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Polícia Civil prende alvo principal de operação que investiga ações de faccionados em São José do Xingu

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A Polícia Civil prendeu, neste domingo (7.9), o alvo principal da Operação Midnight, que investiga membros de uma facção criminosa envolvidos em tortura, sequestro e ações assistenciais voltadas para a promoção do grupo criminoso em São José do Xingu. A ação foi realizada pela Delegacia do município.

O suspeito, conhecido como “Meia Noite” (por isso o nome da operação), de 20 anos, foi encontrado dormindo em uma casa em Bom Jesus do Araguaia.

No mesmo local foram encontradas e presas outras duas pessoas, o dono da casa, de 22 anos, e um homem de 19 anos, que estava armado com um revólver calibre .38 com quatro munições intactas.

“Por se encontrar foragido desde a deflagração da operação, acrescentado a sua periculosidade e violência em que pratica seus crimes, a prisão desse jovem tornou-se prioridade na Delegacia de São José do Xingu, logrando-se êxito na sua captura nesse domingo, após intensa atividade investigativa”, disse o delegado Onias Estevam.

Também foram encontradas na casa 45 gramas de cocaína divididas em três porções, um tablete de 240 gramas de maconha, 91 gramas de maconha divididas em 18 porções, prontas para comercialização, 52 gramas de pasta base (crack), 34 papelotes de pasta base de cocaína prontos para comercialização, 60 carteiras de cigarro e R$ 52 em espécie.

Operação Midnight

A Operação Midnight foi deflagrada pela Polícia Civil no dia 25 de agosto, para cumprir nove ordens judiciais contra uma facção criminosa, instalada em São José do Xingu, envolvida em crimes de sequestro, tortura, crimes tributários e receptação.

Foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão domiciliar, decretadas pela 3ª Vara Criminal de Porto Alegre do Norte, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de São José do Xingu, com apoio da Delegacia Regional de Vila Rica.

As investigações iniciaram em março deste ano, após a apreensão de uma carga de cestas básicas sem nota fiscal, em São José do Xingu. Nas investigações foi verificado que os produtos eram destinados a integrantes do grupo criminoso, para atuação em ações de assistencialismo distribuindo cestas básicas à comunidade.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Operação mira pecuaristas por esquema de sonegação de R$ 30 milhões em Mato Grosso e RO

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O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) cumpre ordens judiciais no âmbito da Operação Ganatum II, deflagrada nesta quinta-feira (10) pelo Cira de Rondônia.  A ação combate um esquema estruturado de sonegação de ICMS relacionado à comercialização interestadual de gado entre os dois estados.  

Durante a operação, são cumpridos mandados de busca e apreensão em 12 endereços distribuídos por seis municípios de Rondônia e Mato Grosso. Em Mato Grosso, são cumpridas  sete ordens judiciais: três mandados de busca em Comodoro, dois em Santo Afonso, um em Dom Aquino e um em Castanheira. A investigação apura a atuação de um possível grupo criminoso voltado à prática de crimes contra a ordem tributária.   

Até o momento, foram identificadas operações que ultrapassam R$ 30 milhões. De acordo com as apurações, os animais eram adquiridos de produtores rurais de Rondônia sem a emissão das respectivas notas fiscais, utilizando-se apenas a Guia de Trânsito Animal (GTA).

Em seguida, eram emitidos documentos fiscais que simulavam a transferência dos bovinos entre estabelecimentos de um mesmo proprietário, com uso indevido da hipótese de não incidência do ICMS.    

Os animais, porém, eram entregues diretamente aos compradores finais em Mato Grosso, sem o devido registro das operações junto aos órgãos fazendários. As investigações também apontaram indícios da utilização de terceiros para ocultar os reais operadores e beneficiários das transações, além do uso de uma propriedade rural sem estrutura compatível com o expressivo volume de animais formalmente movimentado.    

O local teria sido utilizado apenas para conferir aparência de legalidade às operações. O nome Ganatum remete à ideia de ganho e lucro, em alusão ao contexto da fraude investigada e à atividade pecuária. 

A ação mobilizou aproximadamente 70 integrantes e foi realizada de forma integrada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), pela Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia, pela Procuradoria-Geral do Estado de Rondônia e pelas Polícias Civis de Rondônia e Mato Grosso.   

Cira-MT  

O Comitê é composto por representantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), da Controladoria-Geral do Estado (CGE), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp/Polícia Civil – Defaz) e da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).

Os órgãos atuam de forma coordenada na repressão a fraudes fiscais e na recuperação de ativos em favor do Estado. 

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