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Câmara de Cuiabá aprova leis voltadas à saúde mental e institui programas de prevenção à depressão

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Chega setembro e, com ele, as campanhas “Setembro Amarelo”, voltadas à conscientização sobre a prevenção ao suicídio. Mas o que os espaços públicos e órgãos legislativos têm feito para frear essas estatísticas? Em Cuiabá, a Câmara Municipal aprovou, nos últimos oito anos, quatro leis que instituem campanhas e programas de conscientização e ações preventivas. As medidas têm como objetivo ampliar os cuidados com a população, promovendo a prevenção da depressão e de outras doenças relacionadas à saúde mental.

A Lei Municipal nº 7.133, de 19 de agosto de 2024, de autoria da vereadora Maysa Leão (Republicanos), garante a criação do Programa de Saúde Mental, Prevenção à Depressão e ao Suicídio. O programa deve oferecer, por videoconferência, atendimento psicológico on-line a pais e cuidadores diretos de pessoas com deficiência (PCD) no município de Cuiabá.

A norma também permite convênios e parcerias com organizações não governamentais, universidades, instituições de ensino públicas e privadas, órgãos governamentais e setores da sociedade civil. Os benefícios do programa são voltados a pais e cuidadores diretos cuja renda familiar não ultrapasse três salários mínimos.

Para a parlamentar, a criação de políticas públicas voltadas à saúde mental de pais e cuidadores de pessoas com deficiência reforça a campanha nacional “Setembro Amarelo”. Maysa destaca que muitas dessas pessoas enfrentam sozinhas quadros de depressão e até ideias suicidas.

“A gente trouxe à luz essas pessoas e trouxemos para Cuiabá a criação de políticas públicas para que elas sejam inseridas e acolhidas. Muitas vezes falamos que o suicídio pode ser prevenido, mas como vai ser prevenido se a pessoa está passando pela dor sozinha?”, afirmou.

À frente da presidência da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Pessoas com Deficiência da Câmara, Maysa Leão ressalta que a Casa de Leis está à disposição da população para transformar demandas em ações legislativas. Ela reforça o convite à sociedade para participar.

“Muitos dos projetos que já foram debatidos aqui foram pedidos de munícipes. Compartilhe sua dor conosco. Nós transformamos isso em projeto de lei ou em encaminhamento junto ao Executivo. A Câmara está de portas abertas para toda a população”, conclui.

Sancionada no dia 15 de maio de 2023, a Lei nº 6.936, de autoria do vereador Wilson Kero Kero (PMB), criou o Programa de Ações Preventivas à Depressão e ao Suicídio entre crianças e adolescentes da rede municipal de ensino.

De autoria do ex-vereador Ricardo Saad, a Lei nº 6.182, de 30 de maio de 2017, incluiu no calendário oficial do município a campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, denominada “Setembro Amarelo”, realizada anualmente durante o mês de setembro. Também de sua autoria, a Lei nº 6.523, de 21 de fevereiro de 2020, instituiu o Plano Municipal de Prevenção ao Suicídio, com o objetivo de identificar sintomas e tratar transtornos mentais e psicológicos, como depressão, bipolaridade, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas. A proposta prevê ainda acompanhamento aos indivíduos que necessitem de tratamento, a fim de reduzir a evolução dos quadros que podem levar ao suicídio.

Com base nessas leis, o município de Cuiabá oferece hoje, entre os principais atendimentos, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e as Residências Terapêuticas, cada um com funções específicas dentro do cuidado aos pacientes. Atualmente, a rede conta com três CAPS, unidades especializadas no atendimento a pessoas com transtornos mentais e problemas relacionados ao uso abusivo de álcool e drogas. Esses serviços de saúde mental são considerados de “portas abertas”.

Em Cuiabá, existem diferentes modalidades de CAPS:

-CAPS I e II: destinados ao atendimento de pessoas adultas com transtornos mentais graves e persistentes. As unidades oferecem acolhimento, terapias individuais e em grupo, busca ativa, visitas domiciliares, atividades terapêuticas e lúdicas, além de suporte às famílias.

-CAPS III: em reforma na região do Verdão, onde funcionava a antiga Policlínica do Verdão. Essa unidade oferecerá assistência 24 horas aos pacientes já em acompanhamento no CAPS. O acolhimento ocorrerá durante toda a semana no período diurno e, se necessário, o paciente poderá permanecer por até sete dias, prorrogáveis conforme avaliação da equipe multiprofissional.

-CAPS Adolescer: voltado a crianças e adolescentes de até 17 anos, 11 meses e 29 dias. A unidade oferece terapias individuais e em grupo, atividades lúdicas e educativas, além de acompanhamento familiar. Atualmente está localizada temporariamente no bairro Shangrilá, mas sua sede oficial fica no Jardim Europa, atrás da UNIC, também em reforma.

