas em veículo da prefeitura

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A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta quarta-feira (3.9), mais um mandado de prisão no âmbito da Operação Conductor. O preso é um homem de 49 anos, servidor temporário, que transportou drogas em um veículo da Prefeitura de Cuiabá em 2024.

A operação, deflagrada na terça-feira (2.9) pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, investiga um grupo criminoso que atuava com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro nas regiões de fronteira de Mato Grosso e também na área metropolitana de Cuiabá.

Havia sido cumpridos 91 dos 95 mandados, ficando apenas quatro de prisão em aberto. Um dos foragidos era o servidor da prefeitura, que foi localizado e preso por uma equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.

Segundo a delegada Bruna Laet, titular da Defron, em março de 2024, o investigado recebeu drogas da irmã do líder do grupo criminoso, um advogado conhecido como “Doutor”, no terminal de ônibus de Várzea Grande. O servidor transportou a droga em um veículo oficial da Prefeitura de Cuiabá.

O investigado foi encaminhado para audiência de custódia e está à disposição da Justiça.

Saiba mais sobre a operação:

Investigações da Operação Conductor apontaram que grupo criminoso fornecia drogas para duas facções

Polícia Civil desarticula grupo criminoso que movimentou R$ 100 milhões com drogas em MT

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Réu é condenado por duplo homicídio de pacientes em clínica de recuperação em VG

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público.

O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. 

Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. 

As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. 

Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.

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