Além disso, Cuiabá conta com a Unidade de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Urpics), localizada no Horto Florestal Toti Garcia. O espaço oferece gratuitamente atendimento diferenciado, centrado no bem-estar físico, emocional e mental. Os serviços funcionam por agendamento ou livre demanda. Somente em 2024, foram realizados mais de 12,4 mil atendimentos.

Por meio dessas leis, o Legislativo fortalece a prevenção ao suicídio e promove impacto direto na rede de atenção psicossocial, oferecendo suporte não apenas aos jovens, mas a toda a população cuiabana.

Centro de Valorização da Vida (CVV)

O CVV oferece escuta voluntária, anônima, gratuita e com empatia. O serviço está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, pelo telefone 188, pelo site cvv.org.br, via chat ou e-mail ([email protected]).

Em 2024, foram realizados 2,7 milhões de atendimentos em todo o Brasil. A instituição conta com cerca de 3 mil voluntários e mantém inscrições abertas para novos interessados em participar da rede. Os treinamentos são gratuitos e feitos pelo site cvv.org.br/seja-voluntario.

O CVV é uma entidade independente, mantida por doações de pessoas físicas e jurídicas. Para colaborar, basta acessar cvv.org.br/colabore.

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Emeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico

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A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida – reuniu nesta sexta-feira (28) as unidades das regiões Leste e Oeste, para o encerramento da 1ª Semana do Imigrante e do Refugiado de Várzea Grande. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer (Smcel) – por meio do núcleo de programas e projetos – teve por objetivo debater e fortalecer as práticas pedagógicas de acolhimento e valorização da diversidade cultural nas escolas.

A titular da pasta, Maria Fernanda Figueiredo participou do evento e destacou a importância desses movimentos que só as escolas sabem promover, e o quanto isso transforma a vida das crianças, da comunidade e da sociedade. “Sob o tema “Semeando o Futuro” este evento coroou uma semana repleta de reflexões, atividades realizadas em sala de aula, exposições de trabalhos e apresentações culturais desenvolvidas pelos estudantes, e isso tudo é muito relevante porque nós precisamos entender que não temos divisões no mundo, ele é um só e de todos que habitam nele. Então todos os migrantes e refugiados compõem o mesmo espaço do nosso planeta, e é exatamente isso que a escola defende”, ressaltou.

A gestora destacou ainda que a secretaria de Educação, atende atualmente, cerca de 700 alunos de família de migrantes e que todos têm os mesmos direitos assegurados pelos brasileiros natos. “E é por isso que estamos aqui para dizer a vocês que são o futuro do país, que possam viver na prática, combatendo a desigualdade, lutando pelos seus direitos e entendendo que todas as pessoas têm direito ao mesmo céu, o mesmo sol e a mesma lua. Que o acolhimento de hoje seja com certeza a finalização de um trabalho desenvolvido em sala de aula do conteúdo, do planejamento e que hoje está culminando nessas apresentações”.

A coordenadora pedagógica Marilene Silva disse que esse movimento realizado pelas unidades escolares surpreendeu pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos durante as apresentações. “Foram três dias de intensas programações. A escola Eunice César abriu o evento na quarta-feira, com apresentações de danças, poesia e artes, ontem os alunos da escola Alino Ferreira apresentaram a chegada dos migrantes no Brasil e hoje os alunos da escola Abdala apresentaram uma coreografia de danças e ato ecológico, com o plantio de mudas. Todos os eventos surpreenderam pela qualidade do enredo e pelo entusiasmo das crianças, todos estão de parabéns”.

Já a professora Zilda Braga, que integra o Núcleo de Programas e Projetos, destacou a participação de todas as unidades escolares envolvidas nessa programação. “A comunidade escolar se uniu para celebrar a riqueza que o intercâmbio de vivências traz para as salas de aula, reforçando o compromisso do município com uma educação inclusiva, humanizada e garantidora de direitos humanos”.

A diretora da Escola Abdala José de Almeida, Helena Fernandes, agradeceu a participação de toda a comunidade escolar e disse que a todas as unidades envolvidas na programação, se dedicaram para a realização do evento na promoção da cultura de paz, fortalecendo ações voltadas ao respeito, à inclusão e ao acolhimento.

Símbolo de resiliência

Assim como o ipê suporta o inverno rigoroso, a seca extrema e o solo muitas vezes árido para depois florescer com uma força que impressiona, o migrante enfrenta a saudade, a distância e as barreiras culturais sem perder a sua essência. E para marcar o evento “Semeando o Futuro”, a comunidade escolar realizou um ato ecológico com o plantio de três mudas de ipê, representando o legado do projeto pedagógico e o compromisso com o futuro sustentável para a comunidade.

A secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, fez o plantio de uma muda e destacou que tanto o ipê quanto o migrante guardam suas raízes profundas na terra de origem, mas têm a capacidade extraordinária de se adaptar e embelezar qualquer solo onde decidem recomeçar. “Quando tudo parece seco e difícil, o ipê e o migrante mostram que a verdadeira força vem de dentro, transformando o recomeço em uma explosão de cores, vida e esperança”, completou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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